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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Olha bem para esta imagem

Não há necessidade de dizer o que ocorre nesta imagem,pois ela por si próprio se fala é necessário apenas ter uma observação e pensar em ajudar o meio ambiente pois ele está necessitando de ajuda e esta na hora de nós unimos e ajudar O PLANETA .....
Alex Lopes Ozorio 


Franz Reichelt foi um alfaiate e inventor austríaco, famoso por ter sua morte acidental registrada em filme, em 1912.



Conhecido como "o alfaiate voador", Franz criou um traje para teoricamente voar ou flutuar levemente até o solo. Na época, os paraquedas ainda eram antiquados e inseguros, não sendo praticáveis para o uso na aviação.

Em julho de 1910, Reichelt começou a desenvolver o traje especial e apresentou o seu protótipo a um aeroclube francês, mas eles se recusaram a testá-lo, alegando que o mesmo não era resistente. Também o aconselharam a desistir do projeto.

Franz, então, decidiu testá-lo por conta própria. Inicialmente, obteve bons resultados atirando manequins vestidos com o estranho traje, do quinto andar do prédio onde morava. Mas os resultados ainda eram insatisfatórios. Ele queria os 10 mil francos oferecidos pelo L’Aero-Club de France como prêmio pelo melhor projeto de paraquedas apresentado. Refez cálculos e desenhos e apontou como problema a baixa altura das plataformas de testes. Decidiu então testar sua invenção na então estrutura mais alta do mundo: a Torre Eiffel.

No ano seguinte, depois de meses de insistência, Franz conseguiu autorização do prefeito da polícia de Paris para testar o seu traje, utilizando manequins.

As 7 horas da manhã do domingo de 4 de fevereiro de 1912, Franz Reichelt chegou de carro, acompanhado por dois amigos e os rumores espalhados dias antes foram confirmados: Franz iria ele mesmo vestir o traje e saltar. Apesar da tentativa de amigos e testemunhas em dissuadi-lo, Franz decidiu prosseguir com o teste. Indiferente ao frio de 0°C e do forte vento, centenas de pessoas se acotovelam aos pés da torre para assistirem ao salto. Duas câmeras de filmagem, algo raro na época, também estavam a postos para registrar a façanha do alfaiate.

Precisamente às 08h22min, Franz saltou do primeiro pavimento da torre, situado a 60 metros de altura, de frente para o rio Sena. Após 5 segundos ele atingiu o solo, pois o traje falhou. O impacto foi tão forte que abriu um buraco no chão de 15 cm de profundidade.

Franz foi encontrado com o braço e a perna direita esmagados, o crânio e a coluna vertebral quebrados e os olhos dilatados de terror. Foi levado até o hospital Necker para a autópsia, que constatou que a causa mortis do alfaiate foi um ataque cardíaco durante a queda, morrendo antes mesmo de tocar no solo.

Olha esta foto é de dois taletos brasileiros

Dois talentos: o historiador Sérgio Buarque de Holanda com o filho, compositor e escritor, Chico Buarque, nos anos 70.

Esta é uma boa ideia para o Brasil, e vocês não acham legal ?

Precisamos mesmo desmatar, deslocar comunidades e devastar áreas de grande biodiversidade para gerar energia?
Que tal começarmos a mudar? No Japão, por exemplo, alguns parques eólicos ficam no mar.
É isso mesmo!

Vamos colocar a mão na massa.
Aos poucos nossa matriz energética vai se modernizando ...

Vamos que vamos!
Por um Brasil mais consciente, inteligente e solidário.

Foto rara de Steve Jobs e Bill Gates, na casa de Jobs em 1991.


Ambos estavam com 36 anos no momento em que a foto foi tirada. Jobs, na época, já tinha sido forçado a sair da Apple e estava trabalhando na NeXT, que acabaria por ser vendida para a Apple, alguns anos mais tarde. Gates, por sua vez, já era um bilionário, com vários lançamentos de Microsoft Windows.

A rivalidade entre os dois bilionários sempre foi bastante conhecida. Na sua própria biografia, Jobs acusa Gates de “falta de imaginação” e de “descaradamente arrancar as ideias dos outros”.

Aproximadamente um ano após o lançamento da obra, e da morte de Jobs em 2011, Gates declarou em entrevista ao Telegraph que a atmosfera se alterou entre os dois depois de Gates deixar a Microsoft para iniciar a Bill and Melinda Foundation, uma fundação criada pelo casal Gates e que apoia programas de saúde no mundo todo, com especial atenção aos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Bill e Steve passaram mais tempo juntos e, alguns meses antes da morte de Jobs, Gates fez-lhe uma longa visita onde, segundo o criador da Microsoft, passaram “horas a relembrar e a falar do futuro”.

Segundo Bill Gates, era uma rivalidade saudável. Gates diz ainda ter recebido um telefonema de Laurence, esposa de Jobs, após a sua morte, dizendo que a biografia de Jobs “não representa o mútuo respeito que ambos (Gates e Jobs) tinham um pelo outro”.

Olha como está a realidade hoje?

Infelizmente está é uma realidade que ocorre no Brasil hoje

Humor Inteligente

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Um Dia Bem Passado


De vez em quando acontece, um dia bem passado.
 Um dia que é o contrário da vida, porque desde o primeiro ao último momento acordado, passa-se bem, como antigamente se dizia em Angola e cá.
Um dia bem passado não pode ser planeado.
 Mas tem de ser protegido. 
Um dia bem passado é um dia que se passa quase às escondidas.
 Parece mais roubado do que um beijo - e tem razão.
Um dia bem passado, como foi o último dia de Setembro para a minha mulher e para mim, tem de meter pargos, lavagantes, ostras e beijinhos.
Na Praia das Maçãs, nos boníssimos restaurantes Neptuno e Búzio, as ostras são sumptuosas. 
Mas não as vendem à dúzia e à meia-dúzia, comme il faut.
 É ao peso, a granel, como eles as compram. É uma prática que irrita.
 Mas com toda a delicadeza, claro. 
Como uma pérola, formada pela irritação de um grão de areia dentro de uma ostra.
 O peso de uma ostra (a concha mais a carne) nada diz sobre o peso do molusco.
 Há ostras gordas e suculentas escondidas por conchas minimais e esguias e há ostras minimais e esguias escondidas por conchas gordas e suculentas.
Num dia bem passado o problema mais grave, o que mais dá que pensar, nunca é uma questão mais pesada do que esta, de saber como se devem apreçar os mariscos. 
E o maior risco que se corre é de nos calhar uma ostra menos cheiinha.
 Num dia bem passado acabam por ser todas boas.
 Fica-se tolinho de tanto contentamento. 
Um dia quando é mesmo bem passado nem faz pena quando acaba.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público (2 Out 2011)'

Acordar


Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da Rua do Ouro,
Acordar do Rocio, às portas dos cafés,
Acordar
E no meio de tudo a gare, que nunca dorme,
Como um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono.

Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo.
À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se
Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma,
E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo.

Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne,
Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha,
Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom,
São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada,
Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes,
Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades que vão leste-oeste,
Seja

A mulher que chora baixinho
Entre o ruído da multidão em vivas...
O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito,
Cheio de individualidade para quem repara...
O arcanjo isolado, escultura numa catedral,
Siringe fugindo aos braços estendidos de Pã,
Tudo isto tende para o mesmo centro,
Busca encontrar-se e fundir-se
Na minha alma.

Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,
Para aumentar com isso a minha personalidade.

Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.
A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.

Dá-me lírios, lírios
E rosas também.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também,
Crisântemos, dálias,
Violetas, e os girassóis
Acima de todas as flores...

Deita-me as mancheias,
Por cima da alma,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Meu coração chora
Na sombra dos parques,
Não tem quem o console
Verdadeiramente,
Exceto a própria sombra dos parques
Entrando-me na alma,
Através do pranto.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Minha dor é velha
Como um frasco de essência cheio de pó.
Minha dor é inútil
Como uma gaiola numa terra onde não há aves,
E minha dor é silenciosa e triste
Como a parte da praia onde o mar não chega.
Chego às janelas
Dos palácios arruinados
E cismo de dentro para fora
Para me consolar do presente.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.

Por isso, não te importes com o que eu penso,
E muito embora o que eu te peça
Te pareça que não quer dizer nada,
Minha pobre criança tísica,
Dá-me das tuas rosas e dos teus lírios,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

No Fundo Somos Bons Mas Abusam de Nós


O comum das gentes (de Portugal) que eu não chamo povo porque o nome foi estragado, o seu fundo comum é bom.
 Mas é exactamente porque é bom, que abusam dele. 
Os próprios vícios vêm da sua ingenuidade, que é onde a bondade também mergulha.
 Só que precisa sempre de lhe dizerem onde aplicá-la.
 Nós somos por instinto, com intermitências de consciência, com uma generosidade e delicadeza incontroláveis até ao ridículo, astutos, comunicáveis até ao dislate, corajosos até à temeridade, orgulhosos até à petulância, humildes até à subserviência e ao complexo de inferioridade.
 As nossas virtudes têm assim o seu lado negativo, ou seja, o seu vício.
 É o que normalmente se explora para o pitoresco, o ruralismo edificante, o sorriso superior. 
Toda a nossa literatura popular é disso que vive.
Mas, no fim de contas, que é que significa cultivarmos a nossa singularidade no limiar de uma «civilização planetária»? 
Que significa o regionalismo em face da rádio e da TV?
 O rasoiro que nivela a província é o que igualiza as nações. 
A anulação do indivíduo de facto é o nosso imediato horizonte.
 Estruturalismo, linguística, freudismo, comunismo, tecnocracia são faces da mesma realidade. 
Como no Egipto, na Grécia, na Idade Média, o indivíduo submerge-se no colectivo. 
A diferença é que esse colectivo é hoje o puro vazio.

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 2'