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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CONTRADANÇAS

I

Quão longe vai ficando o sonho de ser leve.

Ah corpo libérrimo, como nomeias tudo o que tocas.



II

Os olhos de meus olhos onde estão? Se a paisagem

mudou, que olhar é este que ainda mantenho.



III

(Magritte)

A utilidade do olhar troca o que acontece pelo que não.

Passar de um lado a outro será suficiente universo?



IV

Os olhos nos olhos já não são os mesmos. Escritos contra um espelho,

matam-se a si mesmos um pouco mais ou se traem suavemente.

(Adolfo Montejo Navas)