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terça-feira, 26 de março de 2013

Alimentação rica em cálcio e atividades físicas previnem o aparecimento da osteoporose



Cerca de 10 milhões de pessoas são portadoras de osteoporose no Brasil. No entanto, somente uma a cada três pessoas é diagnosticada. A doença muitas vezes só é descoberta depois de uma queda com fratura, e a população idosa é quem mais sofre com a osteoporose que, muitas vezes, se mantém silenciosa.

A prevenção deve ser iniciada ainda na infância, já que é nesta fase que o indivíduo ganha estatura, fortifica seu esqueleto e adquire o máximo de massa óssea possível. Três fatores são necessários para alcançar essa prevenção: alimentação saudável rica em cálcio, a exposição ao sol por 15 minutos antes das 10h sem protetor solar e após às 16h e à prática de atividade física.

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos e dessa forma a pessoa corre mais risco de fraturas. No geral, a osteoporose atinge mais as mulheres após a menopausa. A prevenção é importante para que a pessoa com qualidade de vida. A assistente administrativa Tonica Makiuchi, 59 anos, tem osteoponia (fase inicial da osteoporose) e toma todos os cuidados para desenvolvimento da doença.

Ela descobriu a osteoporose por acaso, há seis anos, ao participar de uma campanha de orientação. Desde então, se dedica à atividade física. “Como servidora do Ministério da Saúde, participo do Programa Geração Saúde e o instrutor me indicou a prática da musculação. O desenvolvimento muscular ajuda no fortalecimento dos ossos”, diz Toniquinha, como é conhecida pelos colegas de trabalho. Por indicação médico, ela deu um tempo na musculação, mas caminha todos os dias. “Gosto de me exercitar”, afirma. Para evitar quedas, ela usa sapatos fechados, com solados aderentes ao solo.

A nutricionista Nadia Amore, da Coordenação de Assistência Integral à Saúde do Servidor (CAS), para a prevenção da osteoporose é importante o consumo adequado de fontes de cálcio, pois ele é o principal mineral a atuar na formação óssea. “Este nutriente está presente no leite e seus derivados (queijos, iogurtes), peixes e hortaliças de folhas verdes escuras (como brócolis, couve, agrião entre outros)”, diz. Segundo ela, o Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda o consumo diário de três porções de alimentos fontes de cálcio ao dia.

Para Nádia, também é importante um consumo adequado de vitamina D, que auxilia na fixação do cálcio no organismo. A maior fonte de vitamina D é obtida a partir da exposição diária à luz solar, porém pode ser obtida em alimentos como gema de ovo, manteiga, peixes. “A melhor forma de prevenção da osteoporose é uma dieta variada e balanceada desde a infância, para que se garanta uma quantidade adequada de ingestão de cálcio e a boa formação do tecido ósseo”, afirma Nádia.

Tratamento – A recomendação do Ministério da Saúde é que mulheres e homens, ao entrarem na menopausa e andropausa, ou quando atingirem idade acima de 60 anos, procurem uma unidade de saúde para avaliação médica. Nos casos indicados, podem ser realizado o exame de densitometria óssea, capaz de detectar o desgaste dos ossos, a osteopenia – fase inicial da osteoporose – e até a própria osteoporose. O Sistema Único de Saúde (SUS) garante o tratamento, que pode ser feito desde as unidades básicas de saúde até os hospitais de maior complexidade. Os medicamentos de osteoporose estão disponíveis tanto na atenção primária até a rede especializada, quanto no Programa Farmácia Popular do Brasil. Para combater o sedentarismo e prevenir doenças como a osteoporose, o Ministério da Saúde criou as Academias da Saúde, espaços públicos para praticar exercícios físicos com orientação profissional e de graça.

Como Evitar:
Fazer atividades físicas pelo menos três vezes por semana, com orientação de um profissional especializado;
Pegar sol antes das 10h ou após as 16h por, no mínimo, 15 minutos ao dia, sem filtro solar;
Consumir alimentos ricos em cálcio;
Evitar fumo e álcool;
Evitar café expresso;
As mulheres, ao chegarem à menopausa, devem procurar orientação médica para iniciarem a prevenção.

Fonte: Maria Vitória/ Comunicação Interna do Ministério da Saúde