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segunda-feira, 25 de março de 2013

SERÁ QUE O POVO TEM MESMO O PODER?


A onda de protestos que veem acontecendo no Brasil referente à política nos fez repensar o ideal de democracia, como mesmo diria Aristóteles, que a mesma consiste na participação intima do povo.
O que pensaria ele então se visse um deputado com uma carga enorme de processos nas costas, ocupando lugares dignos de pessoas sensatas e que lutam para a melhoria de vida em sociedade?
Não é de hoje que sabemos que está impregnado em nossa política a corrupção e o estelionato, e isso não é desses novos tempos e sim desde a época de Pedro Álvares Cabral, tal foi um dos que traziam para dentro da tão famigerada tribo indígena, a alcunha do escambo . Mas não nos comprazemos destes acontecimentos historicamente falando, pois não podemos empregar “apologismos ” desnecessários, mesmo que de alguma forma seja algo que influenciou nesse “jeitinho brasileiro”(malandragem).

Atualmente vemos Renan Calheiros ocupando a Comissão de Ética do Senado, mesmo visto que Platão falava que a ética está relacionada com a Filosofia Política, sendo essa o terreno próprio para a vida moral. Assim ele busca um estado ideal utópico, uma pessoa que conheça a essência geral do bem e sabe que só pode ser feliz se agir demonstrando a adoção de condutas tidas como adequadas. Então caro leitor, será que tal político está em plena sensatez com o cargo que ocupa? A “adequação” dele se cabe neste sentido? Obviamente que não.

Temos ainda Marcos Feliciano, cujo usa seu “título” de pastor para disseminar as “condutas morais” do que ele as julga como corretas. Há por traz deste homem religioso (não o cito aqui como Pastor e nem contra a Religião Evangélica, que fique bem claro) uma demanda de irregularidades em vida social. Quem pesquisou a fundo e que está constantemente lendo sobre ele irá saber que o mesmo está envolvido em séries de estelionato contra seus próprios fiéis, usar a religião como forma de extorsão é no mínimo uma falta de caráter sem tamanho. Vide o vídeo sobre a doação de um cartão de crédito, doado por um fiel e ele mesmo em pleno culto exige a senha ou “Deus não atuará em teu pedido” como ele mesmo citou, então, estamos vivendo uma nova Era Medieva, onde se cobram indulgências? Sem falar ainda na polêmica sobre o racismo e a homofobia. Então caro leitor, novamente lhe pergunto, onde há os Direitos Humanos em tais declarações? Será mesmo que este homem é capaz de defender as minorias, ainda mais sufocadas pelo descaso social, sem conceder-lhes o direito de serem como são e de formarem uma família? Até onde a Religião deve interferir em questões humanitárias? Estamos em um país laico e devemos respeitar os outros do jeito que são e não criar mais ódio ou discórdia.

Contudo, a internet está cada vez mais sendo usada como um forte utensílio de protestos, as petições on-line agora viraram uma nova “ferramenta” contra as injustiças sociais. Será que dessa forma o povo conseguirá a autonomia de lutar pelos seus direitos efetivamente? Pelo que vem acontecendo, sim. A mídia jornalística e televisiva manipula ou não divulga os fatos, a mesma coisa que aconteceu na Primavera Árabe à um tempo atrás e foram graças a essas divulgações via facebook e Twitter que causou uma grande “revolução das massas”. Tal como o ano de 1789 na Revolução Francesa, as pessoas protestaram e agiram contra um poder ditatorial. Nós aqui no Brasil já vivemos isso, a Ditadura Militar foi derrubada graças às mobilizações populares, mostrando que é o povo que tem o poder e a voz nas decisões, desde que não se tornem massas alienativas e coercitivas contra as lutas presentes.
Nós como cidadãos não podemos nos curvar perante as injustiças, temos o direito de protestar, quem sabe assim esse país abandona esse descabido “jeitinho brasileiro” e passe a reivindicar um futuro melhor, contra toda essa corrupção.

(por Felipe Aurélio)