Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mario Quintana
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mario Quintana



![D. Pedro II em seu leito de morte, 1891.
Félix Nadar, pseudônimo de Gaspard-Félix Tourmachon (1820 - 1910), ficou ainda mais famoso após imortalizar a figura serena de D. Pedro II nesta foto póstuma. No retrato, o ex-imperador aparece vestido em trajes oficiais, em que se destacavam os ramos de café, singularidade de seu reino tropical.
Após ir para o exílio, o primeiro baque sofrido pela família imperial, D. Pedro sofre o segundo; a morte de Dona Teresa Cristina. Profundamente consternado com a morte de sua esposa, D. Pedro II escreveu-lhe poesias, como a que segue:
"À Imperatriz
Corda que estala em harpa mal tangida,
Assim te vás, oh doce companheira
Da fortuna e do exílio, verdadeira
Metade de minh'alma entristecida!
De augusto e velho tronco hastea partida
E transplantada em terra brazileira,
Lá te fizeste a sombra hospitaleira
Em que todo infortúnio achou guarida.
Feriu-te a ingratidão, no seu delírio;
Cahiste, e eu fico a sós, neste abandono,
Do seu sepulchro vacillante cirio!
Como foste feliz! Dorme o seu somno,
Mãe do povo, acabou-se o teu martyrio,
Filha de Reis, ganhaste um grande throno!
D. Pedro D'Alcantara"
Seus últimos dois anos de vida foram solitários e melancólicos, vivendo em hotéis modestos com quase nenhum recurso e escrevendo em seu diário sobre sonhos em que lhe era permitido retornar ao Brasil. Morreu após contrair uma pneumonia.
Texto de @[100000576519302:2048:Talita Lopes Cavalcante]
Administração Imagens Históricas
Foto de Félix Nadar.
Albúmen, Carte Cabinet, 20,5 X 27,7 cm, Paris, 1891. Coleção D. João de Orleans e Bragança. Acervo Instituto Moreira Salles.
Fontes:
- Carvalho, José Murilo de. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
- KOSSOY, Boris. Um olhar sobre o Brasil: A fotografia na construção da imagem da nação (1833 - 2003). 1° edição. São Paulo: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2012. p. 1117.](https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/s480x480/45701_467786126627296_1729130378_n.jpg)