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domingo, 21 de abril de 2013

Doce encontro, doce Lírio.

Meus olhos resolveram desejar aquele lírio, aquela flor.
Salpicada de delicadezas, simplesmente me encantou.
Em meio ao verde, sua brancura salta e reluz.
Seu cheiro raro me entontece, já nem sei aonde vou.

O destino nos coloca de frente com coisas simples.
De repente numa manhã como outra qualquer.
Você me aparece do nada, me inspira e me faz criar.
Uma poesia para uma flor em forma de mulher.

Lírios, lírios: nos campos, espalham um mar de beleza.
Carregam em si toda força da simplicidade.
Deitam e se levantam ao doce sabor do vento.
Tens o cheiro do amor e a fragrância da felicidade.

Um raro encontro se dá assim, quando menos se espera.
Uma flor que quando se abre, explode em sensações.
Afasta todo mal a sua volta, com um sorriso iluminado.
Une almas que nunca se viram, numa sintonia de paixões.

Meu presente é você.

Feridas abertas, mal curadas, quanta dor.
Sufocado, desacreditado do ar que respirava.
Mãos que tateavam o medo e o impalpável.
Cambaleante, sem força ou destino, andava.


Contaminado pelos rancores, cheio de dissabores.
Mirando o nada pela frente, apenas esperava.
Esperança que só amargava um coração vazio.
Fitando um final incerto, uma luz incomodava.


Olhos cansados, que ao escuro se acostumaram.
Noite infinita que em pesadelo se transformava.
Depois de cair cansado, sentindo o gosto do chão.
Levantei em busca daquela luz que me chamava.


Abrindo os olhos lentamente, logo pude desvendar.
Era você com seu com seu brilho que me esperava.
Sem entender, apenas senti o que meu coração dizia.
Um silêncio cheio de verdades que em mim brotava.


Aquele nevoeiro foi se dissipando e um clarão surgia.
Tomando fôlego, respirando fundo o ar que me faltava.
Renasciam em teus abraços todos os sonhos enterrados.
Uma alegria que ressurgia, enchendo-me de vida estava.


As vendas d´alma foram caindo, as amarras se desatando.
Fui logo percebendo o sentido que minha vida tomava.
Era o destino sorrateiro me levando em sua direção.
Mostrando que você era um presente que eu ganhava.

Saibam como organizar seus Livros



Os apaixonados por livros sabem bem que manter seu acervo organizado de forma eficiente não é tarefa das mais simples. Conheça algumas dicas para manter esse tesouro a salvo da bagunça do dia-a-dia.

O primeiro passo é separá-los de acordo com a frequência de leitura. Este é um bom momento para separar aqueles que já não são lidos há muito tempo, não apresentam mais interesse ou estão desatualizados.

Dependendo de qual situação se encaixam, podem ser vendidos para sebos, doados ou até mesmo reciclados.

Feito isso, a sugestão é que os livros sejam agrupados pelo gênero (romance, drama, biografia, etc.) e posteriormente por ordem alfabética (primeiramente por título e posteriormente por autor).

Uma outra forma, mais simples e também bem interessante, é organizá-los por tema (culinária, viagens, arte, fotografia, etc.). Se você possui muitos livros que se encaixam nesse perfil, arrume-os em ordem alfabética (novamente por título e posteriormente por autor) e coloque-os em uma prateleira a parte.

Para os que gostam de adotar na decoração um estímulo mais visual, uma boa opção é organizar o acervo pela cor das lombadas. Neste caso, esqueça tudo que mencionei acima e apenas separe-os pela cor, dispondo-os nas prateleiras de forma divertida.

Livros infantis devem sempre ser mantidos nas prateleiras mais baixas, facilitando o acesso das crianças e incentivando a leitura. Neste caso, basta guardá-los do maior para o menor.

Para decorar e ao mesmo tempo organizar, separe alguns livros bem interessantes e disponha-os em cima de uma mesa de centro, dentro de cestos de vime pela casa ou em aparadores.

Onde guardá-los? Essa de fato é uma boa pergunta. O local escolhido para colocá-los influencia diretamente na conservação e na durabilidade das obras.

O essencial é que o local escolhido seja muito bem ventilado, preferencialmente, em estantes com fundo protetor ou a uma distância razoável de paredes úmida, evitando assim qualquer contato da superfície úmida com o papel.

Tiradentes

Tiradentes



Tiradentes foi um mártir da inconfidência mineira. Recebeu esse apelido porque era dentista, mas seu nome era Joaquim José da Silva Xavier.

Tornou-se mártir porque lutou pela liberdade do Brasil do domínio português, principalmente do Estado de Minas Gerais, onde era feita a extração de ouro em grandes quantidades.

A essa luta, esse movimento, deram o nome de Inconfidência Mineira, que aconteceu no ano de 1789, pois o povo brasileiro pagava impostos caríssimos para Portugal, sendo que eles se apossavam de nossas matérias primas para vendê-las para o restante da Europa, ou seja, Portugal tomava as riquezas do Brasil e ainda cobrava impostos por isso, enriquecendo às nossas custas.

Museu da Inconfidência
Como principais objetivos dessa luta tinham: a autonomia dessa província; formar um governo republicano que não dependesse mais de Portugal, onde seu presidente seria Tomás Antônio Gonzaga; fazer de São João Del Rei a capital; construir uma universidade nesta cidade e libertar apenas os escravos nascidos no Brasil.

Porém Tiradentes e os outros inconfidentes foram denunciados ao governo de Portugal, e acabaram sendo presos juntamente com seus opositores. Tiradentes assumiu sozinho a responsabilidade do movimento e foi condenado à morte.

No dia 21 de abril de 1792, na cidade do Rio de Janeiro, percorreu o trajeto até a cadeia pública, onde o governo aproveitou-se da situação para mostrar seu poderio contra manifestantes de ideologias contrárias, como forma de inibir outras manifestações. Após a leitura da sentença que o condenava, morreu enforcado. Neste dia é feriado nacional, em homenagem à sua morte.

Na cidade de Ouro Preto está localizado o Museu da Inconfidência Mineira, mais precisamente na Praça Tiradentes, preservando a memória dessa parte histórica da região. Além desses, o museu também possui documentos históricos do ciclo do ouro no Brasil, com obras de Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde.

Por Jussara de Barros
Pedagoga
Equipe Escola Kids

sexta-feira, 19 de abril de 2013



Quando estás vestida,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.

(Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.

Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.

Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua
Lira abdominal.

Teus exíguos
- Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos -

Brilham.) Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!

Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.

Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto
Baixo num mergulho
Perpendicular.

Baixo até o mais fundo
De teu ser, lá onde
Me sorri tu'alma
Nua, nua, nua...

Manuel Bandeira

A Cópula



Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme e turgescente.

Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente

Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra

E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.

Manuel Bandeira

O BICHO




VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

Manuel Bandeira

Meu Quintana


Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.

Manuel Bandeira

ARTE DE AMAR


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.Manuel Bandeira

“Quero a delicia de poder sentir as coisas mais simples”

“Quero a delicia de poder sentir as coisas mais simples”, confessou Manuel Bandeira, poeta brasileiro contemporâneo do ideal e dos artistas que viveram a Semana de Arte Moderna de 1922.