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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Bob Marley, em 1981



 Já doente e sem os famosos dreds, o cantor foi fotografado lendo a Bíblia.

Em julho de 1977, Marley percebeu uma ferida no dedão de seu pé direito, que pensou ter sofrido durante uma partida de futebol. A ferida não cicatrizou, e sua unha posteriormente caiu enquanto ele jogava bola. Somente então foi diagnosticado corretamente. Marley na verdade sofria de uma espécie de câncer de pele, um melanoma maligno que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos o aconselharam a ter o dedo amputado, mas Marley recusou-se devido aos princípios rastafaris. Ele também estava preocupado com o impacto da operação em sua dança: a amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que se encontrava no auge. Marley então passou por uma cirurgia para tentar extirpar as células cancerígenas. A doença foi mantida em segredo do público.

De acordo com seu filho Ziggy Marley, Bob se converteu ao cristianismo meses antes de morrer. O motivo seria o de que, segundo a religião rastafári, o corpo é um templo sagrado e por isso retirar o câncer seria errado. Marley teria descoberto muitas coisas semelhantes entre o rastafarianismo e o cristianismo e decidiu que seu corpo deveria ser cuidado.

Entretanto, o câncer espalhou-se para seu cérebro, pulmão e estômago. Durante uma turnê em 1980, numa tentativa de se consolidar no mercado norte-americano, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park de Nova Iorque. A doença o impediu de continuar com a grande turnê agendada. Marley procurou ajuda, e decidiu ir para Munique para tratar-se com o controverso especialista Josef Issels por vários meses, não obtendo resultados.

A primeira medida de Dr Issels foi raspar os dreadlocks de Marley. O tratamento, segundo amigos de Bob que o viram de perto, parecia mais com várias e incansáveis sessões de tortura. Dr. Issels enfiava agulhas gigantescas em pontos especialmente sensíveis do corpo do cantor, sem nenhuma aparente utilidade, e o deixava sofrendo durante horas, saindo calmamente da sala. Deixava-o sem comer durante dias. Nenhuma explicação era dada. Na época em que Marley morreu, seu corpo estava tão fraco que qualquer chance de cura que poderia ter existido antes estava fora de cogitação. Mais tarde foi descoberto que o Dr. Issels era na verdade um médico nazista, pupilo do famigerado Dr. Joseph Menguele, O Anjo da Morte.

Um mês antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a "Ordem ao Mérito" jamaicana. O cantor desejava passar seus últimos dias em sua terra natal, mas a doença se agravou e Marley teve de ser internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon, no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos. Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da religião Ortodoxa da Etiópia e do Rastafari. Ele foi enterrado em uma tumba em Nine Miles, perto de sua cidade natal.

Fonte: Documentário Time Will Tell

Bob Marley, em 1981. Já doente e sem os famosos dreds, o cantor foi fotografado lendo a Bíblia.

Em julho de 1977, Marley percebeu uma ferida no dedão de seu pé direito, que pensou ter sofrido durante uma partida de futebol. A ferida não cicatrizou, e sua unha posteriormente caiu enquanto ele jogava bola. Somente então foi diagnosticado corretamente. Marley na verdade sofria de uma espécie de câncer de pele, um melanoma maligno que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos o aconselharam a ter o dedo amputado, mas Marley recusou-se devido aos princípios rastafaris. Ele também estava preocupado com o impacto da operação em sua dança: a amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que se encontrava no auge. Marley então passou por uma cirurgia para tentar extirpar as células cancerígenas. A doença foi mantida em segredo do público.

De acordo com seu filho Ziggy Marley, Bob se converteu ao cristianismo meses antes de morrer. O motivo seria o de que, segundo a religião rastafári, o corpo é um templo sagrado e por isso retirar o câncer seria errado. Marley teria descoberto muitas coisas semelhantes entre o rastafarianismo e o cristianismo e decidiu que seu corpo deveria ser cuidado.

Entretanto, o câncer espalhou-se para seu cérebro, pulmão e estômago. Durante uma turnê em 1980, numa tentativa de se consolidar no mercado norte-americano, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park de Nova Iorque. A doença o impediu de continuar com a grande turnê agendada. Marley procurou ajuda, e decidiu ir para Munique para tratar-se com o controverso especialista Josef Issels por vários meses, não obtendo resultados.

A primeira medida de Dr Issels foi raspar os dreadlocks de Marley. O tratamento, segundo amigos de Bob que o viram de perto, parecia mais com várias e incansáveis sessões de tortura. Dr. Issels enfiava agulhas gigantescas em pontos especialmente sensíveis do corpo do cantor, sem nenhuma aparente utilidade, e o deixava sofrendo durante horas, saindo calmamente da sala. Deixava-o sem comer durante dias. Nenhuma explicação era dada. Na época em que Marley morreu, seu corpo estava tão fraco que qualquer chance de cura que poderia ter existido antes estava fora de cogitação. Mais tarde foi descoberto que o Dr. Issels era na verdade um médico nazista, pupilo do famigerado Dr. Joseph Menguele, O Anjo da Morte.

Um mês antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a "Ordem ao Mérito" jamaicana. O cantor desejava passar seus últimos dias em sua terra natal, mas a doença se agravou e Marley teve de ser internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon, no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos. Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da religião Ortodoxa da Etiópia e do Rastafari. Ele foi enterrado em uma tumba em Nine Miles, perto de sua cidade natal.

Fonte: Documentário Time Will Tell

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