Um dia cheguei a escrever Vários poemas. Mas o tempo passou e eu Parei de escrever o que Mais gostava só para saber Como as pessoas eram de verdade. Vi que eu não era um ser igual a eles, Pois gostava de criar vários mundos. Então acabei me apaixonando por uma Mulher que gostava de cálculos e eu Não conseguia entender como, pois gosto de letras. Os dias foram passando e vi que ela não era mesmo Para mim, pois eu gostava dela ,mas ela me odiava. Isto me deixou desanimando. Mas fazer o que ? Voltei a navegar no mundo das palavras E deixe elas me levar, mas não havia adiantado. Então vi que elas precisava de alguém que as usa sem Foi então que vi um papel e uma caneta e voltei a escrever. Nisto depois vi que era este mundo a quem eu pertencia e A quem as palavras precisava de um Poeta da Madrugada. Escrito por Alex Lopes Ozorio,O Poeta da Madrugada
Não a outra, mas essa: a que do Sítio nos aponta o ocidente E depois outras rotas para todos os quadrantes: a praia de dentro o jardim de fora e do fundo da nossa pequena silhueta - morte que se negou.
A solidão da praia do Norte o assombro da luz que alimenta a penumbra Tudo o que por alegria calamos num passo estugado e um pouco temeroso Não importa, dizias tu, além é o mundo e ouve-nos - pequeno veraneante de roupas coloridas que a alguém entregou sua voz seu segredo seu nítido momento.
E agora não a outra mas tu a que não entra nessa história sagrada em que Ester colocou seu cântaro perto do muro caiado e que em Azarias achou seu derradeiro refrigério A mão a asa perfeitamente modelada e depois seu abalar para sempre, seu trespassado e imperfeito corpo até à claridade - bóias barcos refluir de vagas as máquinas fotográficas ao ritmo do que de longe a serra da Pederneira conserva e permite.
Não a outra mas tu a que outrora vi entre céus e uma sombra fugaz Meu íntimo refúgio igual a mil a cem a um apenas. As flores os fogareiros para o trabalho do peixe a jorna entregue a quem na memória retém surpresa e saudade
ou simplesmente no cimo da falésia avistou horizontes ruas incólumes a escuridão das dunas. Nicolau Saião
É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira Caingá, candeia, é o Matita Pereira É madeira de vento, tombo da ribanceira É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumueira É a chuva chovendo, é conversa ribeira Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira Passarinho na mão, pedra de atiradeira É uma ave no céu, é uma ave no chão É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho No rosto o desgosto, é um pouco sozinho É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando É a luz da manhã, é o tijolo chegando É a lenha, é o dia, é o fim da picada É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama É o carro enguiçado, é a lama, é a lama É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração Pau, pedra, fim, caminho Resto, toco, pouco, sozinho Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração.
“A moça da foto se chama Katie Kirkpatrick, de 21 anos. Que se casou com seu noivo Nick, de 23. A foto foi tirada pouco antes da cerimônia de casamento dos dois, realizada em 11 de janeiro de 2005 nos Estados Unidos. Katie tem câncer em estado terminal e passava horas por dia recebendo medicação. Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos estarem apresentando falência e ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e fez questão de cuidar do máximo de detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perdia peso todos os dias devido ao câncer. Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. Katie morreu 5 dias após o casamento. Esta história corre pela internet como sendo real. Não duvido da veracidade, pois as fotos do casamento venceram um concurso americano de jornalismo. De qualquer forma, ver uma menina tão debilitada vestida de noiva e com um sorrisão nos lábios faz a gente pensar se a vida é mesmo tão complicada. Por isso eu repito:
A vida não se conta pelas vezes que respiramos… Mas pelos momentos em que nos faltam o ar!!!”.
No dia 8 de abril de 566 a.C., nascia Siddartha Gautama, o Buda, religioso e filósofo indiano.
Siddartha nasceu em Lumbini, atual Nepal, filho de um grande rei. Sua vida é conhecida através de textos budistas. Segundo estes textos, Siddartha levou uma vida relativamente mundana até os 29 anos.
Nesta idade, entrou em contato com o sofrimento humano e passou a ter uma vida mendicante e longe dos prazeres mundanos. Segundo a tradição budista, ele atingiu a iluminação aos 35 anos, e passou a ser conhecido como Buda, que significa "o desperto, o iluminado, aquele que sabe".
A partir de então, Buda peregrinou para várias regiões, ensinando como alcançar o Nirvana, estado mental e espiritual de libertação e felicidade.
Morreu aos 80 anos, seu corpo foi cremado e suas cinzas foram entregues como relíquias e divididas entre vários governantes.