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sábado, 31 de março de 2012

Cuba declara Sexta-Feira Santa feriado

Cuba honrou um pedido do papa Bento XVI e declarou a Sexta-Feira Santa da próxima semana um feriado pela primeira vez desde a revolução de 1959, mas uma decisão sobre se a medida será permanente terá que esperar. O governo cubano informou em um comunicado neste sábado que a decisão foi tomada em razão do sucesso da "visita transcendental" do pontífice ao país, que terminou na quarta-feira. O Conselho de Ministros, órgão supremo de governança, decidirá mais tarde se tornará o feriado permanente.

O apelo de Bento XVI lembrou o feito pelo seu antecessor, João Paulo II, em 1998, para que o Natal fosse em restituído como feriado. Os feriados religiosos foram abolidos na década de 60, depois que os irmãos Fidel e Raul Castro terem chegaram ao poder, dando início a um governo marxista.

A Sexta-Feira Santa é um dia em que os católicos comemoram a morte de Cristo, mas não é feriado nos Estados Unidos, na maioria da Europa e, até mesmo, no México, o país de idioma espanhol mais católico do mundo.

Cuba removeu as referência ao ateísmo da constituição nos anos 90, aquecendo as relações com a Igreja. Ainda assim, menos de 10% da população cubana pratica o catolicismo. O papa Bento XVI foi recebido por multidões, mas não pela esmagadora maioria, durante a visita de três dias ao país.

Os cubanos disseram estar emocionados e ligeiramente incrédulos sobre o dia de folga. "Eu estou feliz por não ter que trabalhar, mas eu realmente não entendo nada disso", disse Roberto Blanco, 38 anos. "Primeiro nos dizem que precisamos trabalhar duro para sair da crise econômica, e agora nos dão um dia de folha. O papa vem e não trabalhamos? Eu não entendo isso."

Mirta Salgado, 51 anos, reconheceu não ser muito religiosa e disse: "As coisas que acontecem no meu país são incríveis. Depois de 50 anos nos dizendo que a igreja é má, agora eles afirmam que é boa e nos dão a Sexta-feira Santa." As informações são da Associated Press.