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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Boa Noticia




Ao passar de 1,4 milhão de assinaturas e atingir a marca de 1% do eleitorado brasileiro, a petição online que pede o afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) dapresidência do Senado ajuda a colocar pressão política no mandato do peemedebista. O recado de parte da sociedade, insatifesta com a escolha de Renan para o cargo, pode gerar um movimento dentro da Casa que resulte em um processo contra o senador alagoano no Conselho de Ética.



Apesar de ressaltar que o abaixo assinado hospedado na rede Avaaz não tem poder legal para retirar o peemedebista do cargo, o juiz eleitoral Marlon Reis, um dos coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), coletivo de entidades que reuniu o número necessário de assinaturas para a Lei da Ficha Limpa tramitar, a discussão em torno do assunto não perde seu valor pois pode ser importante no futuro, caso algum processo contra o senador seja aberto.

“Ainda que só pela petição um senador não seja obrigado a sair, ela tem um valor político muito importante. Ela provoca o Senado e a classe política. O processo de cassação em si também é político”, disse, em entrevista ao Congresso em Foco. Para ele, a sociedade pode pressionar os demais senadores para que um deles inicie o processo de cassação. “Se um partido ou senador quiser utilizar esta base de assinaturas, pode usar para robustecer o processo. Ele tem que ser baseado em fatos. E a petição também foi baseada em fatos, a partir da denúncia criminal contra o senador. Por isso, a petição pode ajudar no processo”, explica.



Um parlamentar só pode ser cassado por decisão da Justiça ou do próprio Congresso. No entanto, não existe a possibilidade na legislação atual de uma proposta de iniciativa popular dar início a uma investigação no Conselho de Ética. Somente os próprios senadores ou o presidente de um partido podem apresentar uma representação. Inicialmente, foi feita a analogia com um projeto como a ficha limpa. O MCCE conseguiu no papel mais de 1 milhão de assinaturas durante uma campanha que durou meses.

Petições

Renan Calheiros é acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter cometido três crimes: peculato (desvio de dinheiro público ou bem público por funcionário público), falsidade ideológica e uso de documento falso. Em 2007, o peemedebista teve de renunciar à presidência do Senado após denúncias graves. Pela legislação atual, um processo de cassação só pode começar por iniciativa de um parlamentar ou de um partido político.

Sabendo disso, a ONG Rio de Paz, com o apoio de diversas entidades da sociedade civil, foi a primeira a criar uma petição para pressionar pela eleição de um político ficha limpa para presidir o Senado, e por conseguinte, o Congresso Nacional. Em texto publicado em seu site, Antonio Costa, fundador da organização, explica que uma assinatura pode até não ter valor legal, “mas terá impacto moral, ao deixar claro para o poder público que o brasileiro não pode ser tratado com indiferença por aquele que o representa no parlamento”.

Mesmo com protestos virtuais e presenciais, Renan foi eleito em 1º de fevereiro, com o voto secreto de 56 dos 81 senadores. Minutos após a vitória do peemedebista, o representante comercial Emiliano Magalhães Netto, de 26 anos, criou uma nova petição para pedir o impeachment de Renan. Ele disse ontem (12) ao jornal Folha de S. Paulo que ficou “indignado” com o resultado do pleito. “Tínhamos acabado de ser chamados de palhaço”, disse. Em pouco mais de uma semana, o abaixo-assinado virtual, hospedado pela Avaaz, alcançou o apoio de mais de 1% do eleitorado brasileiro – ou seja, 1 milhão e 360 mil pessoas.

Emiliano sabe que a petição não pode tirar Renan da cadeira de presidente, mas disse que o objetivo do seu ato é “afetar o mandato” do senador. Ele quer agora, ir a Brasília para entregar as assinaturas para a presidenta Dilma Rousseff. O site tentou o contato com Emiliano, mas não obteve resposta.

Fonte:-  Uol

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

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Absurdo, Liberdade e Projeto


Uma vez admitidos dois fatos: que o devir não tem fim e que não é dirigido por qualquer grande unidade na qual o indivíduo possa mergulhar totalmente como num elemento de valor supremo, resta só uma escapatória possível: condenar todo esse mundo do devir como ilusório e inventar um mundo situado no além, que seria o mundo verdadeiro. Mas, logo que o homem descobre que este mundo não é senão construído sobre as suas próprias necessidades psicológicas e que ele não é de nenhum modo obrigado a acreditar nele, vemos aparecer a última forma do niilismo, que implica a negação do mundo metafísico e que a si mesma se proíbe de crer num mundo verdadeiro. Alcançado este estado, reconhecemos que a realidade do devir é a única realidade e abstemo-nos de todos os caminhos afastados que conduziriam à crença em outros mundos e em falsos deuses - mas não suportamos este mundo que não temos já a vontade de negar.
(...) Que se passou portanto? Chegámos ao sentimento do não valor da existência quando compreendemos que ela não pode interpretar-se, no seu conjunto, nem com a ajuda do conceito de fim, nem com a do conceito de unidade, nem com a do conceito de verdade. Não chegamos a nada, não logramos coisa nenhuma dessa espécie; a unidade global não aparece na pluralidade do devir: o carácter da existência não é o de ser verdadeira, mas o de ser falsa (...) não há razão alguma para nos persuadirmos de que existe um mundo verdadeiro. (...) Em suma, as categorias de fim, de unidade, de ser, graças às quais demos um valor ao mundo, retiramos-lhas e o mundo parece ter perdido todo o valor.

(Friedrich Nietzsche, in 'A Vontade de Poder')



Amizade sem Tabus



"Se a todos nós fosse concedido o poder, como num passe de mágica, de ler a mente uns dos outros, suponho que o primeiro efeito seria que quase todas as amizades se desfariam. O segundo efeito, entretanto, poderia ser excelente, pois um mundo sem amigos seria sentido como intolerável, e nós teríamos de aprender a gostar uns dos outros sem a necessidade de um véu de ilusão para esconder de nós mesmos que não nos consideramos uns aos outros pessoas absolutamente perfeitas. Sabemos que os nossos amigos têm as suas falhas, e que apesar disso são pessoas de um modo geral aprazíveis das quais gostamos. Consideramos intolerável, no entanto, que tenham a mesma atitude conosco. Esperamos que pensem que, ao contrário do resto da humanidade, nós não temos falhas. Quando somos compelidos a reconhecer que temos falhas, tomamos esse fato óbvio com demasiada seriedade."

(Bertrand Russell, in 'A Conquista da Felicidade')

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Agrotóxico é utilizado em plantações para matar pragas e nós acabamos indigerido este veneno

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