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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Vale a pena ler...



"Alguns relacionamentos são produtivos e felizes. Outros são limitantes e inférteis. Infelizmente, há de ambos os tipos, e de outros que nem cabe aqui exemplificar. O cardápio é farto. Mas o que será que identifica um amor como saudável e outro como doentio? Em tese, todos os amores deveriam ser benéficos, simplesmente por serem amores. Mas não são. E uma pista para descobrir em qual situação a gente se encontra é se perguntar que espécie de mulher e que espécie de homem a sua relação desperta em você. Qual a versão que prevalece? A pessoa mais bacana do mundo também tem um lado perverso. E a pessoa mais arrogante pode ter dentro de si um meigo. Escolhemos uma versão oficial para consumo externo, mas os nossos eus secretos também existem e só estão esperando uma provocação para se apresentarem publicamente. A questão é perceber se a pessoa com quem você convive ajuda você a revelar o seu melhor ou o seu pior. Você convive com uma mulher tão ciumenta que manipula para encarcerar você em casa, longe do contato com amigos e familiares, transformando você num bicho do mato? Ou você descobriu através da sua esposa que as pessoas não mordem e que uma boa rede de relacionamentos alavanca a vida? Você convive com um homem que a tira do sério e faz você virar a barraqueira que nunca foi? Ou convive com alguém de bem com a vida, fazendo com que você relaxe e seja a melhor parceira para programas divertidos? Seu marido é tão indecente nas transações financeiras que força você a ser conivente com falcatruas? Sua esposa é tão grosseira com os outros que você acaba pagando micos pelo simples fato de estar ao lado dela? Seu noivo é tão calado e misterioso que transforma você numa desconfiada neurótica, do tipo que não para de xeretar o celular e fazer perguntas indiscretas? Sua namorada é tão exibida e espalhafatosa que faz você agir como um censor, logo você que sempre foi partidário do “cada um vive como quer”? Que reações imprevistas seu amor desperta em você? Se somos pessoas do bem, queremos estar com alguém que não desvirtue isso, ao contrário, que possibilite que nossas qualidades fiquem ainda mais evidentes. Um amor deve servir de trampolim para nossos saltos ornamentais, não para provocar escorregões e vexames. O amor danoso é aquele que, mesmo sendo verdadeiro, transforma você em alguém desprezível a seus próprios olhos. Se a relação em que você se encontra não faz você gostar de si mesmo, desperta sua mesquinhez, rabugice, desconfiança e demais perfis vexatórios, alguma coisa está errada. O amor que nos serve e nos faz evoluir é aquele que traz à tona a nossa melhor versão"
(Martha Medeiros)

Vamos investir em Saúde e Educação

Um país que tem uma das piores índice de educação no mundo irá gastar 172 MILHÕES COM O CARNAVAL, por que não investe na EDUCAÇÃO E NA SAÚDE QUE REALMENTE É NECESSÁRIO QUE IRÁ FAZER O PAÍS CRESCER AINDA MAIS E IRÁ SE DESTACAR NO MUNDO COMO UM PAÍS QUE TEM UMA BOA EDUCAÇÃO E  SAÚDE ..... 


O que vocês acham galerinha ?

O que vocês acham ?

É muitas das vezes os animais são mas amigos que muitos seres humanos que segundo a ciência fala que nós samos superiores a eles será mesmo eu acredito que não e vocês?

Eu já vivi está cena e vocês

Tem gente que quer estudar e não tem oportunidade e os que tem não dão valor

Infelizmente é esta a realidade tanta gente querendo estudar e não consegue e os que realmente pode estudar não dão valor....

Realmente está é a realidade

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A sensibilidade do ser humano é 'animal'.


Hoje, enquanto pedalava com um amigo na Av.Paulista, me deparei com uma cena bem diferente: um morador de rua que, seguido por um cachorro, empurrava um carrinho cheio de filhotinhos que, por onde passava, despertava suspiros e atraia olhares curiosos para os pequenos animaizinhos que brincavam entre si.

Me aproximei do garoto que preferiu não falar seu nome e tive uma breve conversa com ele. O rapaz não se mostrou muito aberto e queria sair logo dali. Logo percebi o motivo. Os mesmos 'suspiros e olhares' que ele atraia, logo se aproximaram e tornaram-se ofertas de ajuda para cuidar dos animais assim como expressões invazivas e desmedidas de puro preconceito.

Obviamente, o rapaz não estava se sentindo nem um pouco à vontade naquela situação. Na verdade, estava sendo julgando por um bando de domingueiros que sequer o conheciam e, mesmo assim, ofereciam ajuda aos seus animaizinhos. Constatei, ali, uma triste realidade.

O que me tocou e me levou para perto daquele morador de rua, não foi seu aspecto magro ou o evidente esforço que fazia para empurrar aquele carrinho cheio de filhotes debaixo de sol forte, em plena Av.Paulista. O que, de fato, me sensibilizou e também mobilizou todos aqueles que passaram a literalmente cercá-lo, foram os 'pobres' animaizinhos que, segundo nosso puro preconceito, se encontravam em 'apuros' naquela 'triste' situação.

Algumas pessoas perguntaram se os animais estavam à venda e o garoto respondia que não, que os animais ainda estavam mamando e que, mesmo se não estivessem, não pretendia vender nenhum deles. Uma senhora chegou a dizer que aquilo era uma "judiação", e o garoto, já exasperado, questionou a mesma argumentando que judiação seria permitir que os filhotes fossem retirados da mãe.

Muito sem graça e em meio a dezenas de domingueiros, o garoto pediu para se retirar e se despediu com um tímido sorriso. Agradeci pela atenção e também me retirei daquele cerco que havia se formado em nossa volta. Ainda chocado, voltei a pedalar questionando meus valores e os valores de todos que se aproximaram daquele simples 'exemplo' de existência que acabou cruzando nossas vidas nesta tarde de domingo.

Se soubéssemos como nos relacionar e tivéssemos mais certezas sobre nossos valores, na certa, não teríamos nos aproximado daquele rapaz em função dos animais. Teríamos, talvez, tentado ajudar e entender sua difícil realidade, sem ácidos e preconceituosos julgamentos. Teríamos, enfim, sido mais humanos e menos animalescos.

No fundo, ainda temos dificuldade de acreditar que as pessoas tenham princípios e valores, mesmo sem ter muito acesso aos "bens de consumo" que tanto enaltecemos, numa falsa associação que teimamos em cultivar.

Pois é. Falta sensibilidade e sobra preconceito em muitas das "principais" calçadas do nosso país.

Que esta experiência sirva pra reavaliarmos nossas condutas à luz de nossos próprios valores. Como tão bem fez o simples rapaz ao defender seus bichinhos, afastando-se de nós. 

A Forma Justa



"Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo.

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo."

(Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas')

HOJE NA HISTÓRIA ...


No dia 5 de fevereiro de 1936, ocorre o lançamento de "Tempos Modernos", filme de Charles Chaplin. O filme faz uma crítica à sociedade industrial e seus desdobramentos, no auge da crise econômica mundial (pós-1929).
Além disso, aborda temas polêmicos na época, como alienação do trabalho e comunismo. A relação homem x máquina também vai ser destaque no discurso final do filme "O Grande Ditador" (1940), também de Chaplin.

Na imagem, cena clássica de Tempos Modernos, mostrando o ser humano dentro das engrenagens da fábrica.