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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS


A viração desatava os cabelos lisos e negros de Flor,
punha-lhe o sol azulados reflexos.
No barulho das ondas e no embalo do vento.



Rompeu a aldeia sobre o mar de Itapoã,
a brisa veio pelos ais de amor, e,
num silêncio de peixes e sereias,
a voz estrangulada de Flor em aleluia;
no mar e na terra aleluia, no céu e no inferno aleluia!






Jorge Amado, pintura a óleo de Cândido Portinari, 1934. 46x38 cm.

Página publicada em abril de 2009.

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