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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A Bailarina


Lá esta ela...Linda e bela...

A bailarina...

Que encanta...Ao bailar feito fada...

Que Encanta... Com a sua beleza... Escondida na escuridão...

Encanta pela leveza...Ao brincar na solidão...

Lá está ela...A bailarina bela...

Que linda encanta...

E baila só... Em meio a escuridão...

Lá está ela... A bela bailarina...

Poeta Urbano 

A Bailarina


Imagino o céu, então danço.
Há expressões em meu rosto,
Divinamente, nunca me canso,
Sentimento bem posto.
você vem, me balanço..
Porque lembro dessa situação?
"De deleitar em teus braços,
e no compasso da dança, saio..
..do tom, da composição dos versos,
e num demasiado passo, desmaio.."
E caio em meio ao vão,
já nem sei o que esperar..
Levanto, mas volto ao chão,
E nos olhos da multidão..
..eu, ofuscada por tanto pensar..
Aplaudem aos berros e começam a chorar..
"Passei a emoção que queria passar,
E de ti então me esqueço,
antes mesmo de me levantar."

Flávio Cardoso

Ode a Bailarina


Fecho os olhos e escuto a voz de uma doce flauta doce.
Ébrio, inebriado por perfumes de flores amarelas
Percebo que tem uma bailarina bailando ao meu redor
Está vestida de assas de borboletas
Traz um chapéu bordado
Um cachecol com cores que não imaginava existirem
Um nariz vermelho de palhaço
Um sorriso encantador, que encanta a minha dor
Seus pés não tocam ao chão
És livre, linda, liberta
O som de sua risada me envolve, esquenta, me devolve
Abro os olhos e me vejo dançando no meio do metrô
Todos do vagão me olham com indignação, reprovação
Cheguei em minha estação, tenho que voltar ao trabalho
... ainda ouço a flauta e sua risada doce.

Chris Borges

O PLEBEU E A BAILARINA


Ele a chama de menina e diz ser ela, bailarina
que dança a vida colorida, revestida de esperança
que sua rima o domina e seu sorriso, lhe fascina
do Cupido, velho amigo, pega flecha e hábil lança

Pensa que a tudo alcança e sem conversa, a domina
versejando canta amor; na contradança, a dor
vai julgando com esmero a verdade que abomina
atrás da mascara sem cor, palavreia com primor

Propagando impropérios, logo vem pisando em cima
curta mente que não sente um passado tão recente
pobre tola apaixonada; equivocada dançarina

Busca sabedoria e vê que o sonho se perdeu
naquele coração de pedra que impetra hipocrisia
a heresia de um infante que só soube, ser plebeu.

Siomara Reis Teixeira

Ó doce Bailarina, o que preciso fazer

O que preciso realizar para poder te ter?'
Recitava um boneco desengonçado,
Tão desengonçado que chegava a ser engraçado.

O espantalho olhava totalmente hipnotizado,
Para o alto da estante, onde ali parada,
Estava uma bailarina imobilizada.
'És tu de novo espantalho?
Já não te disse que não devis vir aqui?
Não posso ir contigo mesmo se houvesse um atalho...
Estou presa aqui, e eternamente vou ficar aqui'

Era sempre a mesma história...
Toda noite o engraçado espantalho,
Saía da caixa de brinquedos,
Montava um castelo com cartas de baralho,
E ia admirar a bailarina da estante.

Não havia o que fazer certo?
O espantalho estava fadado a continuar assim,
A toda noite ter a bailarina tão perto,
Mas nunca tê-la pra si no fim.

Errado,
Aquele espantalho era muito mais que atrapalhado,
Ele era inteligente e esforçado,
Mas foi só quando a presença de um clarão,
Durante a passagem da senhorita gotas de chuva,
Mostrou a seu coração,
Que a bailarina era tão infeliz,
Quanto ele por não tocá-la nem por um triz.

E o espantalho decidiu,
'Você poderia esperar por mim?
Poderia você minha flor de lis,
Esperar a volta de seu serafim?'

A bailarina achou que era mais uma das palhaçadas,
Que o bobo espantalhado fazia para lhe fazer feliz.
E então respondeu inocentemente,
'Só se você prometer que quando retornar,
Nós poderesmo ficar juntos para sempre,
Que este globo aqui não mais vai estar...'
'Eu prometo sim'
E assim iniciava-se as desventuras do espantalho.

Bruno M. Tôp

Sentimento



E a bailarina que não queria mais saber de dançar, trocou tudo que tinha para tentar amar alguém cheio de defeitos, cheio de vírgulas, poréns, alguém que nunca terminava o que começava, alguém que não gostava de pontos finais. - Confesso que particularmente também não gosto, mas quando isso permite que uma história se emende na outra, se misture na outra, é hora de começar a achá-los mais atrativos. A menina que não usava mais suas sapatilhas, dizia sempre a si mesma: “Todos merecem ser amados, independente de quantos defeitos possuam, e principalmente se não souberem amar”. De fato, ela tinha razão, mas ninguém quer entregar o coração à alguém que não saberá o que fazer, alguém que terá medo e não saberá amar-te de igual para igual… Então concluo que não seria justo. Ah menina, o mundo nunca será justo. Quem parte quer ficar, quem fica quer partir, quem já partiu não quer voltar e quem volta não quer sair. Ela se levantava, direcionava o olhar para as sapatilhas esquecidas num canto do quarto, abaixava a cabeça, e em um instante se recompunha… Antes mesmo de cair já estava novamente de pé. Abriu a janela, estava de fato um dia belíssimo, colocou sua melhor roupa, tratou de fazer-te inteira para se dar a alguém que não podia ser nem mesmo complemento. E foi, com a cara e a coragem, foi. Ela não sabia que era especial, mas sabia que podia conseguir o que queria, e que teria de passar por muitas complicações para atingir seu mais alto objetivo. Não sairia ilesa da situação, e não se preocupava com isto. Só queria mesmo poder dizer: “Eu o fiz assim”.

Paola Duarte

BAILARINA – A ESTRELA QUE VOA



Olhando a valsa no teu corpo ereto e virtual,
Com as pernas rodadas pra fora do quadril,
Os joelhos na posição dos pés, é fenomenal,
Nas direções que pulsam emoções no perfil,
Trás na missão da afabilidade o brilho facial.

Traço marcante no teu olhar de tanta alegria,
Show de alvedrio em vôos é a minha bailarina,
Transmitindo o amor em passos com simetria,
Dançando em cada partícula do ar com regalia,
O canto não para e mexe com a alma cristalina.

Haja tanto honor. É a bailarina a mais zelosa flor,
Também chora, sofre e tem como prêmio o palco,
Na magia dos pés e do corpo ela também tem dor,
Voando sem asas, sorrindo sem balizas quão floco,
Desenhando a liberdade estampada no rosto (amor).

Sobressai do límpido riso a mais bela figura dançante,
Num salto na ponta dos pés transmite a paz e ânimo,
É o coração de ouro num petit jeté de lado, é confiante.
Postura forte, elástica de amor nos tornozelos faz arrimo,
Traduzindo em pirouettes, ela gira, gira, gira é arrasante.

É a mais suntuosa expressão da paz entre todos os humanos,
Enquanto danças, imaginas o mundo sem as bestiais guerras,
Esquece de si no bailado que se eterniza nos braços da terra,
Movimentando com leveza o sopro da vida que nunca encerra,
E levas a charge de Deus com aplausos, e o teu poeta venera.

Com carinho à bela bailarina - VivianViVencci

Erasmo Shallkytton

A Bailarina


O sorriso estampado em seu rosto
esboça a leveza em seu corpo;
na ponta dos pés, graciosa.

Serena, pura, vaidosa;
seu charme firme estremece;
meu coração que queima e aquece.

Seu sorriso que marca na mente;
o beijo selado ardente;
que destrói imagens da solidão

Enquanto pisa no chão;
se solta, toca o meu coração.


Ighor Mattos Granado

A bailarina


Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

Cecília Meireles

Ballet Clássico


O termo Balé ou Ballet refere-se a uma modalidade de dança e à sua execução. Esta expressão provém do italiano ballare, com o sentido de ‘bailar’. Ele nasceu justamente na Itália, em pleno Renascimento. Sua origem remonta às apresentações de um estilo teatral conhecido como pantomima, no qual os atores só se expressavam através da fisionomia e de movimentos corporais, normalmente sem preparo prévio.

Os principais postulados do balé se resumem na posição ereta, na prática do en dehors – giro exterior dos membros inferiores -, no corpo vertical e na simetria. O ser humano sempre se expressou através da dança, mas o balé nasceu no fim do século XV, exatamente na cerimônia de casamento do Duque de Milão com Isabel de Ararão. Logo depois, esta arte também floresceu na França, em outra festa nupcial, desta vez celebrando a união entre Catarina de Médicis e Henrique II, em 1533. Neste momento, vários espetáculos foram importados dos italianos.

A experiência foi tão marcante para a rainha que, em 1581, ela criou o Ballet Cômico da Rainha, para uma nova aliança matrimonial, a de sua irmã. A partir de então, a França tornou-se o cenário ideal para o florescer desta dança. Neste país, em 1661, instituiu-se a Academia Real de Dança e, em 1713, foi inaugurada a Escola de Dança da Ópera. O Balé revestiu-se de uma aura nobre, uma vez que até mesmo o Rei Luiz XIV, em sua infância, chegou a cursar aulas desta dança clássica, exibindo-se diante da Corte ao completar 12 anos. Algum tempo depois, o monarca criou a Académie de Musique et de Danse, eliminada em 1780.

A partir de 1830, teve início a fase do balé romântico, com espetáculos como Giselle. Quando esta era entrou em declínio, o pólo de criação deslocou-se de Paris para São Petersburgo, na Rússia. Foi um russo, Serge Diaghilev, que inaugurou o período do balé moderno, com uma companhia própria. Neste cenário apareceram artistas que se tornariam famosos, como Pavlova, Nijinsky, entre outros. Era o impulso inicial para a geração da Escola Russa de Balé, que se disseminaria principalmente pelos EUA e pela Inglaterra. Na década de 60, consagra-se o Bolshoi de Moscou, até hoje celebrado em todo o mundo.

Os balés de repertório, muito comuns, são aqueles que se inspiram em temas musicais famosos, por isso mesmo responsáveis pelo sucesso das companhias que deles extraíram a essência necessária para a montagem de seus espetáculos, principalmente no solo europeu. Algumas destas montagens mais célebres são Coppélia, de Léo Delibes; O Pássaro de Fogo, de Igor Stravinsky; O Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes, ambos de Tchaikovsky.

Em nosso país, o primeiro espetáculo de balé clássico foi montado em 1813, no Rio de Janeiro, nos palcos do Real Teatro de São João, com a direção de Lacombe. Mas esta arte só floresceu no Brasil no século seguinte, com a celebração das companhias russas de Diaghilev e de Pavlova, na mesma cidade, só que agora no Teatro Municipal. Posteriormente, nasceram talentos como os de Dalal Achcar, Márcia Haydée, Tatiana Leskova, Ana Botafogo, entre outros.