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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Gostaria de viajar


Para o mundo, para tudo
A onde meus amigos, fossem
Felizes gostassem de brincar,
Sorrir, se divertir.
Gostaria de nadar num
Mar de livros, a ordem
Eles me ensinassem
O sentido da vida.
Gostaria de ser
Um pássaro, para poder
Voar, pelo mundo.
Na realidade gostaria
De viajar para vários
Lugares, mas está ao
Seu lado está de bom
Tamanho.

Escrito por Alex Lopes Ozório


Preencha sua estante com livros

Melhor remédio contra a ignorância...médicos sugerem uma super- mega-ultra dosagem diariamente

A natureza me deu asas e o ser humano, uma gaiola

Quero ser um Professor

Me da um abraço

Nunca desista

No dia 10 de julho de 1859, o Big Ben soou pela primeira vez, em Londres.



Curiosidade: Big Ben não é o nome do relógio, nem da torre, mas do sino instalado no Palácio de Westminster. O nome é uma homenagem a Benjamin Hall, ministro de Obras Públicas da Inglaterra, em 1859. Por ser um sujeito alto e corpulento, Benjamin tinha o apelido de Big Ben.

terça-feira, 9 de julho de 2013

O BICHO




VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

Manuel Bandeira

Meu Quintana, os teus cantares


Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.

Manuel Bandeira