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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O caipira e a Tiriva



"Meu cumpadre, meu amigo,
Escute o que vou falá:
Dei um tapa na peroba
Derrubei jacarandá,
Já carcei chinelo em cobra
E abracei tamanduá;
Conversei com uma tiriva,
No pé do jequitibá...
Contou entristecida,
Que tinha que se mudá,
Jogaram veneno nas roça,
Pulverizaram os mangueirá.
Bateu asa, foi-se embora,
Fazendo kri kri kra kra.
E fiquei matutando...
Donde quiço vai pará?
O veneno tá na alma
Dos "home" que é racioná...
E a tiriva foi-se embora,
Fazendo kri kri kra kra.
Coitado das criancinha
Que não viram a tiriva gritá."




(César Alvarenga)