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sábado, 26 de janeiro de 2013
As origens da Francofonia
A palavra "francofonia" nasceu por volta de 1880, sob a pluma do geógrafo Onésime Reclus, para descrever a comunidade linguística e cultural do império colonial francês.
Esse patriota inveterado achava que o vetor linguístico determinaria a expansão colonial da França, prometendo ao desenvolvimento da língua francesa um porvir mundial. Hoje a francofonia se libertou dessa conotação colonial para designar duas realidades diferentes, mas complementares:
no sentido amplo (com f minúsculo): engloba todas as ações de promoção do francês e dos valores democráticos que ele veicula.
no sentido institucional (com F maiúsculo): qualifica a organização internacional que reúne a comunidade de 70 Estados e governos francófonos que optaram por aderir à sua Carta.
Organização de vocação universal, a Francofonia é por essência uma comunidade aberta para o mundo, bem como para os povos e as culturas que a compõem. O termo foi particularmente popularizado por Léopold Sédar Senghor, primeiro Presidente do Senegal e um dos pais fundadores do movimento na década de 1960, que vaticinava: "São os povos que, por intermédio de seus eleitos, empurram os governos para a frente. Seria preciso reunir numa associação interparlamentar os parlamentos de todos os países onde se fala francês".
Assim, a Organização Internacional da Francofonia (OIF) foi fundada em 1970.
Literatura Italiana
IDADE MÉDIA
Antes do século XIII, a língua literária da Itália era o latim que foi utilizado para redigir crônicas, poemas históricos, lendas heróicas, vidas dos santos, poemas religiosos e trabalhos didáticos e científicos. Também era utilizado o francês ou o provençal e, entre as distintas formas poéticas, a mais difundida era a canzone.
SÉCULO XIII E INÍCIO DO XIV
Os primeiros textos poéticos escritos em língua italiana foram os da Escola Siciliana, do século XIII, adepta dos cânones da poesia provençal. Pertenceram a esta escola Giacomo Pugliese e Rinaldo d'Aquino.
Quando, no século XIII, o centro da poesia mudou-se para Arezzo e Bolonha, destacaram-se os poetas Guittone d'Arezzo e Guido Guinizzelli, criador do Dolce Stil Nuovo, cultivado, também, por Guido Cavalcanti e Cino da Pistoia. Mas, sem dúvida, foi Dante, um dos escritores universais da literatura italiana, o poeta por excelência do Trecento, século XIV.
Por esta época, apareceu a poesia devocional, cultivada por São Francisco de Assis e pelo poeta franciscano Jacopone Todi.
RENASCIMENTO
O Renascimento foi marcado por uma nova leitura da literatura e da filosofia clássicas — que, pouco a pouco, foram sendo revalorizadas em toda Europa — e pela busca e descobrimento de manuscritos antigos. Na Itália, uma das figuras mais importantes foi o poeta e humanista Petrarca. Por seu turno, Boccaccio preferiu a narrativa. Poliziano é considerado o poeta e humanista mais destacado deste período. Merecem referências, também, as obras que continuaram a tradição das Gestas de Cavalaria, como as de Matteo Maria Boiardo e, entre as Pastoris, de Jacopo Sannazzaro.
No século XVI, o Renascimento chegou à consolidação plena. A língua italiana, desprezada durante séculos pelos humanistas como língua literária, alcançou uma dignidade até então negada. Pietro Bembo, Nicolau Maquiavel e o poeta Ludovico Ariosto— que representa o auge da poesia quinhentista — contribuíram, decisivamente, para colocar o idioma italiano nesta situação de privilégio. Também importante é a obra do historiador Francesco Guicciardini.
Duas obras muito difundidas, tratando do comportamento cavalheiresco, também vieram à luz no século XVI: O Cortesão (1528), escrita pelo diplomata Baldassare Castiglione, e Galateo (1558), do padre Giovanni della Casa. Por sua vez, Teófilo Folengo, parodiou o mundo da cavalaria e das letras. Junto a ele está o não menos inconformista — ainda que mais talentoso — Pietro Aretino, autor teatral e criador de libelos.
Na linha renascentista de busca do artista completo, não faltaram pintores e escultores que escreveram belos textos poéticos, narrativos e ensaísticos. Assim, temos os sonetos de Michelangelo, os tratados de Leonardo da Vinci, a interessante autobiografia de Benvenuto Cellini e as biografias de famosos pintores, escultores e arquitetos escritas pelo também pintor e arquiteto Giorgio Vasari. Estas obras constituem uma fonte de incalculável valor sobre a arte e os artistas do Renascimento.
Nesta época, também foram escritos contos e relatos breves. O autor de maior destaque desta época é Matteo Bandello.
A segunda metade do século XVI foi dominada pelo espírito da Contra-reforma que se materializou em um novo classicismo, após a difusão da Poética (Aristóteles) acompanhada por um comentário de Francesco Robortelli. Esta e outras versões, como as de Julius Caesar Scaliger e Ludovico Castelvetro (1570) contribuíram para a recuperação das unidades de espaço e tempo no teatro.
Apesar do predominante clima de repressão característico destes anos, apareceu um grande poeta lírico de imaginação transbordante: Torquato Tasso. Outro grande espírito da época foi Giordano Bruno que produziu numerosos diálogos contra o pedantismo e o autoritarismo.
O estilo predominante no século XVII — não somente na literatura mas, também, na música, arte e arquitetura — foi o Barroco. Típica deste período é a poesia de Giambattista Marino, assim como as tragédias de Federigo della Valle e os escritos do poeta, cientista e filósofo Tommaso Campanella, autor de ensaios críticos.
Por volta do final do século XVII começou a se definir um movimento cultural que rechaçava o excessivo rebuscamento estético e afetação do barroco. Os principais expoentes deste movimento reformador pertenceram à sociedade Arcádia, fundada em Roma (1690), cuja figura principal foi o poeta e dramaturgo Pietro Metastasio, sucessor de Apostolo Zeno, autor de dramas teatrais e libretos de ópera. Apostolo Zeno já havia sido um pioneiro na crítica literária. Sua influência pode ser notada nas comédias de Carlo Goldoni.
A principal figura deste período foi a do jurista Cesare Bonesana Beccaria. Entre os poetas que lutaram para criar um sentimento de orgulho nacional destaca-se Giuseppe Parini. Também merece citação o dramaturgo Vittorio Alfieri, romântico defensor da liberdade.
Entre os demais artistas importantes do século encontram-se o arqueólogo e crítico literário Ludovico Antonio Muratori e o filósofo Giambattista Vico, cuja influência foi resgatada em nosso século pela obra de Benedetto Croce.
NACIONALISMO, ROMANTISMO E CLASSICISMO
A literatura do início do século XIX foi marcada pelo nacionalismo (Ressurgimento) e pelo Romantismo. A influência da Revolução Francesa e do posterior reinado de Napoleão são perceptíveis nas obras dos poetas Vincenzo Monti, Carlo Porta e do romancista Ugo Foscolo.
Giacomo Leopardi é considerado, unanimemente, como um dos poetas líricos mais importantes da literatura italiana.
Entre os escritores políticos do Ressurgimento destacam-se o patriota Giuseppe Mazzini, o estadista Camillo Benso di Cavour e o militar Giuseppe Garibaldi (José Garibaldi) que formam a tríade dos pais da unificação italiana.
O nacionalismo deu lugar a duas correntes dentro da literatura do século XIX: a Regionalista e a corrente que usou como ponto de referência a luta contra o poder temporal do Papado. À esta última pertence Alessandro Manzoni.
Até a metade do século, a influência do Romantismo provocou uma violenta reação que se materializou no retorno a um Classicismo arraigado. Esta reação teve como principal representante o poeta Giosuè Carducci, Prêmio Nobel de Literatura em 1906.
A segunda metade do século XIX foi marcada pela reação, de uma parte dos autores italianos, contra os estilos Neoclássico e Romântico. Os representantes desta nova corrente defenderam o uso de uma língua comum e de um texto simples, com argumentos baseados em experiências e fenômenos observados no cotidiano. Os poetas exaltaram esta realidade, elevando-a à verdade. Desta concepção advem o nome do movimento: Verismo. Entre seus autores destacam-se Giuseppe Gioacchino Belli e o romancista Giovanni Verga.
Contrário ao Verisimo, mas influenciado por ele, o poeta Giovanni Pascoli abriu caminho para o uso do verso livre. Outro autor antagônico ao Realismo foi o poeta e romancista Antonio Fogazzaro.
Ao longo de todo o século apareceram numerosos escritores que não podem ser classificados dentro de nenhum dos movimentos da época, entre eles, Edmondo d'Amicis e Carlo Collodi. O crítico literário mais influente do século XIX foi Francesco de Sanctis.
SÉCULO XX
A literatura italiana do século XX mostra uma grande variedade de formas e temas. Grande parte reflete as experiências dos anos do fascismo. Após o final da II Guerra Mundial, o Realismo Social virou o estilo dominante até ser substituído por uma corrente introspectiva na poesia e na prosa.
Guiado pela aspiração de se tornar um artista universal, Gabriele d'Annunzio rompeu com os esquemas do Neoclassicismo, do Romantismo e do Realismo. D'Annunzio cultivou a poesia, o teatro e a narrativa, escreveu libretos de óperas e alimentou polêmicas patrióticas. Foi um destacado militar e político que, além disso, incursionou no campo da filosofia. Outra importante figura literária destes anos foi o romancista Italo Svevo.
Entre as demais personalidades literárias da virada do século podem ser citados: Guglielmo Ferrero (historiador da sociologia e destacado opositor do fascismo), o filósofo Giovanni Gentile que, ao contrário de Ferrero, foi um entusiasmado defensor deste regime, Matilde Serao (romancista de profundas análises psicológicas) e Grazia Deledda, Prêmio Nobel de Literatura em 1926.
Devido, em parte, à influência de correntes estrangeiras, desenvolveu-se, na Itália, numerosos movimentos artísticos e literários que rechaçavam a retórica e o lirismo. O mais radical e duradouro foi o Futurismo, fundado em 1909 pelo poeta Filippo Tomasso Marinetti.
Cabe citar, entre outros autores desta época, o pintor e escritor Ardengo Soffici, o filósofo e romancista Giovanni Papini, Antonio Baldini e Riccarco Bacchelli. Figura importante das três primeiras décadas do século foi o romancista e dramaturgo Luigi Pirandello, Prêmio Nobel de Literatura em 1934.
Muitos autores defenderam, abertamente, posturas contrárias ao regime fascista, entre eles Giuseppe Antonio Borghese e o romancista Ignazio Silone que sofreu bastante com a censura. O jornalista e diplomata Curzio Malaparte acabou renegando Mussolini.
Entre os autores de fama mundial encontram-se o poeta Giuseppe Ungaretti, Salvatore Quasimodo, Prêmio Nobel de Literatura em 1959 e Eugenio Montale, Prêmio Nobel de Literatura em 1975.
Poucos anos depois do final da guerra apareceu um novo tipo de realismo ligado ao cinema: o Neo-realismo. Entre as figuras literárias que aderiram a este movimento estão Carlo Levi, Elio Vittorini e Vasco Pratolini. Outras personalidades destacadas foram Mario Soldati, Cesare Pavese, Vitaliano Brancati e Giuseppe Tomasi di Lampedusa.
Entre os contemporâneos, Alberto Moravia é um dos narradores realistas mais conhecidos. Outros autores de nossa época são Dino Buzzatti, Elsa Morante, Natalia Ginzburg, Primo Levi, Umberto Eco, Italo Calvino e Leonardo Sciascia.
Antes do século XIII, a língua literária da Itália era o latim que foi utilizado para redigir crônicas, poemas históricos, lendas heróicas, vidas dos santos, poemas religiosos e trabalhos didáticos e científicos. Também era utilizado o francês ou o provençal e, entre as distintas formas poéticas, a mais difundida era a canzone.
SÉCULO XIII E INÍCIO DO XIV
Os primeiros textos poéticos escritos em língua italiana foram os da Escola Siciliana, do século XIII, adepta dos cânones da poesia provençal. Pertenceram a esta escola Giacomo Pugliese e Rinaldo d'Aquino.
Quando, no século XIII, o centro da poesia mudou-se para Arezzo e Bolonha, destacaram-se os poetas Guittone d'Arezzo e Guido Guinizzelli, criador do Dolce Stil Nuovo, cultivado, também, por Guido Cavalcanti e Cino da Pistoia. Mas, sem dúvida, foi Dante, um dos escritores universais da literatura italiana, o poeta por excelência do Trecento, século XIV.
Por esta época, apareceu a poesia devocional, cultivada por São Francisco de Assis e pelo poeta franciscano Jacopone Todi.
RENASCIMENTO
O Renascimento foi marcado por uma nova leitura da literatura e da filosofia clássicas — que, pouco a pouco, foram sendo revalorizadas em toda Europa — e pela busca e descobrimento de manuscritos antigos. Na Itália, uma das figuras mais importantes foi o poeta e humanista Petrarca. Por seu turno, Boccaccio preferiu a narrativa. Poliziano é considerado o poeta e humanista mais destacado deste período. Merecem referências, também, as obras que continuaram a tradição das Gestas de Cavalaria, como as de Matteo Maria Boiardo e, entre as Pastoris, de Jacopo Sannazzaro.
No século XVI, o Renascimento chegou à consolidação plena. A língua italiana, desprezada durante séculos pelos humanistas como língua literária, alcançou uma dignidade até então negada. Pietro Bembo, Nicolau Maquiavel e o poeta Ludovico Ariosto— que representa o auge da poesia quinhentista — contribuíram, decisivamente, para colocar o idioma italiano nesta situação de privilégio. Também importante é a obra do historiador Francesco Guicciardini.
Duas obras muito difundidas, tratando do comportamento cavalheiresco, também vieram à luz no século XVI: O Cortesão (1528), escrita pelo diplomata Baldassare Castiglione, e Galateo (1558), do padre Giovanni della Casa. Por sua vez, Teófilo Folengo, parodiou o mundo da cavalaria e das letras. Junto a ele está o não menos inconformista — ainda que mais talentoso — Pietro Aretino, autor teatral e criador de libelos.
Na linha renascentista de busca do artista completo, não faltaram pintores e escultores que escreveram belos textos poéticos, narrativos e ensaísticos. Assim, temos os sonetos de Michelangelo, os tratados de Leonardo da Vinci, a interessante autobiografia de Benvenuto Cellini e as biografias de famosos pintores, escultores e arquitetos escritas pelo também pintor e arquiteto Giorgio Vasari. Estas obras constituem uma fonte de incalculável valor sobre a arte e os artistas do Renascimento.
Nesta época, também foram escritos contos e relatos breves. O autor de maior destaque desta época é Matteo Bandello.
A segunda metade do século XVI foi dominada pelo espírito da Contra-reforma que se materializou em um novo classicismo, após a difusão da Poética (Aristóteles) acompanhada por um comentário de Francesco Robortelli. Esta e outras versões, como as de Julius Caesar Scaliger e Ludovico Castelvetro (1570) contribuíram para a recuperação das unidades de espaço e tempo no teatro.
Apesar do predominante clima de repressão característico destes anos, apareceu um grande poeta lírico de imaginação transbordante: Torquato Tasso. Outro grande espírito da época foi Giordano Bruno que produziu numerosos diálogos contra o pedantismo e o autoritarismo.
O estilo predominante no século XVII — não somente na literatura mas, também, na música, arte e arquitetura — foi o Barroco. Típica deste período é a poesia de Giambattista Marino, assim como as tragédias de Federigo della Valle e os escritos do poeta, cientista e filósofo Tommaso Campanella, autor de ensaios críticos.
Por volta do final do século XVII começou a se definir um movimento cultural que rechaçava o excessivo rebuscamento estético e afetação do barroco. Os principais expoentes deste movimento reformador pertenceram à sociedade Arcádia, fundada em Roma (1690), cuja figura principal foi o poeta e dramaturgo Pietro Metastasio, sucessor de Apostolo Zeno, autor de dramas teatrais e libretos de ópera. Apostolo Zeno já havia sido um pioneiro na crítica literária. Sua influência pode ser notada nas comédias de Carlo Goldoni.
A principal figura deste período foi a do jurista Cesare Bonesana Beccaria. Entre os poetas que lutaram para criar um sentimento de orgulho nacional destaca-se Giuseppe Parini. Também merece citação o dramaturgo Vittorio Alfieri, romântico defensor da liberdade.
Entre os demais artistas importantes do século encontram-se o arqueólogo e crítico literário Ludovico Antonio Muratori e o filósofo Giambattista Vico, cuja influência foi resgatada em nosso século pela obra de Benedetto Croce.
NACIONALISMO, ROMANTISMO E CLASSICISMO
A literatura do início do século XIX foi marcada pelo nacionalismo (Ressurgimento) e pelo Romantismo. A influência da Revolução Francesa e do posterior reinado de Napoleão são perceptíveis nas obras dos poetas Vincenzo Monti, Carlo Porta e do romancista Ugo Foscolo.
Giacomo Leopardi é considerado, unanimemente, como um dos poetas líricos mais importantes da literatura italiana.
Entre os escritores políticos do Ressurgimento destacam-se o patriota Giuseppe Mazzini, o estadista Camillo Benso di Cavour e o militar Giuseppe Garibaldi (José Garibaldi) que formam a tríade dos pais da unificação italiana.
O nacionalismo deu lugar a duas correntes dentro da literatura do século XIX: a Regionalista e a corrente que usou como ponto de referência a luta contra o poder temporal do Papado. À esta última pertence Alessandro Manzoni.
Até a metade do século, a influência do Romantismo provocou uma violenta reação que se materializou no retorno a um Classicismo arraigado. Esta reação teve como principal representante o poeta Giosuè Carducci, Prêmio Nobel de Literatura em 1906.
A segunda metade do século XIX foi marcada pela reação, de uma parte dos autores italianos, contra os estilos Neoclássico e Romântico. Os representantes desta nova corrente defenderam o uso de uma língua comum e de um texto simples, com argumentos baseados em experiências e fenômenos observados no cotidiano. Os poetas exaltaram esta realidade, elevando-a à verdade. Desta concepção advem o nome do movimento: Verismo. Entre seus autores destacam-se Giuseppe Gioacchino Belli e o romancista Giovanni Verga.
Contrário ao Verisimo, mas influenciado por ele, o poeta Giovanni Pascoli abriu caminho para o uso do verso livre. Outro autor antagônico ao Realismo foi o poeta e romancista Antonio Fogazzaro.
Ao longo de todo o século apareceram numerosos escritores que não podem ser classificados dentro de nenhum dos movimentos da época, entre eles, Edmondo d'Amicis e Carlo Collodi. O crítico literário mais influente do século XIX foi Francesco de Sanctis.
SÉCULO XX
A literatura italiana do século XX mostra uma grande variedade de formas e temas. Grande parte reflete as experiências dos anos do fascismo. Após o final da II Guerra Mundial, o Realismo Social virou o estilo dominante até ser substituído por uma corrente introspectiva na poesia e na prosa.
Guiado pela aspiração de se tornar um artista universal, Gabriele d'Annunzio rompeu com os esquemas do Neoclassicismo, do Romantismo e do Realismo. D'Annunzio cultivou a poesia, o teatro e a narrativa, escreveu libretos de óperas e alimentou polêmicas patrióticas. Foi um destacado militar e político que, além disso, incursionou no campo da filosofia. Outra importante figura literária destes anos foi o romancista Italo Svevo.
Entre as demais personalidades literárias da virada do século podem ser citados: Guglielmo Ferrero (historiador da sociologia e destacado opositor do fascismo), o filósofo Giovanni Gentile que, ao contrário de Ferrero, foi um entusiasmado defensor deste regime, Matilde Serao (romancista de profundas análises psicológicas) e Grazia Deledda, Prêmio Nobel de Literatura em 1926.
Devido, em parte, à influência de correntes estrangeiras, desenvolveu-se, na Itália, numerosos movimentos artísticos e literários que rechaçavam a retórica e o lirismo. O mais radical e duradouro foi o Futurismo, fundado em 1909 pelo poeta Filippo Tomasso Marinetti.
Cabe citar, entre outros autores desta época, o pintor e escritor Ardengo Soffici, o filósofo e romancista Giovanni Papini, Antonio Baldini e Riccarco Bacchelli. Figura importante das três primeiras décadas do século foi o romancista e dramaturgo Luigi Pirandello, Prêmio Nobel de Literatura em 1934.
Muitos autores defenderam, abertamente, posturas contrárias ao regime fascista, entre eles Giuseppe Antonio Borghese e o romancista Ignazio Silone que sofreu bastante com a censura. O jornalista e diplomata Curzio Malaparte acabou renegando Mussolini.
Entre os autores de fama mundial encontram-se o poeta Giuseppe Ungaretti, Salvatore Quasimodo, Prêmio Nobel de Literatura em 1959 e Eugenio Montale, Prêmio Nobel de Literatura em 1975.
Poucos anos depois do final da guerra apareceu um novo tipo de realismo ligado ao cinema: o Neo-realismo. Entre as figuras literárias que aderiram a este movimento estão Carlo Levi, Elio Vittorini e Vasco Pratolini. Outras personalidades destacadas foram Mario Soldati, Cesare Pavese, Vitaliano Brancati e Giuseppe Tomasi di Lampedusa.
Entre os contemporâneos, Alberto Moravia é um dos narradores realistas mais conhecidos. Outros autores de nossa época são Dino Buzzatti, Elsa Morante, Natalia Ginzburg, Primo Levi, Umberto Eco, Italo Calvino e Leonardo Sciascia.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
A História da Prefeitura de São Paulo,( Parabéns Feliz Aniversário)
A Vila dos Jesuítas (1554 - 1711) - 1554

A frase escrina na bandeira"Non Ducor Duco" - traduzido do latim significa "Não sou conduzido, conduzo".Fundada em 25 de janeiro de 1554 pela Companhia de Jesus, num barracão de taipa, a fim de ensinar o catecismo e as primeiras letras aos filhos dos colonizadores, por Manoel da Nóbrega, José de Anchieta, Manoel de Paiva e mais nove religiosos.
Cria-se o sítio do Colégio de São Paulo de Piratininga, entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú cercando-se de algumas construções. Situado em um planalto a 760 metros acima do nível do mar e circundado por rios, oferecia ótimas condições de relevo e hidrografia.
A Vila fazia parte da Capitania de São Vicente, cujo donatário era Martim Afonso de Sousa, que chegou ao Brasil em 1532.
1560

Mem de Sá, terceiro governador geral da colônia,
eleva São Paulo à categoria de Vila.
A população na época é de aproximadamente 80 habitantes.
Instala-se a Câmara Municipal e a Alcaidaria (o donatário da capitania nomeia o alcaide da vila).
A Câmara Municipal proíbe que os brancos escravizem os índios.
Destaca-se como nome mais poderoso da época, o de Jorge Moreira, Capitão-Mor.
Atividades da Câmara Municipal:
- Atribuições legislativas, policiais e judiciais;
- Inspeção da higiene pública;
- Recebimento de Impostos;
- Nomeação de Procuradores;
- Julgamento de conflitos públicos;
- Defesa Militar.
.1556
Alguns dos primeiros ocupantes do Governo Municipal da Vila de São Paulo, foram:
Francisco Avel - Alcaide
Francisco Peres - Alcaide e Guarda-Mor
João Ramalho - Capitão e Alacaide-Mor
Francisco Alves - Alcaide
.1586
Reinvindicação da Sede do Poder Municipal.
.1610
D. Francisco de Souza (Governador Geral) promove o Alistamento Militar Geral, a partir dos 14 anos de idade.
. 1640
Autonomia da Câmara Municipal.
Amador Bueno da Veiga é aclamado rei de São Paulo.
Os jesuítas são expulsos da Vila de São Paulo e arredores.
Os colonos sertanistas tomam o poder em lugar da Coroa Lusitana.
. 1641
Disputa entre as famílias Pires e Camargo.
Fernão de Camargo assassina Pedro Taques, líder dos Pires, devido ao aprisionamento de índios e o controle da produção agrícola.
. 1674/1681
Formam-se as bandeiras de Fernão Dias Pais Leme.
O que Distingue um Amigo Verdadeiro
Não se pode ter muitos amigos.
Mesmo que se queira, mesmo que se
conheçam pessoas de quem apetece ser
amiga, não se pode ter muitos amigos.
Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas.
Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço
, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar —
todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas.
Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos.
É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se
pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas.
Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos.
Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos.
Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo
de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade.
O que é bom sai caro.
A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior.
Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta.
Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.
Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem.
Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem.
É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação.
A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável.
No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo».
Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente».
E o «amigalhaço».
E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas,
centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c.
Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos.
Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos.
Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem.
Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos
pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades
irreconciliáveis, é sempre um traidor.
Para mais, pífio e arrependido.
Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro,
os amigos e os inimigos da outra pessoa.
E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão.
O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso
lado quando nós não temos razão.
O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação.
Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.»
Como se pode ser amigo de um sacana?
Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais.
Os amigos não podem ser maus.
A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'
Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'
Conhecidos de Vista
Conhecem-se há meses de vista,
do bairro onde vivem, de se verem na rua,
no supermercado, no café, de passearem os
cães no jardim.
Ela mora dois prédios ao lado do dele,
não sabe o seu nome, nem o que faz, mas
conhece-lhe algumas rotinas, já ouviu a sua voz,
aprecia a forma de ele se vestir.
Acha-o atraente e fica atenta quando o vê.
Ele gosta de levar um livro consigo quando vai com o cão ao jardim.
Ele gosta de levar um livro consigo quando vai com o cão ao jardim.
Senta-se num banco a ler, mas, se ela chega, não consegue concentrar-se.
Finge que lê, espreita-a por cima do livro, maravilhado com
o seu jeito distraído de caminhar num vaivém constante
enquanto fala ao telemóvel, rodando o vestido numa volta graciosa ao fim de alguns passos casuais.
Adora o seu sorriso encantador, o modo como inclina a cabeça para
trás e lança um risinho espontâneo para o ar a meio da conversa.
É sábado, estão sentados numa esplanada
É sábado, estão sentados numa esplanada
do jardim, ambos sozinhos, em mesas próximas, frente a frente.
Ela pede um café, deita o açúcar, mexe-o demoradamente
com a colher, distraída a observá-lo a ler o jornal.
Fantasia que ele vai erguer os olhos a qualquer
instante e surpreendê-la a olhar, que lhe sorri e se
levanta para ir à sua mesa apresentar-se.
Sorri com a ideia no momento em que ele levanta os olhos do jornal,
mas apressa-se a desviar os seus, a virar a cara, com vontade de rir.
Ele repara que ela desvia o olhar, volta a página do jornal, baixa os olhos por um segundo e torna a olhar.
Ele repara que ela desvia o olhar, volta a página do jornal, baixa os olhos por um segundo e torna a olhar.
Ela não se atreve a fitá-lo, concentra-se na chávena de café à sua frente.
Ele imagina-se a ir ter com ela para meter conversa.
Por um instante, sente-se tentado, pergunta-se se teria coragem.
Porque não?, pensa.
Mas então ela chama o empregado para lhe pedir a conta e o momento passa.
Ele deixa-se estar sentado e ela vai-se embora.
No domingo cruzam-se no átrio de um cinema.
No domingo cruzam-se no átrio de um cinema.
Estão ambos acompanhados, vão a salas diferentes.
Sustêm a respiração a escassos metros um do outro,
os seus olhos fixam-se num espanto recíproco,
num relâmpago eterno, e, pela primeira vez, assumem um
reconhecimento mútuo, pois ele sorri-lhe e ela faz-lhe
uma vénia ligeira com a cabeça, de um modo divertido.
A meio da semana ele vai almoçar com um cliente
A meio da semana ele vai almoçar com um cliente
importante a um restaurante requintado da moda e lá
está ela para o receber, sorridente, desinibida, dona de
um caderno onde escreve à mão e opõe vistos nos nomes das pessoas que chegam com mesa marcada.
É relações públicas e veste-se de forma discretamente elegante, uma camisa preta, uma saia arroxeada de seda.
Parece que nos encontramos em todo o lado, comenta ele, encantado por a ver.
Ela ri-se, é o destino, graceja.
Dois dias mais tarde, ele chega ao jardim, solta a trela do cão e este corre para junto do dela.
Dois dias mais tarde, ele chega ao jardim, solta a trela do cão e este corre para junto do dela.
Ele aproxima-se dela, sentada num banco, aponta para o lugar ao seu lado, ela faz-lhe sinal com a mão para que se sente.
Agora que já sabe o meu nome, diz ele, gostava de saber o seu.
Ela ri-se, diz como se chama e depois começam a falar com naturalidade,
como se se conhecessem desde sempre.
Tiago Rebelo, in " Breve História de Amor"
Tiago Rebelo, in " Breve História de Amor"
Vale Mais Ser Amado ou Temido?
Vale mais ser amado ou temido (na chefia)?
O ideal é ser as duas coisas, mas como
é difícil reunir as duas coisas, é muito mais seguro
- quando uma delas tiver que faltar - ser temido do que amado. Porque, dos homens em geral, se pode dizer o seguinte: que são ingratos, volúveis, fingidos e dissimulados, fugidios ao perigo, ávidos do ganho. E enquanto lhes fazeis bem, são todos vossos e oferecem-vos a família, os bens pessoais, a vida, os descendentes, desde que a necessidade esteja bem longe. Mas quando ela se avizinha, contra vós se revoltam. E aquele príncipe que tiver confiado naquelas promessas, como fundamento do ser poder, encontrando-se desprovido de outras precauções, está perdido. É que as amizades que se adquirem através das riquezas, e não com grandeza e nobreza de carácter, compram-se, mas não se pode contar com elas nos momentos de adversidade. Os homens sentem menos inibição em ofender alguém que se faça amar do que outro que se faça temer, porque a amizade implica um vínculo de obrigações, o qual, devido à maldade dos homens, em qualquer altura se rompe, conforme as conveniências. O temor, por seu turno, implica o medo de uma punição, que nunca mais se extingue. No entanto, o príncipe deve fazer-se temer, de modo que, senão conseguir obter a estima, também não concite o ódio.
Nicolo Maquiavel, in 'O Príncipe'
Nicolo Maquiavel, in 'O Príncipe'
O Caminho para o Sucesso é Incompreendido pelos Outros
Se desejas ser bem sucedido, resigna-te, caro,
face às coisas exteriores, por passar por
insensato ou mesmo por tolo.
Mesmo que saibas, não mostres qualquer saber;
e se alguns te consideram alguém, desafia-te a
ti próprio e desconfia de ti.
Que saibas sempre, na verdade,
que não é fácil de preservar a vontade
em conformidade com a natureza, pois que,
simultaneamente, sempre nos inquietamos
com as solicitações do exterior.
Ora que fazer?
Ora que fazer?
Só uma regra necessária se impõe:
quando nos ocupamos da vontade
tendo a natureza por fundo (e nossa íntima intenção)
só a uma coisa nos podemos obrigar - evitar qualquer
desvio daquele nosso primeiro propósito.
Epicteto, in 'Manual'
Epicteto, in 'Manual'
Vivemos Presos ao Nosso Passado e ao Nosso Futuro
A nós ligam-nos o nosso passado e o nosso futuro.
Passamos quase todo o nosso tempo livre
e também quanto do nosso tempo de trabalho
a deixá-los subir e descer na balança.
O que o futuro excede em dimensão, substitui
o passado em peso, e no fim não se distinguem os dois,
a meninice torna-se clara mais tarde, tal como é o futuro,
e o fim do futuro já é de facto vivido em todos os nossos suspiros e
assim se torna passado.
Assim quase se fecha este círculo em cujo rebordo andamos.
Bem, este círculo pertence-nos de facto, mas só nos pertence
enquanto nos mantivermos nele; se nos afastarmos para o
lado uma vez que seja, por distracção, por esquecimento,
por susto, por espanto, por cansaço, eis que já o perdemos no espaço;
até agora tínhamos tido o nariz metido na corrente do tempo,
agora retrocedemos, ex-nadadores, caminhantes actuais, e estamos perdidos.
Estamos do lado de fora da lei, ninguém sabe disso,
mas todos nos tratam de acordo com isso.
Franz Kafka, in 'Diário (1910)'
Amo-te Por Todas as Razões e Mais Uma
Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo
dar-te quando me perguntas por que razão te amo.
Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém.
Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem.
E porque me surpreendes e porque me sufocas e
porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e
o meu corpo de fadiga.
E porque me confundes e porque me enfureces e
porque me iluminas e porque me deslumbras.
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho
necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura.
Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez.
E por todas as razões que sei e pelas que não sei e
por aquelas que nunca virei a conhecer.
E porque te conheço e porque me conheço.
E porque te adivinho. Estas são todas as razões.
Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.
Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'
Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.
Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'
A Beleza Maior é a que não se Vê
- Hoje, durante o meu passeio matinal, vi uma linda mulher...
Meu Deus, que linda que ela era! (...)
- Sério, sr. Spinell? Descreva-ma então.
- Não, não posso! Dar-lhe-ia uma imagem imperfeita dela.
- Sério, sr. Spinell? Descreva-ma então.
- Não, não posso! Dar-lhe-ia uma imagem imperfeita dela.
Ao passar, mal a vi; na verdade, não a vi.
Apercebi-me, porém, da sua sombra esfumada, e isso bastou para me excitar a imaginação e guardar dela uma imagem de beleza.
Meu Deus, que linda imagem!
A mulher do sr. Klöterjahn sorriu.
- É essa a sua maneira de olhar para as mulheres bonitas, senhor Spinell?
- Sim, minha senhora, é; é muito melhor do que olhá-las fixamente na cara, com uma grosseira avidez da realidade, para no fim ficarmos com uma impressão falsa...
Thomas Mann, in "Tristão"
A mulher do sr. Klöterjahn sorriu.
- É essa a sua maneira de olhar para as mulheres bonitas, senhor Spinell?
- Sim, minha senhora, é; é muito melhor do que olhá-las fixamente na cara, com uma grosseira avidez da realidade, para no fim ficarmos com uma impressão falsa...
Thomas Mann, in "Tristão"
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