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Já li muito sobre o amor
Você sabe sou compulsivo
Por leitura, e a grande maioria deles
Poetas, diferencia o modo como se ama
Uns preferem a noite, outros o dia
O sol, a lua, uma cor predileta
Talvez eles estejam certo
Afinal, você sempre me definiu
Como louco
Eu não diferenciava nada,
Dia, noite, sol, chuva
Imagine... Tudo era igual
Qualquer dor
Tudo tornava-se igual
Por ter teu amor...
Não me preocupo
Aplauso aos poetas
Toda as glórias a eles
Prefiro meu amor, sei que não é
Uma amor louco
Afinal, para defini-lo
Louco é pouco.
Edmilson Lourenço
A leitura é o veiculo possante
Que tem sempre as portas bem abertas
Leva o sábio a grandes descobertas
Deixa sábio o pior ignorante
Gentilmente conduz o curioso
Por estradas sem pedras ou torrão
Prosa ou verso, soneto ou redação
Faz do fraco guerreiro valoroso
Mesmo tendo uma forte propulsão
O seu tanque precisa abastecer
Mas não tem no mercado pra comprar
Pra você ingressar neste avião
Duas coisas terá que oferecer
Interesse e total dedicação.
Prof. Zeca
No profundo dos seus olhos;
No silêncio das suas palavras;
Na expressão do seu sorriso,
Na certeza incerta das suas respostas;
Na reflexão das suas idéias;
No tocar das suas mãos;
No beijar dos seus lábios;
No bailar do seu corpo;
No sabor da sua boca;
Na gentileza do seu ser;
Vi meu ser completamente misturado ao seu;
Meu corpo no seu corpo;
Meus braços nos seus abraços;
Meu sorriso envolvido ao seu encanto;
Meu coração no compasso do seu;
Minha respiração ofegante junto a sua, no mesmo instante;
Vi-me despida de minha vaidade, crenças, medos e receios;
Apenas meu eu em frente ao seu;
Um momento eterno, mágico e especial;
E uma leitura perfeita de nós.
Creuni Poliana Almeida
Ler é o melhor remédio.
Leia jornal...
Leia outdoor...
Leia letreiros da estação do trem...
Leia os preços do supermercado...
Leia alguém!
Ler é a maior comédia!
Leia etiqueta jeans...
Leia histórias em quadrinhos...
Leia a continha do bar...
Leia a bula do remédio...
Leia a página do ano passado perdida no canto da pia enrolando chuchus...
Leia a vida!
Leia os olhos, leia as mãos. Os lábios e os desejos das pessoas...
Leia a interação que ocorre ou não entre física, geografia, informática, trabalho, miséria e chateação...
Leia as impossibilidades...
Leia ainda mais as esperanças...
Leia o que lhe der na telha...
...mas leia, e as idéias virão!
Luís Fernando Veríssimo
Hoje é um dia para ser comemorado por quem ama ler, afinal hoje , no dia 29 de Outubro, comemoramos aqui no Brasil o " DIA NACIONAL DO LIVRO"
Essa data foi escolhida para homenagear a fundação da Biblioteca Nacional, que foi criada em 1810
.
(Mas um pouco antes disso, se iniciou o movimento editorial no Brasil, em 1808, quando D.João VI criou a Imprensa Régia. O nosso primeiro livro publicado foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga, mas nessa época, a imprensa sofria a censura do Imperador. Só na década de 1930 houve um crescimento editorial, após a fundação da Companhia Editora Nacional pelo escritor Monteiro Lobato, em outubro de 1925)
Parabéns a todos que amam ler que tornam esse um dia especial- Parabéns pelo Dia Nacional do Livro!!

“Onde tem gente, que é um potencial leitor, eu levo o livro". A frase é do produtor cultural Clóvis Matos, que transformou uma antiga caminhonete em uma biblioteca móvel e percorre bairros da Grande Cuiabá oferecendo cultura de forma gratuita. Clóvis criou o projeto Inclusão Literária e conta que já distribuiu mais de 20 mil livros durante suas andanças com a caminhonete abarrotada de obras da literatura. Na data em que é comemorado o Dia Nacional do Livro, 29 de outubro, o G1 conta a história do produtor que cresceu apaixonado pela arte e transformou essa paixão em inspiração para semear cultura pela capital mato-grossense.
Clóvis Matos dirige sua biblioteca móvel pela cidade à procura de leitores. Vai a ruas, avenidas e escolas para oferecer livros à população. Segundo ele, quando trabalhou em um livraria percebeu que as pessoas entravam e, ao pegarem um livro, passavam horas lendo no local. Porém, não levavam os livros para casa porque não tinham condições financeiras para adquirir as obras. “Após constatar isso, eu comecei a pensar em algo que pudesse usar para levar os livros até a comunidade. Foi assim que nasceu o projeto Inclusão Literária”.
De acordo com o idealizador do projeto, ele criou uma forma de receber as doações de livros e por sua vez levá-los até os lugares mais longínquos. “As doações eu transformo em pequenas livrarias. Também deixo vários livros nas praças, nas ruas, em pontos de ônibus e distribuo os livros em diversos lugares onde minha biblioteca móvel pode chegar. As pessoas chegam, param, olham e acabam levando os livros sem problemas”, relatou Matos.
Desde a infância
Antes de inciar a carreira de incentivador cultural, Clóvis relatou que tudo começou quando ainda era um garoto de nove anos de idade. Ele conta que sua família tinha um hotel em uma cidade do interior de Goiás, que fornecia energia para um cinema que funcionava nos fundos do local. “Era só eu pular o muro que já estava de frente para o cinema, além de não precisar pagar nada”, salientou.
Biblioteca móvel percorre bairros em Cuiabá
(Foto: Marcelo Ferraz/G1)
Foi nesse ambiente que Clóvis cresceu assimilando a cultura dos filmes que passavam no fundo da sua residência. “Assisti a centenas de filmes de todos os gêneros. Acabei me especializando em observar a construção técnica que cada cena emitia e sua profusão poética”, revelou Clóvis.
Com essa energia voltada para a cultura, o criador da biblioteca móvel também teve a ideia de, além de levar os livros para as zonas urbanas e rurais, produzir oficinas sobre produção de vídeos nas escolas públicas. “Já tive o prazer de ver os antigos alunos que receberam a nossa oficina vencer concursos culturais. Isso, para mim, é muito gratificante”, pontuou Matos.
No entanto, Clóvis disse que hoje em dia não segue um roteiro programado com sua biblioteca móvel. Ele ressalta que qualquer lugar onde tem gente, ele para o caminhão e começa a troca cultural com as pessoas doando e recebendo livros. “Eu paro em qualquer lugar, na periferia, nos shoppings e até nas zonas rurais", frisou.
Para Jucineide Neves, diretora da Escola Municipal Udeney Gonçalves, receber a visita de Clóvis foi uma grande alegria. “Foi um grande avanço para nossos alunos. Porque realmente foi um despertar para a cultura, para as artes. E essa arte, no caso, é o cinema, os livros. Os alunos depois da visita do Clóvis me pediram para comprar uma câmera de filmar. Agora, eles já estão produzindo vídeos. O mais incrível é saber que quem participou dessas oficinas são os alunos que mais se destacam na escola”, ressaltou a diretora.
Fonte :- G1
Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Martha Medeiros
Terminei recentemente de ler o quarto livro de George R. R Martin, “O Festim dos Corvos”, este autor cria um ambiente para seus leitores de forma inusitada, a novidade de, ao invés de usar capítulos intitulados, separar os acontecimentos pelos nomes dos personagens é incrivelmente criativo. Criando assim, diversas histórias dentro de uma e com variados personagens centrais. Porém o nascer de seus heróis segue o padrão. Padrão que percebemos em todas as histórias, seja D. Quixote de Cervantes, o Candido de Voltaire e também até no personagem de Kafka (Josef) no livro “O Processo”, todos a começar com Jó na bíblia, quando Deus o faz sofrer e o prepara para ser o exemplo de conduta para a posteridade. O herói tem que sofrer para se tornar o vencedor das tormentas, pois só assim, ele estará preparado para vencer, só quem passa pelas dificuldades sabe como alcançar a vitória e se tornar o herói. Tanto na ficção quanto na realidade.
Lucio Sá
Desde que cresci descobri que os super-heróis de desenho, não existiam - não vou negar tive certa decepção - aqueles homens com poderes sobrenaturais, capazes de levantar um avião com uma mão ou prever o futuro. Hoje fiquei pensando e descobri que existem muitos heróis ao redor da gente - na verdade todo mundo tem seu lado herói. Uma mulher grávida tem o poder da força, paciência e beleza; um idoso o poder da sabedoria e da educação; uma garota o poder de sorrir mesmo estando com o coração torturado, o poder da resistência sendo capaz de andar com um salto de 4 cm; um garoto o poder de ignorar o que os outros falam; o homem o poder de ser capaz de fazer ”quase” tudo pela mulher amada - lembrando que há uma grande diferença entre homem e moleque -, também tem o poder de pegar um ônibus lotado e mesmo sabendo que o salário do mês não custará o valor do seu suor; uma mulher de trabalhar o dia todo e chegar em casa com paciência de brincar com os filhos, e ainda ser delicada como uma rosa com seu marido a noite.
Agora te pergunto. Você sabe onde estão os super-heróis?
Luan Cunha
Necessidade imperiosa
Ávidos sentimentos, ímpetos
Heróis, vilões, Eros e Thanatos
Intrigas da vida enganosa
Domínio é coisa preciosa
Mas não prossigo meus projetos
Estarei em escopos completos ?
Triste fim, vivo, vida penosa
Porém, existe solução assim
Algo mais forte que vive em mim
Ele é o Espirito Santo
Muda minha vida, livre, enfim
Deus de verdade, amor sem fim
É Rei dos Reis só Ele é Santo.
Silas Leão Fernandes