Pesquisar sobre postagens antigas do Blog

Siga o Blog, nas redes sociais

sexta-feira, 15 de março de 2013

Ausência




Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes

Falhas Famosas

Sentimento

Destino


Não, ninguém me prende mais
Não, não vou voltar atrás
Vou seguir minha fé
Ninguém poderá me negar

A minha vida é um sonho
Não tenho os pés no chão
Não sei se isso é bom ou mal
Só sei que quero rir e voar

Não, não me faça implorar
Eu já fiz tudo que tinha que fazer
Não ria de mim, não tenha pena, não chore
Eu vou ser feliz, meu amor, só me deixe ir

Não importa as tentativas do passado
Guardo todas lembranças no coração
Não, não vou deixar o vento soprar longe dos meus cabelos
Vou andar de balanço ouvindo essa canção

A minha vida está em branco, uma tela a pintar
Vou começar do zero, tenho tantas letras e cores
Não, não vou deixar isso passar
Meu carma é buscar e buscar

A minha vida é um suvenir, um presente meu amor
Eu fui dar um passeio, não me chame por favor
Varra meus temores, guarde tudo aí, segure as pontas
Eu voltarei sorrindo, todos os dias, quando entrar por esta porta.

Carolina Salcides

Ele é o cara

Ideias

Para refletir

Idiocracia – Ignorância vs Educação


A palavra “idiocrasia” vem de um filme de 2006, chamado “Idiocracy”. O filme, que é de humor negro, retrata dois personagens que se inscrevem para um experimento militar de hibernação, que acaba dando tremendamente errado: eles despertam 500 anos no futuro e descobrem então, que o mundo se tornou uma sociedade humana uniformemente estúpida.

Poderíamos, então, definir a palavra “idiocrasia” como a massificação da estupidez. Assim, eu pergunto: já não estaríamos caminhando para algo assim?

Nossa sociedade valoriza os fortões, bonitões e burros, enquanto despreza os inteligentes. No Brasil, o modelo para nossas crianças não são pessoas como Albert Einstein e Carl Sagan, mas pessoas como Neymar, Pato e Ganso. O nível de aplicação em educação por nossos governantes é risível. Não importa com que partido você simpatize: todos agem assim e a coisa tem estado assim desde antes do golpe de 64. Talvez desde a independência.

Apesar disso tudo, conseguimos produzir cientistas do calibre de Miguel Nicolelis, mas nossa produção intelectual, que se traduz, por exemplo, no número de pedidos de patentes, é risível. Pior: mesmo Miguel Nicolelis, com todo o conhecimento científico que já produziu, é pouquíssimo conhecido em nosso país. Brasileiros como ele ganham fama apenas no exterior, infelizmente.

Outro problema é a quantidade de livros que lemos ao ano. Eu ou você, que lê este artigo, podemos até ler uma quantidade razoável, mas e o restante das pessoas? A verdade é que, sempre que pego um livro para ler em público, não importa o tema, as pessoas ao redor começam a me olhar e a torcer o nariz. Às vezes parece até que ter o hábito de ler se tornou uma doença grave.

Este problema prejudica não só as pessoas, mas também o país como um todo. Empresas já começam a importar trabalhadores para ocupar vagas para as quais elas não conseguem encontrar candidatos capacitados. Isto prejudica o país, pois serve como um freio para seu crescimento. Os únicos favorecidos são os piores políticos que temos, os mais corruptos, que acabam conseguindo se reeleger a cada nova eleição.

Meu ponto é: até onde chegaremos com isto? Até quando as pessoas vão se conformar em ser idiotizadas por emissoras de TV que só passam porcarias; por governos que não dão a mínima para a educação; e por diversos outros meios? Não sei. Às vezes penso em fazer como muitos já fizeram: cuidar de meus estudos, sair do país e dar um “foda-se” para tudo isto aqui. Mas, não sei, acho que sou teimoso demais para isso.

O mais interessante é que, sempre que aparece um modelo de aplicação em educação que funciona bem lá fora, já se afirma que “aqui não daria certo”. Não daria certo? Mas como pode-se afirmar isto, sem sequer testar isto? O que menos importa, aqui, é o que dá certo ou não. O que importa é que não há interesse, principalmente entre políticos, de se mudar as coisas. Infelizmente.

(por Mário César Araújo)

Há 134 anos nascia Albert Einstein.



O físico teórico alemão é o autor da teoria da relatividade geral, um dos pilares da física moderna e recebeu o Prêmio Nobel de Física de 1921. Suas grandes conquistas intelectuais e originalidade fizeram a palavra "Einstein" sinônimo de gênio. Foi eleito, em 1999, o mais memorável físico de todos os tempos.

A icônica fotografia com a língua de fora foi registrada no dia 14 de março de 1951, quando Albert Einstein completava 72 anos. Existem versões diferentes sobre as motivações do físico. A teoria mais aceita é de que ao final da festa, irritado com o assedio da imprensa, Einstein teria mostrado a língua para demonstrar seu descontentamento. Tecnicamente “encurralado” por fotógrafos, a perguntarem acerca de sua opinião sobre a situação política, pôs-lhe sua língua de fora. Isso após várias tentativas para que o deixassem em paz (afirmava não gostar da imprensa). O fotógrafo Arthur Sasse, teria sido o único a conseguir registrar o momento, apesar de estarem presentes dezenas de jornalistas.

Outras teorias sustentam que a foto tenha relação com um protesto antibomba atômica, uma vez que o físico havia solicitado à população que enviassem cartas ao governo, pedindo o fim das operações nucleares. Einstein teria sugerido que sua língua fosse usada metaforicamente para “selar” os pedidos.O gesto foi uma mescla de irritação e descontração; tempos mais tarde dissera a sua secretaria (e amante) Johanna Fantova: “A língua de fora revela as minhas posições políticas.”

O fotografo Arthur Sasse foi quem capturou a imagem, mas a divulgação da mesma foi feita pelo próprio Einstein, depois de solicitar que o mandassem algumas cópias. A imagem definitivamente havia lhe agradado,vindo a enviá-la como postal para amigos e conhecidos, sendo hoje a sua fotografia mais famosa.

Contudo, em 17 de abril de 1955, Albert Einstein sentiu uma hemorragia interna causada pela ruptura de um aneurisma da aorta abdominal. Einstein recusou-se a cirurgia, dizendo: ".... quero ir quando eu quiser. É de mau gosto ficar e prolongar a vida artificialmente. Eu fiz a minha parte, é hora de ir embora e eu vou fazê-lo com elegância". Ele morreu cedo na manhã seguinte no Hospital de Princeton, com 76 anos de idade, tendo continuado a trabalhar até quase o fim de sua vida.

Durante a autópsia, o patologista do Hospital de Princeton removeu o cérebro de Einstein para a preservação sem a permissão de sua família, na esperança de que a neurociência do futuro seria capaz de descobrir o que tornava Einstein tão inteligente.Os restos do físico foram cremados e suas cinzas foram espalhadas em um local não revelado.

Texto de Diego Vieira
Administração Imagens Históricas

quinta-feira, 14 de março de 2013

Não sei quantas almas tenho



Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.Fernando Pessoa