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domingo, 3 de março de 2013

O último show da banda Mamonas Assassinas, há exatos 17 anos.



Essa apresentação em Brasília seria o último show da turnê brasileira da banda, que foi o maior sucesso musical de 1995 com mais de 2.700.000 discos vendidos e 200 shows por todo o país. A banda iria embarcar em seguida para sua primeira turnê internacional.

O som da banda era uma mistura cômica de punk rock com influências de gêneros populares. A carreira da banda, com esse nome, durou de julho de 1995 até 2 de março de 1996 (pouco mais de 7 meses) em um sucesso meteórico e estrondoso. Com um único álbum de estúdio, Mamonas Assassinas, lançado em junho de 1995, o grupo acarretou a venda de quase 3 milhões de cópias no Brasil.

Porém, no auge de suas carreiras, os integrantes da banda foram vítimas de um acidente aéreo fatal. Em consequência do impacto em uma serra, a aeronave foi destruída e todos os ocupantes faleceram no local. Uma operação equivocada do piloto é a versão do Departamento de Aviação Civil (DAC) para explicar o acidente com o jatinho. A morte trágica dos cinco causou comoção em todo o Brasil.

Os Mamonas Assassinas sempre tiveram uma certa relação com aviões. Todos os integrantes do grupo moravam perto do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos. Em algumas oportunidades o vocalista chegou a assumir o lugar do piloto durante as viagens do grupo. As brincadeiras com um possível acidente eram constantes, e diversas delas foram registradas.

No dia da queda, Júlio Rasec, tecladista da banda, em companhia de seu amigo e cabeleireiro, Nelson Da Silva Lima, declarou ter tido um pesadelo que um avião caia. Como era de costume a conversa foi gravada em vídeo:o dialogo hilário é interrompido por uma expressão de preocupação do músico, após uma piada ele vira de costas para a câmera, volta novamente e diz: ”Não sei…Esta noite sonhei com um negocio assim…parece que o avião caia…não sei”, dizia Júlio com a mão na cabeça e diante disto o seu amigo lhe disse que iria rezar muito por ele.

No último show dos Mamonas, no final do espetáculo, todos os integrantes do grupo prestaram continência ao público presente, gesto que os militares fazem aos seus superiores, algo que eles nunca haviam feito antes em lugar nenhum.

Fonte: Revista Veja
Texto de Diego Vieira
Administração Imagens Históricas