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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

João Revolta - Tragédia Santa Maria (análise dos fatos)


Povo vamos acordar

O que adianta diminuir um imposto, mas aumento A Gasolina

Fazer o Bem brotar do Mal


Como é bela a idéia de um mundo em que harmoniosamente o Bem faz brotar o Bem, em que a Felicidade gera Felicidade, e em que a Paz faz vigorar a Paz.
Sem dúvida um mundo assim seria um mundo ideal.Mas quantas vezes neste mundo nós já vimos o Amor ser vítima do Ódio, vimos quem só prega a Paz ser acometido pela Guerra, e vimos quem só faz o Bem ser assolado pelo Mal? (...)
Neste mundo que parece virado pelo avesso, não podemos esperar que as coisas aconteçam apenas do modo ideal: precisamos fazer do fim um recomeço, precisamos fazer brotar o bem também do mal."

Augusto Branco

Não deixe sua criança morrer dentro de você

Não deixe a sua infância morrer pois é a melhor faze de sua vida ......

Vocês conhece os Rios voadores

Os Rios Voadores são responsáveis pelo transporte da umidade existente na Amazônia, formando as chuvas que seguem do norte para o centro oeste, sul e sudeste do Brasil. Este fluxo de água e vapor é que garante ao país a produção de energia elétrica e de alimentos, além do bem estar da população! Abaixo o trajeto da massa de ar úmido monitorada pelo projeto Rios Voadores.

Há exatos 407 anos, morria Guy Fawkes.



Fawkes foi um soldado católico que participou da "Conspiração da Pólvora”, um levante com o objetivo de explodir o Parlamento inglês utilizando trinta e seis barris de pólvora estocados sob o prédio durante uma sessão na qual estaria presente o rei e todos os parlamentares. Guy Fawkes, como especialista em explosivos, seria responsável pela detonação da pólvora.

Porém os conspiradores notaram que o ato poderia levar à morte de diversos inocentes e defensores da causa católica, portanto enviaram avisos para que alguns deles mantivessem distância do parlamento no dia do ataque. Porém, um dos avisos chegou aos ouvidos do rei, que ordenou uma revista no prédio. Assim acabaram encontrando Guy Fawkes guardando a pólvora.

Durante seu interrogatório, Fawkes permaneceu desafiante, se negando a fornecer informações. Quando lhe perguntaram o motivo de estar em posse de tanta pólvora, lhes respondeu que era "para explodir todos vocês desgraçados bêbados de scotch de volta para as montanhas sujas de onde vieram". Sua coragem acabou rendendo certa admiração do Rei James, que o descreveu como "um homem de resolução romana".

Essa admiração não evitou que o Rei ordenasse sua tortura "de maneira progressiva e planejada". Fawkes inicialmente resistiu aos tormentos e não forneceu informações além de declarar "que rezava todo dia a Deus para o avanço da fé Católica e a salvação de sua alma podre".

Contudo, após mais de uma semana de tortura, Fawkes cedeu e entregou o nome de oito conspiradores. Sua assinatura de confissão, que era pouco mais de um risco ilegível, é indicio do sofrimento ao qual foi submetido. Fawkes e os demais conspiradores foram condenados a serem estripados e esquartejados antes da morte por decapitação. Em um último ato de desafio antes de ser conduzido ao local de execução, Fawkes conseguiu se desvencilhar dos guardas e pular de uma escada, quebrando o pescoço e evitando assim a tortura. Seu corpo foi esquartejado e exposto publicamente junto com o dos outros conspiradores.

Até hoje o rei ou rainha vai até o Parlamento apenas uma vez ao ano para uma sessão especial, sendo mantida a tradição de se revistar os subterrâneos do prédio, antes da sessão. Na Inglaterra até hoje existe a tradição de celebrar no dia 5 de novembro a Noite das Fogueiras. Nesta noite bonecos com a imagem de Fawkes são desfilados na rua, agredidos, despedaçados e por fim queimados.

Um verso tradicional foi criado em alusão à Conspiração da Pólvora:

"Lembrai, lembrai, o cinco de novembro
A pólvora, a traição e o ardil;
por isso não vejo porque esquecer;
uma traição de pólvora tao vil"

Frequentemente Fawkes é referido com o título de ser "o único homem que entrou no Parlamento com intenções honestas".

A graphic novel V de Vingança, com roteiro de Alan Moore e arte de David Lloyd, possui grandes influências da "Conspiração da Pólvora". Um personagem que utiliza uma máscara inspirada no rosto de Guy Fawkes tenta promover a revolução em uma Inglaterra fictícia. A estilizada máscara foi popularizada pelo filme V de Vingança, que transformou o rebelde em defensor da liberdade.

A "carreira" revolucionária da máscara foi iniciada por grupos de ativistas como o Anonymous, que a assumiram como "cara pública" em 2008. Esta máscara deu resposta à necessidade dos membros do grupo de proteger as suas identidades e, ao mesmo tempo, simbolizar a defesa pelos direitos individuais. Em centenas de protestos atualmente, milhares de pessoas têm envergado esta máscara nas manifestações contra a avidez dos bancos e das grandes empresas e a crise financeira mundial

David Lloyd mostrou-se "feliz" pelo uso que o movimento está dando à máscara. "A cara de Guy Fawkes tornou-se numa imagem global que faz todo o sentido nas manifestações contra a tirania. Fico muito satisfeito por estar a ser usada de forma tão especial", afirmou, comparando-a à icônica fotografia de Che Guevara, que se tornou num símbolo popular em todo o mundo.

Mas, ironicamente, a popularidade das máscaras - com 100 mil exemplares vendidos por ano em todo o mundo - gera também sentimentos conflituosos aos ativistas mais radicais. A "cara de Fawkes" é, desde o filme V de Vingança, propriedade da Time Warner, multinacional que é uma das 100 maiores empresas dos Estados Unidos, e cada máscara vendida acaba por pôr dinheiro nos cofres de uma empresa que simboliza justamente aquilo que os ativistas combatem.

Texto de Diego Vieira
Administração Imagens Históricas

Mestre Bimba



Mestre Bimba o criador da capoeira regional, que é a mistura de várias lutas combinado com capoeira .....

Bem legal

Berimbau de ponta, sem pintura... O verdadeiro berimbau da Regional!

Bela imagem

As vezes penso que o mundo nunca ira melhorar, mas é vendo estas imagens que me da animo e penso em nunca desistir, pois é através de querer buscar viver num mundo melhor que me da mais garra e lutar pelos meus sonhos e direitos.....
 

Esta sendo a realidade da Saúde brasileira

Como vemos todos os anos a saúde e a educação no Brasil, está uma vergonha e esta mas do que na hora de nosso políticos brasileiros fazerem alguma coisa como um exemplo teve um prefeito de uma cidade que pegou o dinheiro que seria usado para fazer o carnaval e vai investir na saúde de sua cidade, pois esta necessitando pois a verba que recebe não está conseguido abastecer o posto de saúde de sua cidade .
Só para ter ideia o dinheiro gasto para realizar o carnaval era de 1 milhão de reais e agora irá ser gasto em saúde.....
Meus parabéns Prefeito por usar este dinheiro em algo que realmente tem precisão ......


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A escolha óbvia


E se alguém que tivesse o poder para tal, lhe desse a escolher entre uma vida de sucesso econômico, boa saúde e realização profissional, e uma vida com doenças, pobreza e desespero? Qual você escolheria? E se, só pelo fato de o ter decidido, sem nenhum outro esforço da sua parte, você pudesse escolher como sua vida será?
A verdade é que você tem escolha. Pensar positivamente demanda o mesmo esforço que pensar negativamente. Seus pensamentos criam a realidade.
Você pode escolher enxergar-se como alguém sem valor e ter pensamentos que o levarão á uma vida de desespero. Ou então, você pode reconhecer que é digno do melhor que a vida pode oferecer e encher sua mente com pensamentos positivos que tornarão realidade todo seu potencial.
Claro que a vida é dura. Cada dia é cheio de desafios. Se esses desafios irão lhe derrotar ou levar-lhe à grandeza, é você quem decide.

FILHOS BRILHANTES ALUNOS FASCINANTES


Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jóvens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

Augusto Cury

RECOMEÇAR


Recomeçar

Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de apender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu "período de isolamento",
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o "Amor".

(Nota: Não é de Carlos Drummond de Andrade)

Paulo Roberto Gaefke

SE VAI TENTAR SIGA EM FRENTE



Se vai tentar
siga em frente.

Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

Charles Bukowski

SONHOS


Sonhos são a expressão da alma, são intensos desejos geradores de motivação;
É o que nos dá asas para voar, que nos deixa sem chão;
É a nossa motivação pessoal, um verdadeiro mergulho no solo fértil da fé;
É o que faz a vida se tornar interessante,
É um convite ao infinito céu!
Não pare de sonhar, nunca desista da magia dos sonhos!
Sonhos são imensos desejos que gritam no íntimo humano, procurando uma oportunidade para se concretizar.
Algumas pessoas afundaram-os no solo do esquecimento; outras, como eu, anseiam intensamente pela realização dos mesmos.
O sonho torna-se real quando você empenha-se a torná-lo real.


Michelle Ramos

CORREDORES


Corredores...
Eu andei
Sorri, chorei, tanto
Não me arrependi
Ganhei e perdi
Fiz como pude
Lutei contra o amor
E quanto mais vencia, me achava um perdedor
Mais tarde me enganei
Vi com outros olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais me levando pra alguém
Quem?
Visitou os corredores da minha alma
Soube dos enganos
Secretos planos
E até uns traumas
Sempre fui muito só
Eu andei
Sorri, chorei tanto
Fui quase feliz
Fiz tudo que quis
Fiz como puder
Desprezei meu ego
Dando esmolas a ele com se fosse um cego
Mais tarde me enfeitei
Até pintei os olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais me escapando pra alguém
Quem?
Visitou os corredores da minha alma
Soube dos meus erros
E dos nós que fiz
Bem na linha da vida
Sempre fui muito só.

Ana Carolina

Quando me amei de verdade


Quando me amei de verdade

Quando me amei de verdade,
pude compreender
que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo,
na hora certa.
Então pude relaxar.

Quando me amei de verdade,
pude perceber que o
sofrimento emocional é um sinal
de que estou indo contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida
fosse diferente e comecei a ver
que tudo o que acontece contribui
para o meu crescimento.

Quando me amei de verdade,
comecei a perceber como
é ofensivo tentar forçar alguma coisa
ou alguém que ainda não está preparado
- inclusive eu mesma.

Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas,
crenças e - qualquer coisa que
me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoismo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.

Quando me amei de verdade,
deixei de temer meu tempo livre
e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo
e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!

Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre razão,
e com isso errei muito menos vezes.

Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente,
que é onde a vida acontece.

Quando me amei de verdade,
percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco
a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Kim McMillen

Como fazer para Ler um livro melhor

O que é Educação sem um Mestre ?



Nos podemos aprender a dançar,cantar, tocar, sem um professor e a educação sem ter alguém que ajude nós a compreender as coisas como se forma um cidadão que compreenda como as coisa que ocorre no Brasil e no Mundo.

Sem tem alguém para auxiliar no entendimento nós não somos nada, pois é o conhecimento que transforma o SER HUMANO em alguém melhor, em tão senhores Prefeitos, Governantes, Deputados, federais e Estaduais, vamos valorizar melhor nossos professores , pois são eles que fazem nosso país crescer.

Os bastidores da Família Dinossauros, em 1991.



“Família Dinossauros” apesar de ser concebida como um programa infantil, fazia uma crítica bem humorada ao chamado "american way of life" e uma sátira da sociedade e dos costumes da classe média desse país. Produzida pela Disney e transmitida pela ABC, estreou em abril de 1991 e, após 56 episódios divididos em quatro temporadas , terminou em julho de 1994.

No início, um acordo determinou que a Disney financiaria a série. O investimento era arriscado, variando de 1 a 1,5 milhão de dólares por episódio, mas aceitável para os padrões Disney. O presidente da empresa acreditava que o lucro viria com a venda de produtos licenciados do programa e acertou a previsão.

Dinossaurs estreou no Brasil em 1992. A série aumentou os índices de audiência das manhãs, que estavam abaixo do esperado, o que levou a série a ser exibida também aos domingos. No auge da série no Brasil, o merchandising da mesma cresceu muito, com a venda de produtos como chaveiros, camisetas, álbum de figurinhas (foram vendidos 40 milhões de envelopes de figurinhas do mesmo) e até um disco chamado Babymania, que foi gravado pelos dubladores.

A série contava a história da família Silva Sauro, uma família de dinossauros que vivia num planeta Terra onde eles eram a espécie dominante e nós, humanos, apenas animais selvagens.

A tecnologia da série deriva de um projeto similar, conhecido como “Tartarugas Ninja”. Cada personagem consistia em um boneco animatrônico, tecnologia inovadora que misturava atores e movimentos eletrônicos, que permitia até 50 movimentos faciais em cada personagem, possibilitando uma riqueza de detalhes na atuação.O ator dentro da fantasia movimentava os membros enquanto um técnico movimentava o rosto dos bonecos através de um controle remoto e luvas mecânicas.

O ator que interpretava Dino declarou em entrevista que só conseguia enxergar o exterior do set quando a boca do animatrônico estava aberta. Por isso, quando Dino se mexia e parecia que estava respirando pela boca, na verdade era o ator tentando enxergar o cenário.

Além de paródias com outros programas da época, “Família Dinossauros” abordou temas fortes como sexo, morte, racismo, masturbação, assédio sexual, homossexualidade, direitos civis, animais ameaçados de extinção, entre outros, com muitas metáforas e bom humor. Em um dos episódios emblemáticos, Dino e seus filhos até experimentam uma planta que causa efeitos similares à maconha.

A série era um programa infantil, mas terminou sua história de sucesso com um episódio censurado em vários países. "Mudando a Natureza", o último episódio, retrata sobre o início da Era do Gelo e o fim dos dinossauros e em muitos países este episódio foi censurado por ser considerado "obscuro, cruel e impróprio para as crianças por as expor a risco de trauma"

Nesse episodio Dino revela que sua empresa foi responsável por matar todas as plantas do planeta. É assim que a Era do Gelo tem início, e Dino pede desculpas a família e aos filhos por eles não terem mais um planeta para crescerem e viverem. A última cena mostra o âncora do telejornal anunciando que não há nenhuma boa previsão, e assim termina a série com um simples, porém terrível, “Adeus”.


Cena final: https://www.youtube.com/watch?v=hOwclRsr6QQ
Fonte: http://www.cracked.com/
Texto de Diego Vieira
Administração Imagens Históricas

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Então a gente aprende


Que um tombo pode significar um belo recomeço.
Que nada dói pra sempre. Que a fé é o melhor remédio, aliada ao tempo.
Que o sol sempre vai brilhar e sempre teremos um ceu azul e uma noite estrelada para lembrarmos como a vida pode ser bonita...
Que por pior que seja a noite, o dia sempre chega.
E a cada dia, a tristeza diminui.
Felicidade pode não ser eterna, mas o sofrimento também não é.
E aprendemos que muitas coisas poderiam ser evitadas, se encarássemos a vida com um pouco mais de otimismo.
Aprendemos que o amor próprio é essencial pra nossa felicidade, e que quem não nos dá valor não merece estar ao nosso lado.
Com o tempo a gente aprende que a vida não é feita de uma pessoa, um sonho e um momento bom.
Ela é feita de uma sucessão de momentos, de uma multidão de pessoas, e de força de vontade pra realizar nossos sonhos.
Pessoas vão, pessoas ficam. E nós vamos seguindo, hora com vontade de desistir, hora com vontade de ganhar o mundo.
E aprendendo sempre. E melhorando, se soubermos usar esse aprendizado. E chorando, e nos reerguendo, e buscando a tal felicidade, que é tão passageira se a buscarmos nos outros, e pode ser permanente, se a encontramos em nós...
Aprende menina, chorar não muda nada, e sorrir, mesmo nos piores momentos, atrai as melhores energias e colore seu dia.
E é de dias coloridos que a felicidade é feita.


Karla Tabalipa

Recomeço


Recomeçando, e ainda meio perdido no que fazer, querer explorar novas oportunidades
o que fazer, como fazer, será que vai dar certo?
Provavelmente se pensarmos nas possibilidades de exito, teremos um grande isentivo, porem
não agimos assim.
Eu penso muito em como fazer, e fazer bem feito, nada de começar e não terminar, a menos que por ironia do destino tenhamos que desistir, mas não me vejo muito nesse perfil.
Quando lhe acontece algo diferente, você visualiza como será sua vida no futuro, essa ideia persiste e ganha mais força, mas precisamos de um ideal, um objetivo e não em um ou dois dias que venceremos, mais a cada dia fazendo o ideal e juntando os dias o seu sonho se realizará.
A força vem de nós mesmos, não será sua namorada, seu pai ou seu amigo que fará você vencer, mas você mesmo conquistará, a menos que não deseje...

Fanuel Glanzmann

No dia 28 de janeiro de 1887, foi colocada a primeira pedra da Torre Eiffel, símbolo de Paris, projetada por Gustave Eiffel.

É Galera ontem não deu para mim postar uma matéria ontem mas hoje vi e tive que postar,pois é um marco na história de um pelo país chamada França ......



Inaugurada em 1889 como a máxima atração da Exposição Universal, a Torre era então a construção mais alta do mundo, com 300 metros de altura.

Na imagem, construção da torre, em 1888.

RECOMECE SEMPRE

Recomece sempre. 
Observe a natureza.
Tudo nela é recomeço.
No lugar da poda,
Surgem brotos novos.
Com a água, a planta
Renasce novamente.
Nada para. A própria
Terra se veste diferentemente todas as manhãs.
Isso acontece também conosco .
A ferida cicatriza.
As dores desaparecem.
A doença é vencida pela saúde.
A calma vem após o nervosismo.
O descanso restitui as forças.
RECOMECE!
ANIME-SE!
Se preciso, faça tudo novamente.
ASSIM É A VIDA!

Blaninne Sharoon

RECOMEÇO


E aquela ausência me doeu por um bom tempo.
Até eu descobrir que embora
as pessoas sejam insubstituíveis,
os sentimentos não.
Viver é saber que tudo
pode ter um recomeço.
É aproveitar cada oportunidade
que a vida nos permite,
de conhecer novos caminhos,
novos sentimentos.

Patty Vicensotti

Manhã


Fresca manhã da vida, recomeço
Doutros orvalhos onde o sol se molha.
Nova canção de amor e novo preço
Do ridente triunfo que nos olha.

Larga e límpida luz donde se vê
Tudo o que não dormiu e germinou;
Tudo o que até de noite luta e crê
Na força eterna que o semeou.

Um aceno de paz em cada flor;
Um convite de guerra em cada espinho;
E os louros do perfeito vencedor
À espera de quem passa no caminho.

Miguel Torga

ANDAR COM FÉ

Andar com fé
É saber que cada dia é um recomeço.
É ter certeza que os milagres acontecem
E que os sonhos podem se realizar.

Andar com fé
É saber que temos asas invisíveis.
É fazer pedidos a estrelas cadentes
E abrir as mãos para o céu.

Andar com fé
É olhar sem temor as portas do desconhecido.
Ter a inocência dos olhos da criança,
A lealdade do cão,
A beleza da mão estendida
Para dar e receber.

Andar com fé
É usar a força e a coragem
Que habitam dentro de nós
Quando tudo parece acabado

Andar com fé
É saber que temos tudo a nosso favor.
É compartilhar as bênçãos multiplicadas.
É saber que sempre seremos surpreendidos
com presentes do Universo.

É a certeza que o melhor sempre acontece
E que tudo aquilo que almejamos está
totalmente ao nosso alcance !
Basta só Andar com Fé !

Silvia Schmidt

RECOMEÇO é agora


"Se as nossas chaves não abriram as portas que
desejávamos, se nossos fracassos ocasionais
nos levaram ao desânimo, é hora de utilizar as forças da natureza, da qual somos filhos.

Todos os dias, tudo recomeça na natureza e,
a cada amanhecer, surge uma nova chance
para recomeçar um caminho que possa
nos conduzir a destinos melhores.

Por isso, aproveite a folha em branco que a
vida nos dá todos os dias.

Veja, sobretudo, quão maravilhoso é
poder ter na oportunidade do recomeço,
a chance de poder tentar tudo de novo.

Legrand

Cortar o tempo


Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Infelizmente ocorreu uma catástrofe que abalou o Mundo

Em Nome do Blog, estamos de Luto, que Deus ajude á todos que perderam seus familiares , amigos e também a todos que estão sentido esta dor Santa Maria estamos com vocês.....
245 sonhos, 245 futuros, 245 vidas jogadas fora. E tem gente que ainda consegue fazer piada com isso. Não seria engraçado se fosse sua mãe, seu pai, seu irmão, ou seu melhor amigo. Não seria engraçado se você estivesse lá, fosse um bombeiro, ouvindo celulares tocando por todos os lados. Não seria engraçado se você, ainda como bombeiro, se abaixasse e pegasse um celular, e nele tivessem 104 chamadas da mãe. Não seria engraçado se você fosse a mãe, esperando acordada por um filho que nunca voltaria. Não seria engraçado se o seu “se divirta filho” virasse um “adeus, descanse em paz”. Ninguém precisa chorar, ficar de luto, mas respeito todos precisam ter. Meus sentimentos a cada família que está hoje com o coração partido.

Texto 2 

Hoje provavelmente boa parte de nós passaríamos o dia inteiro reclamando do tédio, ou até mesmo do Faustão e das suas piadinhas nem sempre tão boas ou postando frases engraçadas. Porém, acredito que nem todos hoje vão ter animo pra criticar, zombar, ou seja lá o que for. Eu estive pensando: Quanta coisa a gente perde por motivos tão bobos né? Ontem várias pessoas saíram pra curtir a "nigth" e infelizmente 245 dessas pessoas não irão voltar pra casa. Ontem foi a última vez em que essas pessoas curtiram, sorriram, conversaram e elas nem podiam imaginar isso. A vida acaba em segundos, a prova disso foi o incêndio na boate que interrompeu muitas vidas. Eu te pergunto agora: Você tem feito sua vida valer a pena? Não? Que tal começar agora? Diga as pessoas que as ama, sorria mais, não se apegue a mágoas passadas, eu sei que a vida de ninguém é fácil, mais sorria. Só sorria por favor...



#LUTO: por que não precisamos conhecer é sim


Poderia ser Você

Eu poderia ser uma daquelas pessoas que estavam lá na boate de Santa Maria, na boate Kiss. Poderia ser qualquer um de nós. Poderia.

Eu poderia estar lá naquela noite, curtindo com os meus amigos e nós estaríamos sorrindo e pensando em como a vida é boa e gostosa de se viver. Poderíamos estar comemorando um aniversário de um brother, ou comemorando, por sermos amigos mesmo. Poderia estar com uma namorada ao lado e ela me olharia querendo dizer que me ama pra sempre.

Tentaria adivinhar o que as pessoas sem rosto ao meu lado estavam pensando. Gosto de fazer isso. Será que as pessoas ali estavam se divertindo? Será que queriam esquecer os problemas? Será que saíram de casa só porque um amigo insistiu? Será que estava comemorando o aniversário de um amigo?

Não sei. Não sabemos. Ninguém sabia de nada ali.

Eu iria ao banheiro e olharia minha imagem pela última vez. Tiraria uma foto com os meus amigos, só para eternizar o momento. Sem ao menos saber que esse seria o meu último momento com eles. O último momento de tudo.

Sairia do banheiro e veria pânico. Pessoas caídas ao chão. Pessoas gritando por socorro. Vidas sendo levadas. Caos. Esperanças que morrem. Vidas que se interrompem. Eu iria procurar pela minha namorada só para dizer a ela uma última vez tudo que sinto. Mas eu não encontraria. Eu tentaria escapar. Fazia de tudo, com todas as minhas forças, minhas últimas respirações e tentaria ajudar meus amigos e minhas amigas que ali estavam. Ia agarrar ao último fio de vida que me restava. Mas eu não iria conseguir. E iria dar o meu último suspiro pensando "Por que teve que ser assim meu Deus? Porque? Justo hoje?''

A tragédia de Santa Maria comoveu o mundo inteiro. 232 jovens que tiveram suas vidas arrancadas. E o pensamento de todo mundo é o mesmo ''Poderia ter sido comigo. Poderia ter sido minha filha. Poderia ter sido meu amigo''.

Nós vivemos a vida como se fossemos invencíveis. E uma tragédia dessas mostra o quanto somos frágeis. E eu não gosto disso.

De novo, me coloco no lugar de cada familiar que hoje estão destruídos por dentro, tentando, de qualquer forma, arrancar forças para aguentar tudo isso. E eu aqui, mais outra vez, chorando por dentro.

:/

Um texto que vale a pena ler

Um texto que vale a pena ler, refletir e ponderar, afinal, o que o Brasil inteiro acaba de presenciar vai muito além do que uma das piores tragédias e/ou o segundo maior incêndio do país. São notícias pipocando na televisão, proveniente de piadinhas falsas na internet, internautas que se comportam como juízes e já apontam culpados sem nem se quer imaginar o poder e as consequências de tais ácidas tecladas.

Você precisa ler isso antes de consumir qualquer fato, proveniente de qualquer grande portal. Exercer o senso crítico e a sensibilidade humana em um momento como este é um dever nosso como cidadão; boa leitura:

"Não se esqueçam que a internet é, também, uma fazenda de cliques. Muitos portais vão editando especulações para que 'aquela frase' infle e se transforme em uma sensacionalista pauta, consequentemente, o material vira uma 'boa manchete' que, mesmo sem ser verdadeira, vai angariar cliques e ser replicada nas mais diferentes timelines por sua audiência.

Seguranças que seguraram a porta, num primeiro instante, sem se dar conta de que não era uma briga ou um tumulto, já são tidos como assassinos e/ou responsáveis pelo segundo maior incêndio do Brasil.

Familiares do DJ e dos integrantes da banda são obrigados a ler e digerir que estas vítimas - que também compõe o trágico número que já supera 245 mortos - foram as culpadas pelo incêndio.

Espero, sinceramente, que estes portais, com sede de cliques, não tirem o nosso foco do verdadeiro problema. Linchar um segurança e/ou culpar um cadáver é, infelizmente, muito mais cômodo do que apurar e, quem sabe, bater de frente com o verdadeiro e burocrático problema que é cheio de e$queminhas. Não se esqueçam que estamos no Brasil e, para muitos, a violência e o sofrimento são tidos, também, como sinônimo de audiência e dinheiro.

Pobre do Jornalismo, que se perdeu em meio à publicidade."

A imagem, apesar de dispensar qualquer legenda, tem como fonte o jornal gaúcho 'Zero Hora'; já o texto, foi escrito e retirado originalmente do mural de Eduardo Cabral.

Devido a tragédia ocorrida em Santa Maria

Devido a tragédia ocorrida em Santa Maria (Rio Grande do Sul), fato que chocou o Brasil, da apreensão dos pais que vêem seus filhos irem para uma festa e talvez nunca mais voltar e nos faz repensar a qualidade estrutural das casas de shows, deixo aqui a homenagem feita por Fabrício Carpinejar, poeta e jornalista:

"Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido."

Foto: Devido a tragédia ocorrida em Santa Maria (Rio Grande do Sul), fato que chocou o Brasil, da apreensão dos pais que vêem seus filhos irem para uma festa e talvez nunca mais voltar e nos faz repensar a qualidade estrutural das casas de shows, deixo aqui a homenagem feita por Fabrício Carpinejar, poeta e jornalista: 

"Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. 
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. 
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. 
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013. 
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada. 
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa. 
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio. 
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda. 
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa. 
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo? 
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista. 
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal. 
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. 
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido."
(O Texto foi escrito como se o escrito estivesse morto)

Hoje irei rezar

Hoje irei rezar pedir a Deus , que ajude a família de todos que perderam seus amigos, parentes,conhecidos, familiares, que possa ajudar a todos a levantarem a cabeça e começar tudo de novo é triste, é mesmo hoje falando no meu Blog, o que ocorreu não aguentei e no final, chorei apesar de nunca ter conhecidos e pensei como seria se eu estivesse no lugar de cada um que estava apenas a curti mais uma noite ficar junto com a namorada e falar o tanto que a ama e poder falar quanto a vida é bela e gostosa, mas infelizmente nós somos obrigados a ver que ao mesmo tempo que a vida é boa ela também tem seu lado ruim.....
Este acontecimento abalou o Mundo inteiro, é interessante saber que varias pessoas do mundo inteiro está apoiando o povo brasileiro que hoje está em lagrimas , mas infelizmente a vida é assim é como uma onda ela nos ergue e depois nos afunda nos jogando no mar e mostrando que temos que ser mais forte levantar a cabeça e levantar como se diz Rocky Balboa :-" Ninguém bate mais forte que a vida, para mostrarmos que somos fortes temos que levantar e aguentar cada soco e não desistir pois cada soco que levamos e permanecemos em pé mostra que somos fortes", mas nem sempre é por isto que temos amigos , pois eles quando ver nós caindo eles simplesmente estende a mão e ajuda nós a superar nesta barreira que nem sempre é fácil vence -lá sozinho..... Obrigado a todos pela atenção , Santa Maria estamos juntos com vocês ......
Escritor por Alex Lopes Alex Ozorio

'' Relato Real da Namorada de Uma das Vitimas !!



Esperei até o último momento pra ter certeza que você me deixou.. Dor igual, não existe! Os olhos se enchem de lágrimas de lembrar que te vi na última terça feira e não pude te dizer tudo que tinha pra dizer, do quanto te admiro, do quanto eu queria teu bem, do quanto tu me fazia bem. Hoje, nada e nem ninguém vai tirar essa dor, esse vazio que existe dentro de mim, acho que só nós dois entendíamos o vínculo que existia entre nós, algo lindo, que eu não queria que acabasse jamais, mas você acabou partindo.. Mas eu sei que vamos nos encontrar, e eu vou te dizer o quanto eu sou feliz por ter te conhecido. Eu não queria escrever essas coisas, queria pelo menos ter te dado um último abraço, queria te ter perto de mim mais uma vez, que com certeza eu faria valer a pena. A dor é imensa, não sei se é de culpa ou de saber que não te terei mais aqui, eu sei que deixei muita coisa guardada aqui dentro, tantas coisas que um dia eu tinha a meta de te dizer, as coisas que em mim tu fez nascer, eu vou sentir saudade do teu sorriso, principalmente do teu sorriso que era o que cativava qualquer pessoa que tivesse ao teu lado. Eu sei que tua presença não estará mais comigo, mas isso não é motivo pra que tu deixe de existir pra mim.. Pra mim, tu sempre irá existir, aqui dentro.. onde tempo nenhum, ou saudade vai apagar, tu foi único na minha vida, jamais deixarei que nossas lembranças, e o que fomos se apague.. Te eternizei aqui no meu peito, eu juro! Mas quero que me guie sempre, porque de todos os anjos que eu tenho no céu, substituí todos pra ter só você! A tristeza transborda pelos olhos só de pensar que amanhã vou abrir os olhos e ter a certeza que não te verei em nenhuma esquina, em nenhum lugar, mas como eu te disse, eu te juro que te eternizei aqui dentro, te faço presente pelos pensamentos, pela tua companhia nas horas que irei precisar, E QUE EU SEI QUE TU VAI ESTAR PRESENTE, vou te sentir sempre presente, não adianta.. E me desculpa não ter dito todas as coisas que tinha pra te dizer, dentre uma delas, é dizer o quanto EU TE AMO, isso, eu te amo.. Pode ter passado o tempo que for, mas o que a gente viveu um com o outro, a afinidade que tínhamos nasceu isso e eu não vou deixar que isso acabe, nem mesmo com a tua ida.. Agora tu tá ao lado do mestre, o que eu sei que vai te fazer bem, vai te guiar, vai fazer o que eu faria por ti. Eu nunca vou te esquecer, pode passar o tempo que for, tu pra sempre será o "meu lindo", o que amava tanto reggae.. O coração tá apertado, os olhos inchados, e a saudade cada vez mais grande! ''Math'' (como chamava-o), onde quer que tu esteja, não me abandone nunca, que eu em nenhum momento deixarei de conversar contigo através de orações. Tô contigo por toda vida, meu ETERNO MATHEUS! Te amo. ♥ #LUTO
"Quando me sinto só, eu te faço mais presente, fecho os olhos e enxergo a gente... A gente não precisa tá colado pra tá junto, os nossos corpos se conversam por horas e horas.." Assim vai ser até eu te encontrar novamente!!

História Real. Luto.

"Bombeiros encontraram 2 corpos. Dois namorados, e eles estavam abraçados"



"tchau mãe, to indo pra balada" "vai com deus minha filha" e ela literalmente foi :/

a mãe de uma vítimas disse “nós brigamos ontem, proibi ela de sair mas ela foi mesmo assim, a ultima coisa que ela me falou é que me odiava"

"Um bombeiro pegou um celular de um dos mortos e nele
havia 104 chamadas perdidas da mãe" Imaginem o desespero da mãe.

O pior de tudo é saber que a maioria que morreu são jovens, pessoas que tinha um longo futuro pela frente.

232 vidas perdidas, 232 futuros destruídos, 232 famílias com o coração partido e 232 sonhos sem se tornarem realidade.

Bombeiros: os celulares não param de tocar nos bolsos das pessoas mortas e isso está doendo na gente

[FOTO ANTES DA TRAGÉDIA EM SANTA MARIA]

Foto: COMPARTILHEM!! Veja + em Sintomas de Pobreza

"Bombeiros encontraram 2 corpos. Dois namorados, e eles estavam abraçados"

"tchau mãe, to indo pra balada" "vai com deus minha filha" e ela literalmente foi :/

a mãe de uma vítimas disse “nós brigamos ontem, proibi ela de sair mas ela foi mesmo assim, a ultima coisa que ela me falou é que me odiava"

"Um bombeiro pegou um celular de um dos mortos e nele
havia 104 chamadas perdidas da mãe" Imaginem o desespero da mãe.

O pior de tudo é saber que a maioria que morreu são jovens, pessoas que tinha um longo futuro pela frente.

232 vidas perdidas, 232 futuros destruídos, 232 famílias com o coração partido e 232 sonhos sem se tornarem realidade.

Bombeiros: os celulares não param de tocar nos bolsos das pessoas mortas e isso está doendo na gente

[FOTO ANTES DA TRAGÉDIA EM SANTA MARIA]

Quantas pessoas não morreram hoje?

Foto: [[COMPARTILHEM!!]]

Quantas pessoas não morreram hoje?
Não foram apenas 232, como dizem as mídias. 

Foram pais, irmãos, avós, namorados(as), tios, primos, amigos.
Muita gente morreu hoje.

Eu não consigo imaginar como seria perder alguém assim. Sem um adeus. Um último abraço, um último beijo, uma última palavra. 

Começo a pensar nas pessoas que saíram de lá com vida, no desespero, na angústia de deixar alguém pra trás. Imagino então os médicos, enfermeiros, atendendo os feridos, sabendo que muitas feridas na alma jamais poderão ser curadas. Os bombeiros, retirando os corpos, arriscando suas vidas, e encarando todo esse desespero de forma a passar calma a todos ali.
Imagino os policiais com os celulares e pertences dos mortos, sendo obrigados a dar a tão amarga noticia.

Eu morri um pouco hoje. Mesmo não perdendo alguém próximo ou conhecido. Mas uma parte da minha juventude, a mesma que foi levada deles, morreu também.

Negligência? Ambição? CULPA DE QUEM?
Não sei. Não posso dizer, nem julgar.
O que digo é que as pessoas que ali perderam suas vidas, não vão voltar. E levaram com ela muitas outras pessoas, sorrisos, sonhos e futuros.

Hoje o domingo amanheceu cinza, cinza mesmo assim como após o fogo. Triste.
Que Não seja em vão. Que todos tenham força. Que os culpados sejam punidos.
Que a partir das cinzas, possam renascer novos sonhos.
Não foram apenas 232, como dizem as mídias.

Foram pais, irmãos, avós, namorados(as), tios, primos, amigos.
Muita gente morreu hoje.

Eu não consigo imaginar como seria perder alguém assim. Sem um adeus. Um último abraço, um último beijo, uma última palavra.

Começo a pensar nas pessoas que saíram de lá com vida, no desespero, na angústia de deixar alguém pra trás. Imagino então os médicos, enfermeiros, atendendo os feridos, sabendo que muitas feridas na alma jamais poderão ser curadas. Os bombeiros, retirando os corpos, arriscando suas vidas, e encarando todo esse desespero de forma a passar calma a todos ali.
Imagino os policiais com os celulares e pertences dos mortos, sendo obrigados a dar a tão amarga noticia.

Eu morri um pouco hoje. Mesmo não perdendo alguém próximo ou conhecido. Mas uma parte da minha juventude, a mesma que foi levada deles, morreu também.

Negligência? Ambição? CULPA DE QUEM?
Não sei. Não posso dizer, nem julgar.
O que digo é que as pessoas que ali perderam suas vidas, não vão voltar. E levaram com ela muitas outras pessoas, sorrisos, sonhos e futuros.

Hoje o domingo amanheceu cinza, cinza mesmo assim como após o fogo. Triste.
Que Não seja em vão. Que todos tenham força. Que os culpados sejam punidos.
Que a partir das cinzas, possam renascer novos sonhos.

"Alô filho, você tá bem meu amor?

Foto: "Alô filho, você tá bem meu amor? 

Desculpe senhora, aqui é um bombeiro, seu filho faleceu nas chamas"

 Não dá pra ficar lendo essas coisas, cara. Ainda existem pessoas fazendo piadas ou pouco se lixando para os falecidos. Fica 24 horas por dia no computador compartilhando/postando/curtindo besteiras e não pode dedicar um minuto da sua vida para refletir sobre as 245 pessoas (até então) mortas? Vocês falam que o Brasil é um país lixo, aí morrem 245 brasileiros e vocês ainda fazem PIADA? Quem é o lixo aqui? E o pior é que o maior problema não é fazer piada sobre o assunto... É uma boate com 2000 pessoas dentro não ter saída de emergência, é o desespero porque os garçons não estavam deixando sair por causa de dinheiro... E se o seu pensamento é: "Não conhecia ninguém, não são da minha família, então não vou ficar triste por ninguém", você é a perfeita definição de um ser humano LIXO e não merece respeito, amor e nem amizade. Leia Marcos 12, 31 e reveja seus conceitos: "Amai ao próximo como a ti mesmo". Não precisa chorar, não precisa perder seu dia para a tragédia, mas apenas respeite; imagine você no lugar de um pai/mãe/irmã, ligando para o parente e um bombeiro atende dizendo que uma pessoa que você ama morreu. É o que eu peço. E só uma observação: Eu acho que por mais que não ganhe muito, por mais que seja complicado, por mais que seja um trabalho cansativo, pra mim bombeiros, médicos são as profissões mais honráveis de todas!!

Dinheiro, bens materiais, com suor, com trabalho você consegue de novo.

A vida não, a vida é só uma!
Desculpe senhora, aqui é um bombeiro, seu filho faleceu nas chamas"

Não dá pra ficar lendo essas coisas, cara. Ainda existem pessoas fazendo piadas ou pouco se lixando para os falecidos. Fica 24 horas por dia no computador compartilhando/postando/curtindo besteiras e não pode dedicar um minuto da sua vida para refletir sobre as 245 pessoas (até então) mortas? Vocês falam que o Brasil é um país lixo, aí morrem 245 brasileiros e vocês ainda fazem PIADA? Quem é o lixo aqui? E o pior é que o maior problema não é fazer piada sobre o assunto... É uma boate com 2000 pessoas dentro não ter saída de emergência, é o desespero porque os garçons não estavam deixando sair por causa de dinheiro... E se o seu pensamento é: "Não conhecia ninguém, não são da minha família, então não vou ficar triste por ninguém", você é a perfeita definição de um ser humano LIXO e não merece respeito, amor e nem amizade. Leia Marcos 12, 31 e reveja seus conceitos: "Amai ao próximo como a ti mesmo". Não precisa chorar, não precisa perder seu dia para a tragédia, mas apenas respeite; imagine você no lugar de um pai/mãe/irmã, ligando para o parente e um bombeiro atende dizendo que uma pessoa que você ama morreu. É o que eu peço. E só uma observação: Eu acho que por mais que não ganhe muito, por mais que seja complicado, por mais que seja um trabalho cansativo, pra mim bombeiros, médicos são as profissões mais honráveis de todas!!

Dinheiro, bens materiais, com suor, com trabalho você consegue de novo.

A vida não, a vida é só uma!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Udesc lamenta tragédia que deixou pelo menos 245 mortos no RS










Estamos Juntos nesta......

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) divulgou no final da manhã deste domingo (27) uma nota lamentando a tragédia que deixou ao menos 245 mortos durante um incêndio em uma boate em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Na local acontecia a festa de quatro cursos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Agronomia, Medicina Veterinária, Pedagogia e Tecnologia de Alimentos.

"A Universidade do Estado de Santa Catarina, na condição de entidade parceira da UFSM, lamenta profundamente cada uma dessas mortes", diz a nota. "Lamentamos a perda destes jovens universitários. Este é um domingo triste para todo o Brasil e em especial para o Rio Grande do Sul já que foi a maior tragédia do estado. Desejamos ainda a melhora de todos os feridos”, disse o reitor em exercício, Marcus Tomasi.

O pró-reitor de Extensão, Cultura e Comunidade, Mayco Nunes, também lembrou que a Udesc e UFSM tem grandes parcerias nas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão. “Temos inúmeros professores que se formaram tanto nas suas graduações quanto nas suas pós-graduações na UFSM. Além disso, já desenvolvemos dezenas de ações nas áreas da Pesquisa e Extensão. Realmente esta tragédia deixa toda comunidade da Udesc muito triste”, finaliza o pró-reitor.


http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/dsm/19,18,4024399,Incendio-em-boate-em-Santa-Maria-e-a-maior-tragedia-da-historia-do-Rio-Grande-do-Sul.html


Luto Oficial do Blog, Ozorioalex.blogspot.com.br

Saudade


Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda

MANIAS DOS ESCRITORES


O escritor Wolfgang Von Goethe escrevia em pé. Ele mantinha em sua casa uma escrivaninha alta.


O escritor Pedro Nava parafusava os móveis de sua casa a fim que ninguém o tirasse do lugar.


Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.


Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo (SP). A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu. Ele não se deu por vencido e a reconstruiu. Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro.


Machado de Assis, nosso grande escritor, ultrapassou tanto as barreiras sociais bem como físicas. Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance
para a esposa, Carolina.


Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica. Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal. No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.


Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.


José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953.


Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. "Se não fizer isso, saio matando gente pela rua". Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. "Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha."


Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o "furo": Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.



Érico Veríssimo era quase tão taciturno quanto o filho Luís Fernando, também escritor. Numa viagem de trem a Cruz Alta, Érico fez uma pergunta que o filho respondeu quatro horas depois, quando chegavam à estação final.


Clarice Lispector era solitária e tinha crises de insônia. Ligava para os amigos e dizia coisas perturbadoras. Imprevisível, era comum ser convidada para jantar e ir embora antes de a comida ser servida.


Monteiro Lobato adorava café com farinha de milho, rapadura e içá torrado (a bolinha traseira da formiga tanajura), além de Biotônico Fontoura. "Para ele, era licor", diverte-se Joyce, a neta do escritor. Também tinha mania de consertar tudo. "Mas para arrumar uma coisa, sempre quebrava outra."


Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: "O senhor gosta de Camões?" Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos. Foi escoteiro dos nove aos treze anos. Nadador do Minas Tênis Clube, ganhou o título de campeão mineiro em 1939, no estilo costas.


Guimarães Rosa, médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. "Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue", conta Agnes, a filha mais nova.


Mário de Andrade provocava ciúmes no antropólogo Lévi-Strauss porque era muito amigo da mulher dele, Dina. Só depois da morte de Mário, o francês descobriu que se preocupava em vão. O escritor era homossexual.

Vinicius de Moraes, casado com Lila Bosco, no início dos anos 50, morava num minúsculo apartamento em Copacabana. Não tinha geladeira. Para agüentar o calor, chupava uma bala de hortelã e, em seguida, bebia um copo de água para ter sensação refrescante na boca.


José Lins do Rego foi o primeiro a quebrar as regras na ABL, em 1955. Em vez de elogiar o antecessor, como de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.



Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. "Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então.


O poeta Pablo Neruda colecionava de quase tudo: conchas, navios em miniatura, garrafas e bebidas, máscaras, cachimbos, insetos, quase tudo que lhe dava na cabeça.



Vladimir Maiakóvski tinha o que atualmente chamamos de Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC). O poeta russo tinha mania de limpeza e costumava lavar as mãos diversas vezes ao dia, numa espécie de ritual repetitivo e obsessivo.



A preocupação excessiva com doenças fazia com que o escritor de origem tcheca Franz Kafka usasse roupas leves e só dormisse de janelas abertas – para que o ar circulasse -, mesmo no rigoroso inverno de Praga.



O escritor norte-americano Ernest Hemingway passou boa parte de sua vida tratando de problemas de depressão. Apesar da ajuda especializada, o escritor foi vencido pela tristeza e amargura crônicas. Hemingway deu fim à própria vida com um tiro na cabeça.



O poeta português Fernando Pessoa tinha o hábito de escrever sob diversos pseudonimos, cada um com um estilo e uma biografia próprios. Ente os pseudonimos adotado estão Ricardo Reis, Alberto Caieiro e Álvaro de Campos.

Sempre a mesma coisa.


Dizem que muitos escritores reescrevem sempre o mesmo livro, diretores de novelas as mesmas tramas, políticos os mesmos discursos, esposas as mesmas reclamações e por aí afora.
Para algumas pessoas o dia é sempre a mesma coisa. Acordar, comer, assistir novela, bisbilhotar a vida dos outros na internet e dormir.
Para algumas pessoas o dia parece que tem quarenta e oito horas, tantos os compromissos e afazeres. Há tantas variedades e variações no acordar (com quem), almoçar (onde), assistir novela (qual) e depois disso ainda encontram imaginação e energia para sair, dançar, beber, rir muito, voltar para casa dirigindo embriagado (ou ser levada para não sei onde) e dormir, dormir, dormir muito, até meio-dia, uma ou duas horas da tarde.
Não sou desses. De nenhum desses. Acordo cada dia numa hora e isso pode querer dizer quatro, cinco ou oito horas da manhã.
Almoço sempre fora de casa o que me dá a oportunidade, ainda que no mesmo restaurante, comer todo dia coisas muito diferentes.
Não assisto novelas. Nenhuma. Nunca. Nem morto!
De vez em quando vejo um telejornal, nunca o Datena (perdão, se aquilo é jornalismo ou jornal, só serve para forrar o canto do cachorro).
Logo ao anoitecer Amanda Palma serve uma bela sopa, deixa para mim uma salada de frutas na geladeira, me serve um café delicioso, feito em parceria com a nossa cafeteira Dolce Gusto.

Gosto de assistir filmes na TV e para isso conto com o meu controle remoto único e definitivo, a Amanda Palma.
Além de todas as outras facilidades, utilidades, complexidades, amenidades, etc. (não me peça para explicar o etc., por favor.) Amanda Palma procura, escolhe, me chama e assistimos juntos os primeiros cinco minutos do filme. Depois disso ela dorme, eu durmo ou ambos dormimos. Raramente assistimos juntos até o fim, para em noventa por cento dos casos concordar que seria melhor termos dormido do que assistir o tal filme.
Quanto à internet, passo o dia nela, com ela e dependendo dela.
Leio as notícias, vejo todas as imagens que eu tenho vontade, já que sou mais visual do que qualquer outra coisa, escuto a musica que quiser de graça e com muita qualidade e ganho uma graninha. Há um ligeiro desacordo nesse item. Ganho menos do que gasto, gasto menos do que gostaria e se der para trocar de Mercedes todo ano e ir para a Europa passar pelo menos quinze dias já tá bom (sonhar é preciso).
Para mim a vida tem sido de uma riqueza incontável, uma diversidade inigualável e uma felicidade diferente e renovada a cada dia.
Graças a Deus!Marinho Guzman

Escritores


Escutei que hoje é dia do escritor:
daqueles antigos, eternos,
novos, modernos...
todos.


Tem escritor que escreve pouco,
mas com algumas palavras
já diz muito.


Tem outros que escrevem torto,
mas de um jeito cativante
e louco.


É bom mesmo brincar com as palavras.


Tem escritor que escreve bilhete em guardanapo,
mas fica com vergonha e esconde os versos
embaixo do prato.


Tem escritor que é amigo,
cada palavra tem um tom
de conforto e abraço.


Tem escritor que está ainda por vir,
ainda lendo alguns textos
que o motivará a escrever e depois sorrir.


Tem escritor que escreve e nem percebe
que em 140 caracteres todo dia diz o que quer
e alcança homens e mulheres.


Tem escritor por todo o canto,
tem escritor eternizado
e também os desvalorizados.


Tem dias em que ninguém se lembra dos escritores,
assistem sempre nas novelas os atores,
admiram, mas se esquecem dos autores.


Em cada esquina
há um escritor oculto:
na esquina da padaria,
da pracinha
e até num rabisco no muro.


Aqui vai o meu obrigada...
A cada poeta
que com algo bom nos presenteou.
A todos escritores
que as palavras conheci.


E é claro, quero registrar aqui
os meus singelos parabéns
a cada leitor,
que faz despertar milhões de sentimentos
no coração de um escritor.

Sarah Magalhães

Toc toc...

Estou cansada desses tipos de homens. Dos homens de bar, os famosos ping-pongs que conversam apenas para marca o set, caso você não jogue na mesma forehand eles vão embora. Daqueles namorados que se tornaram ex por mentiras e ainda se acham espertos. Alô sabedoria avisa pra eles que o instinto animal mandou avisar que não se cai duas vezes na mesma armadilha. Também estou cansada dos paga-pau. Ficam procurando um galhinho nas árvores para depositar seu ninho de meras intenções. Ah, não posso esquecer dos mimados - Estes são os reis das regras - Tudo de acordo com o pensamento deles. Oh filhinho, sou mulher, sou mimada e num agrado nem aos meus pais. Êita quase que esqueço os lixeiros, aqueles que deletam, jogam fora, ameaça e repete mil vezes que não vai mais fazer aquilo, isso, num sei que lá. Engraçado né? Acumulam mais coisas na lixeira. Porque sinceramente isso dá no que mesmo? Se não quer, não quer pronto acabosse. Tem muitos exemplos... 

Bate aqui na minha porta, que está fechada de preocupação.

Dani Leão

Quebra a cabeça!


Morrendo de amor, tristeza, alegria, desânimo e otimismo, os grandes escritores escreveram seus textos. Ao ler um livro sempre me pergunto “até que ponto aquele insight poderia ser verdadeiro?”. Teria sido Shakespeare um Romeu? Teria sido Machado de Assis um Bentinho? Quem sabe! Fico extremamente fascinada com a enorme capacidade de inventarem palavras e cenas que nos fazem suspirar, outras vezes chorar, outras vezes sorrir e outras vezes sentir medo. O que há na cabeça desses escritores geniais? Seriam eles bons em mentir na vida real? Seriam eles super sonhadores? Ou simplesmente inventam uma história e nela colocam momentos personalizados que eles mesmos passaram? Ah! Eu fico a me perguntar.
Teria alguém visto mesmo uma pessoa morta? E teria alguém visto mesmo um vampiro? Será que sonharam como seria viajar até o centro da Terra? Ou a mente do homem é tão magnífica que o faz inventar tamanhas monstruosidades que nos fazem ficar parados, quietos e concentrados em frente a uma tela de cinema ou uma página de livro? Malditas perguntas. Quando noto, perdi metade do filme e do livro tentando entender porque o escritor inventou tamanho engenho. Deve ser por isso que tenho que assistir e ler outra vez uma obra para entender corretamente.
Seria um conjunto de sonhos e desejos lunáticos que eles acumulam em suas mentes e depois pegam uma caneta e “metem tinta no papel”? Ou seria simplesmente prazer por escrever? Seria uma vontade enorme de mudar o mundo e fazer as pessoas pensarem? Não sei, mas creio que de duas páginas de um livro, penso em mil modificações que aquele escritor queria fazer em alguma pessoa. De uma cena de filme, penso em mil razões para que o autor e o diretor quisessem tocar as pessoas que assistiram aquele filme. Seja lá o que for a moral das palavras e das cenas: “Sonhe, corra, largue de besteira, pare de se preocupar, pense duas vezes, respeite, beija logo, fala o que sente se não perde, tenha fé em Deus, não tenha medo, tenha cautela... Pense, leia, assista as minhas palavras!”. Já me peguei imaginando Clarice Lispector implorando para que eu lesse um de seus textos super bem bolados, imaginei ela de um jeitinho bem meigo, romântico, livre e intelectual dizendo: “Por favor, leia! E entenda o que é a vida... Por favor, pare de perder tempo... Você vai morrer! Por favor, leia!”. Ah! Clarice, diva que me despertou inúmeros suspiros, que descanse em paz... Creio que nunca terei a chance de lhe ver implorar ao mundo que pensem em cada uma de suas palavras.
Hora comédia, hora drama, hora terror, hora romance, hora suspense, hora fatos reais, hora ficção, hora de cada um, hora de todos em um, hora de despertar sentimentos. E hora de pensar: “Com tantas obras vendidas, como o mundo ainda é assim?”. Talvez seja a influência de Maquiavel, grande mestre, que me perdoem os críticos – mas convenhamos, a inteligência, é a inteligência! E quando mal canalizada... Mas vejamos Maquiavel que nos ensinou a coisa mais verdadeira do mundo: “Prefira ser temido do que amado...”, porque obviamente o amor não é tudo, não para o ser humano, não para esta humanidade, afinal, “eu te amo, mas eu te traí, me perdoe!”, que palhaçada! Hoje em dia só se segura alguém do lado, por medo. Maquiavel de certo teve suas razões para escrever isto, mas em umas de suas estratégias para que os príncipes se tornassem bons reis, adivinhou a humanidade de hoje.
E por que diabos Renato Russo escreveu “Índios”? Para que com aquela música ele pudesse tocar aquela sociedade, e a toca até hoje. Louvado seja John Lennon que compôs “Imagine” e me fez imaginar e até quebrar a cabeça. – Queria então que aquele filme da máquina do tempo fosse real, só para ter a oportunidade de perguntar aos autores desses clássicos e de outros, “por que tamanha imaginação?”. “Porque tamanha necessidade de que o mundo os ouça?”, “Por que escreveram aquilo? Pensaram aquilo? Para alguém ou para tudo? Para provar ou simplesmente mudar?”. De verdade deve estar na hora de eu parar de tentar entender as coisas...

Gabriella Beth Invitti

Olá queridos amigos escritores;



Gostaria de convida-los hoje para refletir sobre a importância e responsabilidade que temos como escritores.

Sejamos amadores ou profissionais, nossos pensamentos são sempre muito lidos, por diversas pessoas, muitas vezes, elas se identificam com nossos textos.

Isso é muito bom, é maravilhoso, mas porém, é uma grande responsabilidade que temos em nossas mãos.

Vamos começar a refletir sobre isso e vamos entregar nossos propositos nas mãos de Deus, para que ele faça bom uso de nossos talentos e quem sabe transformar a vida de muitos leitores.

Afinal são os leitores mais importantes do que nós.

Pensem nisso!!!

Mara Chan

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Caça


Por que é importante ler? Pergunta recorrente em qualquer encontro de escritores com estudantes. E a gente acaba desfiando um rosário de respostas prontas, um blá blá blá repetitivo, apesar de necessário. Mas hoje vou dar um exemplo prático. Estava lendo uma revista - nem era um livro - quando me deparei com uma entrevista feita com o chef Philippe Legendre, estrela da gastronomia francesa de quem nunca provei um ovo frito. Ignorante sobre quem era o cara, li. Lá pelas tantas, o repórter: "É verdade que o senhor adora caçar?" O chef: "Eu caço o silêncio. Atiro no barulho."

Bum!

Perdizes, faisões, coelhos, sei lá o quê o tal homem caça todo final de semana - e nem me interessa. O importante foi o impacto causado por aquelas duas frasezinhas curtas que pareciam um poema e que empurraram meu pensamento para além daquelas páginas, me puseram a pensar sobre minhas próprias perseguições. Caço o silêncio. Atiro no barulho. Eu idem, monsieur.

Eu caço o sossego. Atiro na tevê.

Eu caço afeto. Atiro em gente rude.

Eu caço liberdade. Atiro na patrulha.

Eu caço amigos. Atiro em fantasmas.

Eu caço o amanhã. Atiro no ontem.

Eu caço prazeres. Atiro no tédio.

Eu caço o sono. Atiro no sol.

E quando caço o sol, atiro em relógios. Acho que é isto que a leitura faz. Nos solta na floresta com uma arma na mão. Nos dá munição para atirar em tudo o que nos distrai de nós mesmos, no que nos desconcentra. O livro não permite que fiquemos sem nos escutar. A leitura faz eu mirar em mim e acertar no que eu nem sabia que também sentia e pensava. E, por outro lado, me ajuda a matar tudo o que pode haver em mim de limitante: preconceitos, idéias fixas, hipocrisias, solenidades, dores cultuadas.

Lendo, eu caço a mim e atiro em mim.

Martha Medeiros

sábado, 26 de janeiro de 2013

Para Sempre


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

Poema de sete faces



Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.Carlos Drummond de Andrade

Carlos Fuentes- Biografia



Faz pouco tempo, Filiberto morreu afogado em Acapulco. Aconteceu na Semana Santa. Apesar de ter sido mandado embora do emprego na Secretaria, Filiberto não pôde resistir à tentação burocrática de ir, como todos os anos, à pensão alemã, comer o chucrute adocicado pelos suores da cozinha tropical, dançar o Sábado de Aleluia no La Quebrada e se sentir "gente conhecida" no escuro anonimato vespertino da praia de Hornos. Claro, já sabíamos que na sua juventude tinha nadado bem; mas agora, aos quarenta, e tão abatido como se encontrava, tentar atravessar, à meia-noite, o extenso trecho entre Caleta e a ilha da Roqueta!... Frau Müller não deixou que fosse velado, apesar de ser um freguês antigo, na pensão; pelo contrário, essa noite organizou um baile no terraço sufocado, enquanto Filiberto esperava, muito pálido dentro de sua caixa, que saísse o caminhão matutino do terminal, e passou lá, acompanhado de caixas e fardos, a primeira noite da sua nova vida. Quando cheguei, muito cedo, para cuidar do embarque do féretro, Filiberto estava embaixo de um túmulo de cocos: o motorista disse que o colocássemos rapidamente sob o toldo e o cobríssemos com lonas, para não espantar os passageiros, e que por favor não trouxéssemos azar à viagem.

Saímos de Acapulco na hora da brisa da manhã. No percurso até Tierra Colorada nasceram o calor e a luz. Enquanto comia ovos e chouriço, abri o cartapácio de Filiberto, que tinha apanhado no dia anterior, junto com outros pertences, na pensão dos Müller. Duzentos pesos. Um jornal velho da cidade de México. Volantes de loteria. A passagem de ida — só de ida? E o caderno barato, de folhas quadriculadas e capas de papel mármore.

Arrisquei-me a ler o caderno, apesar das curvas, do fedor a vômito e de um certo sentimento natural de respeito pela vida privada do meu defunto amigo. "Recordaria — sim, começava assim — nosso cotidiano labor no escritório; talvez soubesse, no final, por que foi rebaixado, esquecendo seus deveres, por que ditava ofícios sem sentido, nem número, nem "Sufrágio Efetivo Não Reeleição". Por que, enfim, foi afastado, esquecia a pensão, sem respeitar as hierarquias.

"Hoje fui acertar o assunto da minha pensão. O bacharel, amabilíssimo. Saí tão feliz que resolvi gastar cinco pesos numa confeitaria. É a mesma que freqüentávamos quando jovens e aonde agora não vou mais, porque me lembra que aos vinte anos podia me dar a mais luxos do que aos quarenta. Naquela época estávamos todos num mesmo plano, teríamos rejeitado com energia qualquer opinião pejorativa a respeito dos nossos colegas; de fato, lutávamos por aqueles que na casa eram questionados pela sua baixa extração ou falta de elegância. Eu sabia que muitos deles (talvez os mais humildes) chegariam longe e aqui, na escola, iam se forjar as amizades duradouras, em cuja companhia cursaríamos o mar bravio. Não, não foi assim. Não houve regras. Muitos dos humildes ficaram por ali, muitos chegaram acima do que podíamos prognosticar naquelas fogosas, amáveis tertúlias. Outros, que parecíamos prometer tudo, ficamos na metade do caminho, destripados num exame extracurricular, isolados por uma vala invisível dos que triunfaram e dos que nada atingiram. Enfim, hoje tornei a sentar-me nas cadeiras modernizadas — também há, como barricada de uma invasão, uma máquina de refrigerantes — e pretendi ler expedientes. Vi muitos antigos colegas, mudados, amnésicos, retocados de luz de neon, prósperos. Com a confeitaria que quase não reconhecia, com a própria cidade, tinham ido se cinzelando num ritmo diferente do meu. Não, já não me reconheciam; ou não queriam me reconhecer. No máximo — um ou dois — uma mão gorda e rápida sobre o ombro. Oi, velho, como vai! Entre eles e mim interferiam os dezoito buracos do Country Club. Disfarcei-me atrás das papeladas de oficio. Desfilaram na minha memória os anos das grandes ilusões, dos prognósticos felizes e, também, todas as omissões que impediram sua realização. Senti a angústia de não poder levar as mãos ao passado e juntar os pedaços de algum quebra-cabeça abandonado; mas a arca dos brinquedos vai sendo esquecida e, no final, quem saberá para onde foram os soldadinhos de chumbo, os cascos, as espadas de madeira? As fantasias tão queridas não passaram disso. E, no entanto, houve constância, disciplina, apego ao dever. Não era suficiente, ou sobrava? Em algumas ocasiões me assaltava a lembrança de Rilke. A grande recompensa da aventura da juventude deve ser a morte; jovens, devemos partir com todos nossos segredos. Hoje, não teria que voltar o olhar para as cidades de sal. Cinco pesos? Dois de gorjeta.

"Pepe, além da sua paixão pelo direito mercantil, gosta de teo­rizar. Ele me viu sair da catedral, e juntos nos encaminhamos para o palácio. Ele é incréu, mas isso não lhe basta; em meio quarteirão teve que fabricar uma teoria. Que se eu não fosse mexicano, não adoraria a Cristo e — Não, olha, parece evidente. Chegam os espanhóis e te propõem adorar um Deus morto feito um coágulo, com um lado ferido, cravado numa cruz. Sacrificado. Ofertado. Que coisa mais natural do que aceitar um sentimento tão próximo a todo teu cerimonial, a toda tua vida?... Imagina o contrário, que o México tivesse sido conquistado por budistas ou por maometanos. Não é concebível que nossos índios venerassem um indivíduo que morreu de indigestão. Mas um Deus a quem não basta que se sacrifiquem por ele, mas que inclusive se entrega para que lhe arranquem o coração. Caramba! Xeque-mate a Huitzilopochtli! O cristianismo, no seu sentido cálido, sangrento, de sacrifício e liturgia, se torna um prolongamento natural e novo da religião indígena. Os aspectos caridade,amor e o outro lado do rosto, no entanto, são rechaçados. E tudo no México é isso: é preciso matar os homens para poder acreditar neles.

"Pepe conhecia minha inclinação, quando jovem, por certas formas da arte indígena mexicana. Eu coleciono estatuetas, ídolos, vasos. Meus fins de semana passo em Tlaxcala ou em Teotihuacán. Talvez por isso ele goste de relacionar todas as teorias que elabora para meu consumo com esses temas. Na verdade procuro uma réplica razoável do Chac Mool há muito tempo, e hoje Pepe me informa sobre um lugar na Lagunilla onde vendem um deles em pedra e que parece ser barato. Vou no domingo.

"Um engraçadinho pintou de vermelho a água do garrafão no escritório, com a conseqüente perturbação das atividades. Fui obrigado a informar o diretor, que se limitou a rir muito. O culpado aproveitou-se da circunstância para fazer sarcasmos à minha custa o dia inteiro, todos em torno da água. Ch...

"Hoje, domingo, aproveitei para ir à Lagunilla. Encontrei Chac Mool na barraca que Pepe me indicara. Trata-se de uma peça belíssima, de tamanho natural, e apesar de o marchand me assegurar sua autenticidade, eu duvido. A pedra é corrente, mas isso não diminui a elegância da postura ou a solidez do bloco. O vendedor desleal esfregara molho de tomate na barriga do ídolo para convencer os turistas da sangrenta autenticidade da escultura.

"O transporte para casa me custou mais do que a aquisição da peça. Porém já está aqui, no momento, no porão, enquanto reorganizo meu quarto de troféus, a fim de lhe dar acolhida. Essas figuras precisam do sol vertical e fogoso; esse foi seu elemento e condição. Perde muito meu Chac Mool na escuridão do porão; ali,ela é uma simples forma agonizante, e sua expressão parece me cobrar que estou lhe negando a luz. O comerciante tinha uma lâmpada que iluminava verticalmente a escultura, recortando todas as suas arestas e proporcionando-lhe uma expressão mais amável. Vou ter que imitar seu exemplo.

"Amanheci com o encanamento de água com defeito. Incauto, deixei correr da cozinha a água, que transbordou, correu pelo chão e chegou até o porão, sem que eu percebesse. O Chac Mool resiste à umidade, mas minhas malas sofreram. Tudo isso, num dia de muito trabalho, me obrigou a chegar tarde ao escritório.

"Chegaram, por fim, para consertar o encanamento. As malas, tortas. E o Chac Mool, com lama na base.

"Acordei à uma da manhã: tinha ouvido um gemido terrível. Pensei em assalto. Só imaginação.

"Os gemidos noturnos têm continuado. Não consigo identificar a causa, estou nervoso. E, infelizmente, o encanamento voltou a dar problemas, e as chuvas que não param alagaram o porão.

"O bombeiro não aparece; estou desesperado. Do Departamento do Distrito Federal melhor nem falar. É a primeira vez que os ralos não dão conta da água das chuvas que acaba entrando no meu porão. Os gemidos pararam: vai uma coisa pela outra.

"O porão foi seco, e Chac Mool está coberto de lama. Ficou com uma aparência grotesca, porque toda a massa da escultura pare­ce agora sofrer de erisipela verde, exceto os olhos que permaneceram de pedra. Vou aproveitar o domingo para raspar o musgo. Pepe aconselhou-me mudar para um apartamento, morar num andar alto, para evitar essas tragédias aquáticas. Mas não posso deixar este casarão, com certeza é muito grande para uma pessoa só, um pouco lúgubre na sua arquitetura porfiriana. Porém é a única herança e lembrança dos meus pais. Não consigo me imaginar olhando para uma sinfonola no porão, e uma loja de decorações no térreo.

"Fui raspar o musgo do Chac Mool com uma espátula. Parecia já estar fazendo parte da pedra; foi um trabalho de mais de uma hora, e só às seis da tarde consegui acabar. Não se distinguia muito bem na penumbra; quando terminei o trabalho, toquei com a mão os contornos da pedra. Cada vez que a tocava, o bloco parecia amolecer. Não podia acreditar: já estava ficando como uma massa. Esse mercador de Lagunilla me enganou. Sua escultura pré-colombiana é de puro gesso, e a umidade vai acabar com ela. Joguei por cima uns panos; amanhã vou levá-la para o quarto de cima, antes que sofra uma deterioração total.

"Os panos caíram no chão, incrível! Voltei a apalpar o Chac Mool. Ele endureceu, mas a consistência da pedra não volta. Não quero escrever isto: há no seu torso algo parecido à textura da carne; ao apertar-lhe os braços sinto-os como se fossem de borracha, percebo que algo circula por essa figura reclinada... À noite desci novamente. Não resta nenhuma dúvida: Chac Mool tem pêlos nos braços.

"Nunca me tinha acontecido uma coisa dessas. Enrolei os as­suntos do escritório, passei uma ordem de pagamento que não estava autorizada, e o diretor teve que me chamar a atenção. Talvez até tenha sido indelicado com meus colegas. Vou ter que ver um médico, saber se é a minha imaginação ou delírio, o que é, e talvez me desfazer desse maldito Chac Mool."

Até aqui a caligrafia de Filiberto era a antiga, a que tantas vezes vi na forma, nos memorandos, larga e oval. A da entrada de 25 de agosto, no entanto, parecia escrita por uma outra pessoa. Umas vezes como de criança, separando com esforço cada letra; outras, nervosa, até se diluir no incompreensível. Passaram-se três dias sem nada, e a história continua:

"Tudo é tão natural; e logo se crê no real... mas isto é real, mais do que já foi acreditado por mim. Se é real um garrafão, e mais ainda, porque percebemos melhor sua existência, ou existir, se um gozador pinta a água de vermelho... Real e efêmero absorver o fumo do cigarro, real imagem monstruosa num espelho de circo, reais não são todos os mortos, presentes e esquecidos?... Se, por acaso, um homem atravessasse o paraíso num sonho, e lhe dessem uma flor como prova de que tinha estado lá, e se, ao acordar, ele encontrasse essa flor na sua mão... então, o quê?... Realidade: certo dia quebraram-na em mil pedaços, a cabeça foi para lá, a cauda para cá e nós não conhecemos mais que uma das partes soltas do seu grande corpo. Oceano livre e fictício, só real quando fica preso no rumor dum caracol marinho. Até três dias atrás, minha realidade o era até ter-se apagado hoje; era movimento reflexo, rotina, memória, cartapácio. E depois, como a terra que um dia treme para nos recordar seu poder, ou como a morte que chegará um dia, me recriminando o esquecimento de toda a vida, apresenta-se outra realidade: sabíamos que estava ali, assustadora; agora sacode-nos para se fazer viva e presente. Pensei, novamente, que se tratava de pura imaginação: o Chac Mool, mole e elegante, tinha mudado de cor numa noite; amarelo, quase dourado, parecia mostrar-me que era um deus, por enquanto frouxo, com os joelhos um pouco menos tensos que anteriormente, com o sorriso mais benévolo. E ontem, por fim, um despertar sobressaltado, com essa certeza espantosa de que há duas respirações na noite, de que na escuridão batem mais pulsos do que o próprio. Sim, ouviam-se passos na escada. Pesadelo. Voltar a dormir... Não sei quanto tempo tentei dormir. Quando voltava a abrir os olhos, ainda não tinha amanhecido. O quarto cheirava a horror, a incenso e a sangue. Com o
olhar negro, percorri a recâmara, até me fixar em dois orifícios de luz piscante, em duas flâmulas cruéis e amarelas.

"Quase sem fôlego, acendi a luz.

"Ali estava Chac Mool, erguido, sorridente, ocre, com sua barriga encarnada. Deixaram-me paralisado os dois olhinhos quase oblíquos, bem junto ao cavalete do nariz triangular. Os dentes inferiores mordiam o lábio superior, imóveis; só o brilho do panelão quadrado sobre a cabeça anormalmente volumosa, denunciava vida. Chac Mool avançou em direção à minha cama; então começou a chover."

Lembro que pelo final de agosto, Filiberto foi despedido da Secretaria, com uma recriminação pública do diretor e rumores de loucura e até de roubo. Nisso não acreditei. O que pude ver foram uns ofícios irracionais, perguntando ao oficial maior se a água podia ser cheirada, oferecendo seus serviços ao secretário de Recursos Hídricos para fazer chover no deserto. Não sabia o que pensar sobre tudo isso; achei que as chuvas, excepcionalmente fortes nesse verão, tinham enervado meu amigo. Ou que a vida naquele casarão antigo ,estava lhe provocando alguma depressão moral, com a metade dos quartos fechados e empoeirados, sem empregados nem vida familiar. As notas seguintes são de fins de setembro:

"Chac Mool consegue ser simpático quando quer... 'um glub-glub de água encantada'... Conhece histórias fantásticas sobre a monção, as chuvas equatoriais e o castigo dos desertos; cada planta sai da sua paternidade mítica: o salgueiro é sua filha transviada; os lótus, suas crianças mimadas; sua sogra, o cacto. O que não consigo suportar é o cheiro, extra-humano, que emana dessa carne que não é carne, das sandálias flamantes da velhice. Com riso estridente, Chac Mool revela como foi descoberto por Le Plongeon e colocado fisicamente em contato com homens de outros símbolos. Seu espírito viveu no cântaro e na tempestade, com naturalidade; outra coisa é sua pedra, arrancada do seu esconderijo maia no qual jazia; é artificial e cruel. Creio que Chac Mool nunca perdoará isso. Ele sabe da iminência do fato estético.

"Tive que providenciar saponáceo para ele lavar o ventre por onde o mercador, pensando ser ele asteca, passou molho ketchup. Não me pareceu gostar da minha pergunta sobre seu parentesco com Tlaloc, e, quando fica bravo, seus dentes, que já são repulsivos, se afinam e brilham. Os primeiros dias, desceu ao sótão para dormir; a partir de ontem, dorme na minha cama.

"Hoje começou a temporada da seca. Ontem, da sala onde durmo agora, ouvi os mesmos gemidos roucos do princípio, seguidos de ruídos terríveis. Subi; entreabri a porta do quarto: Chac Mool estava quebrando os abajures, os móveis; quando me viu, pulou em direção à porta com as mãos arranhadas, e apenas consegui fechar e correr para me esconder no banheiro. Pouco depois desceu, ofegante, e pediu água; deixa o dia todo as torneiras abertas, não fica um centímetro seco dentro da casa. Eu preciso dormir muito bem agasalhado, e tenho pedido a ele para não molhar mais a sala.

"Chac inundou hoje a sala. Exasperado, disse-lhe que ia devolvê-lo ao mercado de Lagunilla. Tão terrível quanto sua risadinha — horrorosamente diferente de qualquer risada de homem ou de animal­ foi a palmada que me deu, com esse seu braço carregado de pesados braceletes. Tenho que reconhecer: sou seu prisioneiro. Minha idéia original era bem diferente: eu dominaria Chac Mool, como se domina um brinquedo; era, por acaso, um prolongamento da minha segu­rança na infância; mas a infância — quem falou isso? — é o fruto comido pelos anos, e eu não tinha percebido... Pegou minhas roupas e veste a bata quando começa a lhe brotar o musgo verde. Chac Mool está acostumado a que lhe obedeçam, desde sempre e para sempre; eu, que nunca tive que mandar, só posso me dobrar diante dele. Enquanto não chover — e o seu poder mágico? — viverá colérico e irritadiço.

"Hoje decidi que de noite Chac Mool sai da casa. Sempre, ao escurecer, canta uma toada ruidosa e antiga, mais velha que próprio canto. Logo cessa. Bati várias vezes na sua porta e, como não respondesse, tive a coragem de entrar. Eu não tinha retornado ao quarto desde o dia em que a estátua tentou me agredir: está em ruínas, é ali que se concentra aquele cheiro de incenso e sangue que tem flutuado pela casa. Mas atrás da porta, há ossos de cachorros, de ratos e de gatos. Tudo isso de rouba durante a noite para se sustentar. Isso explica os latidos espantosos das madrugadas.

"Fevereiro, seco. Chac Mool vigia meus passos; tem-me obrigado a telefonar para urna pensão para que diariamente me entreguem urna marmita. Mas o dinheiro levado do escritório já está acabando. Aconteceu o inevitável: a partir do dia primeiro, desligaram a água e a luz por falta de pagamento. Mas Chac Mool desco­briu urna fonte pública a dois quarteirões daqui; todos os dias eu faço dez ou doze viagens em busca de água, e ele me observa do terraço. Diz que se eu tiver a intenção de fugir vai me fulminar: também é Deus do Raio. O que ele não imagina é que estou sabendo das suas escapulidas noturnas... Corno falta luz, vou me deitar às oito. Já deveria estar acostumado ao Chac Mool, mas faz pouco tempo, na escuridão, topei com ele na escada, senti seus braços gelados, as escamas de sua pele renovada e me deu vontade de gritar.

"Se não chove rápido, o Chac Mool vai se converter novamente em pedra. Tenho reparado que sente dificuldades para se mexer; às vezes fica encostado durante horas, paralisado, apoiado na parede e parece ser, de novo, um ídolo inerme, por mais deus da tempestade e do trovão que seja considerado. Mas esses repousos lhe proporcionam novas forças para me humilhar, me arranhar corno se pudesse arrancar de mim algum líquido da minha carne. Já não acontecem mais aqueles intervalos amáveis durante os quais me contava antigas histórias; creio perceber nele urna espécie de ressentimento concentrado. Também há outros indícios que me preocupam: os vinhos da adega estão quase acabando; Chac Mool acaricia a seda da bata; deseja urna empregada na casa, fez-me ensiná-lo a usar sabonete e loções. Há inclusive algo de velho no seu rosto que antes parecia eterno. Isto pode ser minha salvação: se Chac cai em tentações, se ele se humaniza, provavelmente todos os seus séculos de vida se acumulem num instante e ele caia fulminado pelo poder adiado do tempo. Mas também penso numa coisa terrível: o Chac não gostará que eu assista à sua queda, não aceitará uma testemunha... é possível que ele deseje me matar.

"Aproveitarei hoje a excursão noturna de Chac para fugir. Partirei para Acapulco; vamos ver o que se pode fazer para arrumar trabalho e aguardar a morte de Chac Mool; sim, está próxima; está com cabelos brancos, inchado. Eu preciso pegar sol, nadar e recuperar forças. Sobram-me quatrocentos pesos. Irei à pensão Müller, que é barata e confortável. Que Chac Mool fique dono de tudo: quero ver quanto dura sem meus baldes de água."

Aqui termina o diário de Filiberto. Não quis pensar mais na sua história; dormi até Cuernavaca. Dali para o México tentei dar coerência ao escrito, relacionar aquilo com excesso de trabalho, com alguma causa psicológica. Quando, às nove da noite, chegamos ao terminal, ainda não podia explicar-me a loucura do meu amigo, Contratei uma caminhonete para levar o féretro à casa de Filiberto,e posteriormente organizar o enterro.

Antes de conseguir introduzir a chave na fechadura, a porta se abriu. Apareceu um índio amarelo, de bata, com cachecol. Sua aparência não podia ser mais repulsiva; exalava um cheiro de perfume barato, queria cobrir as rugas com o rosto cheio de pó; tinha a boca enlameada de batom mal aplicado, e o cabelo dava a impressão de estar tingido.

— Desculpe... não sabia que Filiberto tivesse...

— Não faz mal; sei de tudo. Diga aos homens que levem o cadáver para o porão.


Carlos Fuentes, escritor mexicano nascido em 11/11/1928 no Panamá — onde seu pai era diplomata — estudou na Suíça e nos Estados Unidos. Tendo em vista a profissão de seu pai, morou em Quito, Montevidéu, Rio de Janeiro, Washington, Santiago e Buenos Aires. Na sua adolescência regressou ao México, onde se radicou até 1965. Graduado em Direito na Universidade Autônoma do México e no Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, tendo sido delegado do México perante os organismos internacionais sediados em Genebra. Foi embaixador do México na França. Nos últimos anos, o escritor tem se dedicado a dar aulas em Princeton, Harvard, Columbia e Cambridge. É catedrático nas principais universidades da europa, doutor honoris causa pelas Universidades de Harvard, Cambridge, Essex, Miami, Chicago e outras mais. Dentre os prêmios recebidos, destacamos: Prêmio Miguel de Cervantes, Legião de Honra francesa, Prêmio Príncipe de Astúrias de Letras, Prêmio à Latinidade, Prêmio Biblioteca Breve, Prêmio Rómulo Gallegos e muitos outros mais.

Alguns de seus livros de maior destaque: La región transparente; La muerte de Artemio Cruz; Cumpleãnos; Tierra nuestra; Cristóbal Nonato; Valiente mundo nuevo, El espejo enterrado; Diana o la cazadora solitaria e Inquieta Compañia.


O texto acima foi extraído do livro "Chac Mool y otros cuentos", e consta da antologia "Contos latino-americanos eternos", Editora Bom Texto - Rio de Janeiro) - 2005, pág. 97, organização e tradução de Alicia Ramal.