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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Biblioteca Nacional- Rio de Janeiro/Brasil


Com mais de 9 milhões de obras! A Biblioteca Nacional é considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo.
O prédio sede tem dois armazéns com seis andares, em cada andar cerca de 450 estantes que estão cheias.
A Biblioteca recebe um exemplar de tudo o que é publicado no país como forma de preservação da memória nacional. Há cem anos, o acervo da Biblioteca Nacional está preservado no edifício de estilo eclético, na Cinelândia, Rio de Janeiro, onde hoje funciona a sede da Fundação Biblioteca Nacional.

O acervo da Biblioteca Nacional é formado originalmente pela antiga livraria de D. José, que foi organizada por Diogo Barbosa Machado, Abade de Santo Adrião de Sever, para substituir a Livraria Real, que foi consumida pelo incêndio que se seguiu ao terremoto de Lisboa de 1º de novembro de 1755. O início da Real Biblioteca no Brasil está ligado a vinda de toda a família real e da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808.

Essa coleção chegou aqui em 3 etapas e era formada por cerca de 66 mil peças muito importantes como manuscritos raros e livros publicados desde o século XV.Inicialmente tudo foi acomodado numa das salas do Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março. Em 1810, um decreto do Príncipe Regente determinou que o lugar acomodasse a Real Biblioteca. Sendo assim, a data de 29 de outubro de 1810 é considerada oficialmente como a da fundação da Real Biblioteca que, no entanto, só foi aberta ao público em 1814.

Com a volta da família real , o acervo da Biblioteca permaneceu no Brasil e foi parte de um Tratado de Paz e Amizade com Portugal. Ela foi paga como parte da compensação devida pelo Brasil a Portugal pela perda que eles tiveram com a nossa independência. É uma memória que pertence a Brasil e Portugal, mas a propriedade ficou com o Brasil.

O acervo de obras raras é constituído de material bibliográfico diversificado – livros, folhetos, folhas volantes, periódicos – e selecionado segundo parâmetros que o consideram raro ou precioso. Segundo esses parâmetros, não basta ser antigo, é preciso ser único, inédito, fazer parte de alguma edição especial, apresentar uma encadernação de luxo ou, até mesmo, ter o autógrafo de personalidades célebres como D. Pedro II, Coelho Neto, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado.

Um dos livros mais raros deste acervo é a famosa Bíblia de Mogúncia impressa em 1462, pouco tempo depois da descoberta da imprensa por sócios de Guttemberg. Ali também estão a primeira edição de Os Lusíadas(1572); o Rerum per octennium…Brasília, de Baerle (1647), com 55 pranchas a cores desenhadas por Frans Post; e o menor livro do mundo que, com apenas um centímetro de comprimento, ensina o “Pai Nosso” em sete línguas.

A divisão de Manuscritos comporta cerca de 900.000 documentos e surgiu como complemento do acervo da Real Biblioteca com, aproximadamente, mil códices manuscritos e avulsos (documentos oficiais). Ao longo do tempo foram incorporados ao acervo outros importantes conjuntos documentais.

Não é maravilhosa?

(Fonte: IG Cultura, Mona Dorf e Anapaula Ziglio)