Siga o Blog, nas redes sociais

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Professor da Coreia do Sul ganha até US$ 4 milhões por ano



Considerada um sucesso em termos de educação, a Coreia do Sul tem muito a ensinar sobre a valorização dos professores. Estimulados a investir no ensino escolar de seus filhos, os pais vêm gastando cada vez mais com aulas particulares noturnas (conhecidas como hagwons) para seus filhos. Essas aulas podem ser dadas em salas de aula ou pela internet, e os professores que as lecionam são pagos de acordo com a sua competência: quanto mais talentoso, maior o valor de suas aulas.

Entrevistado pelo Wall Street Journal, o professor de inglês Kim Ki-hoon é um exemplo de como a descentralização da educação pode render bons resultados. Kim passa cerca de 60 horas por semana preparando e disponibilizando suas aulas na internet. A procura é tanta, que Kim ganha, em média, US$ 4 milhões por ano. “Quanto mais trabalho, mais ganho. Eu gosto disso”, diz o professor.




A Coreia do Sul é um exemplo de como o talento para educar pode render bons frutos no livre mercado. Graças a serviços que oferecem aulas particulares das mais variadas, o sistema educacional sul-coreano fez avanços significativos nas últimas décadas, chegando a superar, rotineiramente, as estatísticas escolares nos Estados Unidos, uma superpotência.

Sessenta anos atrás, a maioria dos sul-coreanos era analfabeta. Hoje, a Coreia do Sul ocupa o segundo lugar no ranking de regiões com o menor índice de analfabetos na faixa dos 15 anos, atrás apenas de Xangai, na China. Cerca de 93% dos sul-coreanos completam o ensino fundamental, comparado a 77% nos Estados Unidos.

A Coreia do Sul é um exemplo a ser seguido pelo Brasil, que no ano passado ficou em penúltimo lugar no ranking de qualidade da Educação feito pela OCDE. Entre 40 países, o Brasil ficou com a 39° posição, à frente apenas da Indonésia.

De acordo com o MEC, o piso salarial do professor no Brasil é de R$ 1.567 por mês (cerca de R$ 18.800 por ano). Apesar disso, alguns estados não cumprem a lei e pagam aos professores um valor inferior ao piso estabelecido.