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terça-feira, 13 de novembro de 2012

NA SOLITÁRIA

Hoje acordei sozinho, 
No meu cárcere privado
Olhei pela janela, e não tinha janela
Olhei pela porta, não tinha porta
Procurei luz, não tinha luz
Aos poucos me acostumei com a vastidão do silêncio
Minha pulsação era ensurdecedora
O frio tomava conta...
Desmaiei!

O tempo passou,
A barba cresceu
Saí da minha contingência
Migrei pro meu pranto
Via meu corpo morrendo,
Via meu corpo lutando,
Tentei acordar, não era um sonho

Mas acordei,
Eu estava completamente sozinho,
Até meu espírito me abandonou
Até minha pulsação se calou

Isso aqui é uma tortura
Psicológica e física
Perdi pra minha fraqueza
Chorei! Morri!

Ricardo Pantoja