Pesquisar sobre postagens antigas do Blog

Siga o Blog, nas redes sociais

terça-feira, 19 de março de 2013

Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mario Quintana

O PODER DA CAMINHADA

fonte internet
Muita gente se pergunta o porque de fazer uma caminha, outras ainda acham que por ser uma simples caminha ela não queima nada. Mas é totalmente o contrário, pois muitas pessoas estão redescobrindo os benefícios da prática de exercícios físicos, como por exemplo caminhar. Este tipo de exercício é denominado aeróbico, onde o corpo utiliza o oxigênio para produzir a energia necessária para a realização da atividade.

A caminhada em si traz muitos benefícios para o corpo humano, e caminhar é indiscutivelmente, o exercício aeróbico ideal para adultos, especialmente idosos e pacientes portadores de doenças metabólicas. Entre as principais vantagens da caminhada destacam-se, a produção do mesmo efeito da corrida, do ciclismo e da natação, se bem executada, é uma prática segura, sob ponto de vista cardiovascular e ortopédico, apresenta índices quase inexistentes de lesões osteoarticulares e cardíacas, é uma atividade física simples, requerendo muito pouco em termos de equipamento e ela ainda pode ser realizada individualmente ou de forma coletiva.

Para caminha prefira os períodos da manha até as 10:00h e a tarde após as 17:00. use roupas leves, folgadas e de algodão. Evite tecidos sintéticos. O tênis deve estar bem ajustado e macio. Já os locais, dê preferências em locais seguros, sem risco de assalto e atropelamento, locais pouco poluídos, em áreas verdes de sua comunidade, e a frequência é praticar diariamente com duração média de 30 a 60 minutos, não incluindo o aquecimento e a fase de desaquecimento. E lembre-se, qualquer atividade que faça se movimentar, mesmo que seja meia hora todos os dias, é melhor do que ficar parado em frente a TV. Assim você irá se sentir bem melhor consigo mesmo.

Soneto a quatro-mãos


Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.

Vinícius de Moraes

Melhor remédio

Vida Poética



Os versos não fluem,
meus pensamentos estão certos,
seguros e resolutos demais.

Deixaram de ser aqueles seres-póeticos.
Perderam a ambigüidade,
o seu caráter de recém-descobertos.

Não posso mais chamá-los de versos,
mas não quero chamá-los de frase.
Não quero que, em mim, a poesia acabe
e que se acabe o meu mundo
de universos poéticos.

A cada grau de certeza,
perco um grau de beleza,
e a pureza das palavras,
a sua própria natureza,
se torna sólida,
como pedra,
que nos diz nada,
pedra que não pode ser lapidada,

Preciso do mundo,
esse lugar incerto.

Preciso de pessoas,
de dúvidas,
talvez do medo,
esse sentimento obscuro
que, sem mais nem menos,
nos mostra que nos imaginamos
sempre menos do que podemos.

Preciso da vida,
em todas as suas cores,
em toda a sua complexidade.

A vida, essa sim,
é a mãe de todos poetas,
a entidade incerta que deve ser consumida.

A vida, enfim,
é o elixir da vida.

- Por Leonardo Schabbach

Sem arvores, saudade do tempo em que a sujeira eram folhas.

Mágica

D. Pedro II em seu leito de morte, 1891.




Félix Nadar, pseudônimo de Gaspard-Félix Tourmachon (1820 - 1910), ficou ainda mais famoso após imortalizar a figura serena de D. Pedro II nesta foto póstuma. No retrato, o ex-imperador aparece vestido em trajes oficiais, em que se destacavam os ramos de café, singularidade de seu reino tropical.

Após ir para o exílio, o primeiro baque sofrido pela família imperial, D. Pedro sofre o segundo; a morte de Dona Teresa Cristina. Profundamente consternado com a morte de sua esposa, D. Pedro II escreveu-lhe poesias, como a que segue:

"À Imperatriz
Corda que estala em harpa mal tangida,
Assim te vás, oh doce companheira
Da fortuna e do exílio, verdadeira
Metade de minh'alma entristecida!
De augusto e velho tronco hastea partida
E transplantada em terra brazileira,
Lá te fizeste a sombra hospitaleira
Em que todo infortúnio achou guarida.
Feriu-te a ingratidão, no seu delírio;
Cahiste, e eu fico a sós, neste abandono,
Do seu sepulchro vacillante cirio!
Como foste feliz! Dorme o seu somno,
Mãe do povo, acabou-se o teu martyrio,
Filha de Reis, ganhaste um grande throno!
D. Pedro D'Alcantara"

Seus últimos dois anos de vida foram solitários e melancólicos, vivendo em hotéis modestos com quase nenhum recurso e escrevendo em seu diário sobre sonhos em que lhe era permitido retornar ao Brasil. Morreu após contrair uma pneumonia.

Texto de Talita Lopes Cavalcante
Administração Imagens Históricas

Foto de Félix Nadar.
Albúmen, Carte Cabinet, 20,5 X 27,7 cm, Paris, 1891. Coleção D. João de Orleans e Bragança. Acervo Instituto Moreira Salles.

Fontes:

- Carvalho, José Murilo de. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

- KOSSOY, Boris. Um olhar sobre o Brasil: A fotografia na construção da imagem da nação (1833 - 2003). 1° edição. São Paulo: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2012. p. 1117.
D. Pedro II em seu leito de morte, 1891.

Félix Nadar, pseudônimo de Gaspard-Félix Tourmachon (1820 - 1910), ficou ainda mais famoso após imortalizar a figura serena de D. Pedro II nesta foto póstuma. No retrato, o ex-imperador aparece vestido em trajes oficiais, em que se destacavam os ramos de café, singularidade de seu reino tropical.

Após ir para o exílio, o primeiro baque sofrido pela família imperial, D. Pedro sofre o segundo; a morte de Dona Teresa Cristina. Profundamente consternado com a morte de sua esposa, D. Pedro II escreveu-lhe poesias, como a que segue:

"À Imperatriz
Corda que estala em harpa mal tangida,
Assim te vás, oh doce companheira
Da fortuna e do exílio, verdadeira
Metade de minh'alma entristecida!
De augusto e velho tronco hastea partida
E transplantada em terra brazileira,
Lá te fizeste a sombra hospitaleira
Em que todo infortúnio achou guarida.
Feriu-te a ingratidão, no seu delírio;
Cahiste, e eu fico a sós, neste abandono,
Do seu sepulchro vacillante cirio!
Como foste feliz! Dorme o seu somno,
Mãe do povo, acabou-se o teu martyrio,
Filha de Reis, ganhaste um grande throno!
D. Pedro D'Alcantara"

Seus últimos dois anos de vida foram solitários e melancólicos, vivendo em hotéis modestos com quase nenhum recurso e escrevendo em seu diário sobre sonhos em que lhe era permitido retornar ao Brasil. Morreu após contrair uma pneumonia.

Texto de @[100000576519302:2048:Talita Lopes Cavalcante]
Administração Imagens Históricas

Foto de Félix Nadar.
Albúmen, Carte Cabinet, 20,5 X 27,7 cm, Paris, 1891. Coleção D. João de Orleans e Bragança. Acervo Instituto Moreira Salles.

Fontes:

- Carvalho, José Murilo de. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

- KOSSOY, Boris. Um olhar sobre o Brasil: A fotografia na construção da imagem da nação (1833 - 2003). 1° edição. São Paulo: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2012. p. 1117.

Profundamente consternado com a morte de sua esposa, D. Pedro II escreveu-lhe poesias, como a que segue:

"À Imperatriz
Corda que estala em harpa mal tangida,
Assim te vás, oh doce companheira
Da fortuna e do exílio, verdadeira
Metade de minh'alma entristecida!
De augusto e velho tronco hastea partida
E transplantada em terra brazileira,
Lá te fizeste a sombra hospitaleira
Em que todo infortúnio achou guarida.
Feriu-te a ingratidão, no seu delírio;
Cahiste, e eu fico a sós, neste abandono,
Do seu sepulchro vacillante cirio!
Como foste feliz! Dorme o seu somno,
Mãe do povo, acabou-se o teu martyrio,
Filha de Reis, ganhaste um grande throno!
D. Pedro D'Alcantara"

segunda-feira, 18 de março de 2013

"É fácil trocar as palavras,

Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."

Fernando Pessoa