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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O Sino

O sino da minha aldeia,
 Dolente na tarde calma,
 Cada tua badalada 
Soa dentro de minha alma.
 E é tão lento o teu soar, 
Tão como triste da vida, 
Que já a primeira pancada 
Tem o som de repetida. 
Por mais que me tanjas perto
 Quando passo, sempre errante,
 És para mim como um sonho. 
Soas-me na alma distante. 
A cada pancada tua, 
Vibrante no céu aberto,
 Sinto mais longe o passado, 
Sinto a saudade mais perto.

Faça como a Águia



Quando as tempestades da vida
Surgem escuras à minha frente,
Me recordo de maravilhosas palavras
Que uma vez eu li.
E digo a mim mesmo:
Quando pairarem nuvens ameaçadoras,
Não dobre suas asas
E não fuja para o abrigo.
Mas, faça como a águia,
Abra largamente as suas asas
E decole para bem alto,
Acima dos problemas que a vida traz.
Pois a águia sabe
Que quanto mais alto voar,
Mais tranqüilos e mais brilhantes
Tornam-se os céus.
E não há nada na vida
Que Deus nos peça para carregar
Que nós não possamos levar planando
Com as asas da oração.
E ao olhar para trás
Verá que a tempestade passou,
Você encontrará novas forças
E ganhará coragem também.

Para Isso Fomos Feitos

Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:

Para lembrar e ser lembrados

Para chorar e fazer chorar

Para enterrar os nossos mortos

Por isso temos braços longos para os adeuses

Mãos para colher o que foi dado

Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:

Uma tarde sempre a esquecer

Uma estrela a se apagar na treva

Um caminho entre dois túmulos

Por isso precisamos velar

Falar baixo, pisar leve, ver

A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:

Uma canção sobre um berço

Um verso, talvez de amor

Uma prece por quem se vai

Mas que essa hora não esqueça

E por ela os nossos corações

Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:

Para a esperança no milagre

Para a participação da poesia

Para ver a face da morte

De repente nunca mais esperaremos...

Hoje a noite é jovem; da morte, apenas Nascemos, imensamente.

Poema de Natal

Fernando Pessoa

Natal... 
Na província neva.
 Nos lares aconchegados,
 Um sentimento conserva 
Os sentimentos passados.
 Coração oposto ao mundo, 
Como a família é verdade ! 
Meu pensamento é profundo
, Estou só e sonho saudade.
 E como é branca de graça
 A paisagem que não sei, 
Vista de trás da vidraça 
Do lar que nunca terei!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Pede ajuda

Pede ajuda, a nosso bom Deus pra trabalhar
E trabalha pra sua família sustenta

Corre ali, limpa La, sem ter uma trégua a descansar
Vai pra La, vem pra Ca, sempre um patrão a reclamar

Na segunda feira ele vai trabalhar,
Com a cabeça erguida mais sem descansar.
E não marca bobeira e nem mesmo faz cera
...bis
?pra continuar?
E na hora do almoço uma hora sagrada
Ele pega a panela e vem fazendo a batucada...
E o bicho pega, ele não nega, ele se entrega - quando
a rapaziada começa a cantar

REFRÃO
E já deu sua hora e sem olhar pra traz
Ele corre pro ponto sempre duas horas a mais a lotação
lotada, gente sempre indignada

?Amanhã é outro dia... e tem muito mais?
E ao chegar a casa querendo respeito
Sua mulher, gritando CADÊ O DINHEIRO DO EMPREGO?
Ele descobre não importa o que aconteça é no
serviço...
Que tem mais sossego.

Willians Marques

Venho somente, agradecer.

Primeiro a Deus, por me permitir estar aqui.
Depois a minha família, por me apoiar a estar aqui.
Aos meus dirigentes por me confiarem continuar aqui.
E a todos os meus colegas de trabalhos por me suportar até aqui.

Bom Pessoal,

Posso classificar que este ano que termina como um ano maravilhoso. Um ano onde foi possível realizar vários sonhos e um ano em que todos nós estivemos rodeados de saúde e paz.
Isso é importante. Aliás, isso não é somente importante, é primordial.
Aproveito para pedir desculpas pelos momentos que estive ausente ou que não me foi possível atendê-los. Mil perdões.

Gostaria de desejar a todos vocês um Ano Novo de saúde plena, de humor inigualável e uma disposição sem precedentes.
Que este ano de 2013 não seja simplesmente mais um ano e sim o ANO DE NOSSAS VIDAS.

Cláudio M. Assunção

A cebola e a arvore de natal.


Uma família feliz esta a mesa de jantar quando o filho faz uma pergunta:
-Pai,quantos tipos de seios existem?
O pai surpreso responde:
Bem,existem três tipos de seios.Aos 20 anos a mulher tem seios como melões firmes e pontiagudos. Aos 30 e aos 40 eles são como peras,ainda belos,porem um pouco caídos ..Aos 50 anos os seios ficam como cebolas...
Como assim?
Sim filho,quando você olha pra eles fica com vontade de chorar.
Depois dessa resposta,a filha é quem pergunta para a mãe:
-Man,quantos tipos de tênis existem?
A mãe olha para o marido e responde:
Bem filhinha,um homem passa por três fases bem distintas.Aos 20 anos o tênis é como um pé de cana, respeitável e firme.Dos 30 aos 40 anos o tênis é como uma banana, Flag mas comestível.
Pois os 50 anos o tênis fica como uma arvore de natal.
-Como assim?
A mãe responde:
Morto da raiz ate a ponta e as bolas ficam penduradas como decoração,e o pior a gente monta so uma vez por ano pra termos um natal feliz.

Fopenze

Uma força


A força do sonho menino.
É suor que aflora no seio da família.
Nasce também, na escola e na briga do jogo de bola.
A inspiração do Criador forjando seu espírito,
Despertando-lhe uma LUZ que lhe impulsiona a alma.
- Dirigi seus passos, meu Senhor!
Grita a mãe em oração...
E ELE revela as ferramentas certas à medida que a jornada avança.
As mãos,
Vão ganhando destreza e habilidade.
Os braços,
Finos, já mostram alguma musculosidade.
As pernas e o tronco,
Transformaram o menino de cabelo castanho,
Criando com o tempo, o primeiro fio branco.
A certeza do sonho, do ontem menino, empurra-o à frente,
Mostrando que as marcas da mão
Vão também no coração.
Os olhos,
Revelaram-lhe cores e dores de uma longa caminhada,
Do qual o menino de ontem e o homem de hoje,
Construíram juntos de um sonho,
A própria realidade.

Carlos Vitor dos Santos Mailart.'.

FASES


Todos nós passamos por fases de carências,

Carência de amigos, da família, de um namorado, de trabalho,enfim, nós sentimos falta de algo ou alguém,

E quando estamos nessa fase, ficamos muito fragilizados e sensíveis as coisas que acontecem ao nosso redor.

Quando o dia está lindo com sol brilhando, sentimos falta de nossos amigos e familiares.

Quando o dia está chuvoso e frio, sentimos falta de alguém para ficarmos bem agarradinhos,

Quando nos sentindo inúteis, sentimos falta de um trabalho,

Sempre estamos procurando algo que nos complete,mas e nem sempre temos tudo ao mesmo tempo e quando temos, não dura por muito tempo.

Com o tempo aprendi que as coisas que sentimos falta servem para darmos valor e nunca desistir de encontrar a felicidade e de conquistar nossos sonhos, mesmo que sejam os mais loucos.

Com o tempo aprendi, que a maior felicidade se encontra nas pequenas coisas e nos pequenos gestos.

Um simples sorriso representa uma grande riqueza e um grande amor torna-se algo impagável,

Temos que sempre ir em busca de nossos objetivos e nunca desistirmos quando nos sentirmos fragilizados e carentes.

Priscila Souza

Moça Linda Bem Tratada


Moça linda bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor.

Grã-fino do despudor,
Esporte, ignorância e sexo,
Burro como uma porta:
Um coió.

Mulher gordaça, filó,
De ouro por todos os poros
Burra como uma porta:
Paciência...

Plutocrata sem consciência,
Nada porta, terremoto
Que a porta do pobre arromba:
Uma bomba
.

Mario de Andrade