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terça-feira, 19 de março de 2013

D. Pedro II em seu leito de morte, 1891.




Félix Nadar, pseudônimo de Gaspard-Félix Tourmachon (1820 - 1910), ficou ainda mais famoso após imortalizar a figura serena de D. Pedro II nesta foto póstuma. No retrato, o ex-imperador aparece vestido em trajes oficiais, em que se destacavam os ramos de café, singularidade de seu reino tropical.

Após ir para o exílio, o primeiro baque sofrido pela família imperial, D. Pedro sofre o segundo; a morte de Dona Teresa Cristina. Profundamente consternado com a morte de sua esposa, D. Pedro II escreveu-lhe poesias, como a que segue:

"À Imperatriz
Corda que estala em harpa mal tangida,
Assim te vás, oh doce companheira
Da fortuna e do exílio, verdadeira
Metade de minh'alma entristecida!
De augusto e velho tronco hastea partida
E transplantada em terra brazileira,
Lá te fizeste a sombra hospitaleira
Em que todo infortúnio achou guarida.
Feriu-te a ingratidão, no seu delírio;
Cahiste, e eu fico a sós, neste abandono,
Do seu sepulchro vacillante cirio!
Como foste feliz! Dorme o seu somno,
Mãe do povo, acabou-se o teu martyrio,
Filha de Reis, ganhaste um grande throno!
D. Pedro D'Alcantara"

Seus últimos dois anos de vida foram solitários e melancólicos, vivendo em hotéis modestos com quase nenhum recurso e escrevendo em seu diário sobre sonhos em que lhe era permitido retornar ao Brasil. Morreu após contrair uma pneumonia.

Texto de Talita Lopes Cavalcante
Administração Imagens Históricas

Foto de Félix Nadar.
Albúmen, Carte Cabinet, 20,5 X 27,7 cm, Paris, 1891. Coleção D. João de Orleans e Bragança. Acervo Instituto Moreira Salles.

Fontes:

- Carvalho, José Murilo de. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

- KOSSOY, Boris. Um olhar sobre o Brasil: A fotografia na construção da imagem da nação (1833 - 2003). 1° edição. São Paulo: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2012. p. 1117.
D. Pedro II em seu leito de morte, 1891.

Félix Nadar, pseudônimo de Gaspard-Félix Tourmachon (1820 - 1910), ficou ainda mais famoso após imortalizar a figura serena de D. Pedro II nesta foto póstuma. No retrato, o ex-imperador aparece vestido em trajes oficiais, em que se destacavam os ramos de café, singularidade de seu reino tropical.

Após ir para o exílio, o primeiro baque sofrido pela família imperial, D. Pedro sofre o segundo; a morte de Dona Teresa Cristina. Profundamente consternado com a morte de sua esposa, D. Pedro II escreveu-lhe poesias, como a que segue:

"À Imperatriz
Corda que estala em harpa mal tangida,
Assim te vás, oh doce companheira
Da fortuna e do exílio, verdadeira
Metade de minh'alma entristecida!
De augusto e velho tronco hastea partida
E transplantada em terra brazileira,
Lá te fizeste a sombra hospitaleira
Em que todo infortúnio achou guarida.
Feriu-te a ingratidão, no seu delírio;
Cahiste, e eu fico a sós, neste abandono,
Do seu sepulchro vacillante cirio!
Como foste feliz! Dorme o seu somno,
Mãe do povo, acabou-se o teu martyrio,
Filha de Reis, ganhaste um grande throno!
D. Pedro D'Alcantara"

Seus últimos dois anos de vida foram solitários e melancólicos, vivendo em hotéis modestos com quase nenhum recurso e escrevendo em seu diário sobre sonhos em que lhe era permitido retornar ao Brasil. Morreu após contrair uma pneumonia.

Texto de @[100000576519302:2048:Talita Lopes Cavalcante]
Administração Imagens Históricas

Foto de Félix Nadar.
Albúmen, Carte Cabinet, 20,5 X 27,7 cm, Paris, 1891. Coleção D. João de Orleans e Bragança. Acervo Instituto Moreira Salles.

Fontes:

- Carvalho, José Murilo de. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

- KOSSOY, Boris. Um olhar sobre o Brasil: A fotografia na construção da imagem da nação (1833 - 2003). 1° edição. São Paulo: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2012. p. 1117.