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segunda-feira, 4 de março de 2013
Tiger Stone – Um pavimentador automático

Parece incrível, mas existe uma máquina que pode estender a superfície pavimentada, como se fosse um tapete: é a Tigre-Stone, uma genialidade holandesa com capacidade de assentar 400 metros de pavimentação de rua em um dia.
O processo é muito mais simples do que parece – a máquina tem uma bacia alongada que contém os pavers ou tijolos e uma plataforma para que os operadores possam facilmente fixá-los a um plano inclinado.
A máquina de pavimentação holandesa usa a gravidade e um motor elétrico para imprimir estradas de pedra e tijolo. É uma máquina de seis metros de largura, capaz de assentar 400m² de estrada por dia. A largura da impressão é ajustável à largura de uma estrada até uma passagem tão estreita como uma ciclovia ou passarela.
Não existem peças móveis dentro da máquina, ela simplesmente usa uma plataforma que é alimentada por tijolos, que são automaticamente ordenados e embalados juntos pela gravidade, cada pedra associada com a ligação feita anteriormente.
Fonte: Pet Engenharia Civil
Ao Coração Que Sofre
Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
(Olavo Bilac)
Ouvir Estrelas
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
(Olavo Bilac)
UMA PALAVRA
Pensativo estava
Ao bater na porta, abri
Sem licença, entrou
Em pé, ficou
Sem olhar, chorou
Pensativo estou
Lágrima correu
Punho fechou
Pálpebra abaixou
Suspiro exalou
Pensativo fiquei
Braços abriram
Corpo abraçou
Rosto acariciou
Lábios abriram
Pronunciou
- Adeus
Autor: ORLANDO GALOTTI JR.
EVIDENTE
Foram, juntos, anos de batalhas
Mantendo quase tudo em seu lugar
Fizemos as cinzas voltarem às brasas
Criamos poesias indecifráveis
Protagonizamos algumas palhaçadas
Vivemos como adolescentes
Rolamos até desgastar os lençóis
Beijamos o beijo em beijos
Sonhamos sem estar adormecidos
Levantamos suspeitas eloquentes
Questões desajustadas
Abraços e soluços
Retorno sonhado, concretizado
Em falso adeus Novamente estradas
No coração ficou o inevitável
Nas gargantas criaram os nós
Os desejos foram atendidos
E o amor em altos brados
Tornou-se irrefutável
Autor: ORLANDO GALOTTI JR.
Preciso, para
Preciso que um barco atravesse o mar
lá longe
para sair dessa cadeira
para esquecer esse computador
e ter olhos de sal
boca de peixe
e o vento frio batendo nas escamas.
Preciso que uma proa atravesse a carne
cá dentro
para andar sobre as águas
deitar nas ilhas e
olhar de longe esse prédio
essa sala
essa mulher sentada diante do computador
que bebe a branca luz eletrônica
e pensa no mar.
(Marina Colasanti)
domingo, 3 de março de 2013
Uma reflexão interessante...vale a pena ler:
"Há momentos na vida de um ser humano em que ele se vê sem nada realmente interessante pra fazer. Assim, sem companhia, computador ou iPod e com celular fora de serviço, numa viagem de ônibus para Cruz Alta, fui obrigado a me divertir com os meus próprios pensamentos. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.
Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra c! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.
Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.
Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.
Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein?
E o chocolate? Este dispensa comentários. Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.
Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco.
Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra c. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.
Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura"
(Escrito por Ricardo Mallet)
A execução de Luiz XVI em 21 de janeiro de 1793
O julgamento de Louis XVI , que começou em dezembro de 1792, chegou ao fim quando (apesar dos melhores esforços do rei) a Convenção Nacional, por unanimidade afirmou sua culpa e condenaram por traição. Em alguns aspectos, ele teve a sorte de ter sido julgado em primeiro lugar, a maioria dos jacobinos da Convenção contra a concessão do rei um julgamento, incluindo Maximilien Robespierre, que alegou que colocar em julgamento Luis significa minar toda a revolução em si:
"Luis não pôde ser julgado, ele já foi julgado. Ele foi condenado, ou então a república não é inocente. Para sugerir colocar Luís XVI a julgamento, de qualquer maneira, é um passo para trás para o despotismo real e constitucional, é uma idéia contra-revolucionária, porque ela coloca a própria Revolução no banco dos réus. Afinal, se Luis ainda pode ser levado a julgamento, Louis pode ser absolvido, ele pode ser inocente. Ou melhor, ele se presume ser até considerado culpado. Mas se Louis é absolvido, se Luis pode ser presumido inocente, o que se torna da Revolução?"
Mas o julgamento teve lugar de qualquer maneira, mesmo que terminou da mesma forma. Parecia que o regicídio, mesmo durante uma revolução, não foi uma empresa pois muitos estavam dispostos a mergulhar em linha reta - pelo menos não sem um primeiro julgamento. Dos 721 eleitores que estavam para determinar o destino do rei, 334 votaram em prisão contra 387 para a morte, e esta margem relativamente estreita decidiu que o rei lamentável anterior (despojado de seus títulos e agora chamado "cidadão Luis Capeto") se tornaria o primeiro e último rei da França a ser executado por seu próprio povo. Sua queda e morte significou o fim, pelo menos temporariamente, da dinastia dos Capetos, que governou a França de forma contínua desde o século 10.
Na manhã de 21 de janeiro de 1793, "Luis Capeto" foi levado para a Praça da Revolução, que já havia sido nomeado após seu avô, Luís XV. De acordo com testemunhas , o rei declarou sua inocência até sua decapitação na guilhotina, ao que um de seus algozes levantou a cabeça recém cortada do rei pelos cabelos e exibido para a platéia, que irrompeu em aplausos à vista. Aplausos da multidão e da saudação da artilharia que tocaram na festa foram supostamente altos o suficiente para chegar aos ouvidos dos membros sobreviventes da família de Luis, presos em Paris na fortaleza do Templo. No mesmo ano, a viúva de Luís, Maria Antoieta, foi executada na guilhotina também.
(fonte: Dante Histórico)
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