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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

RETORNO À MINHA AMADA!


Moacir S. Papacosta

Vi a Rodovia da laranja, mas não vi os laranjais...
Para minha decepção, deparei-me com incontáveis cruzes ao longo da rodovia, que me propiciava duvidosa condição de chegar até à minha amada... 

Confesso, fiquei deveras preocupado com o descaso das autoridades competentes, que direta ou indiretamente foram e deverão ser responsabilizadas pelas vidas até então ceifadas, e, pelas que ainda poderão ser interrompidas, em decorrência do péssimo estado de conservação de importante via de acesso da região.

Ao chegar à minha querida Monte Azul Paulista-SP 

não vi como antes as andorinhas e pardais que, 
em tempos pretéritos, 
faziam festa ao amanhecer e ao entardecer, mas, em compensação,
 encontrei um povo acolhedor, otimista, distribuindo simpatia e muito amor...

Não vi a maria fumaça, nem a casa onde morávamos, 

mas vi uma princesa cidade mantendo as mesmas características e tradições... 
Seus casarões estilo barroco continuam como outrora... 
O Grupo Escolar Cel. Aureliano Junqueira Franco, 
estabelecimento de ensino, onde iniciei minha vida estudantil está bem mais bonito!
O Ginásio Estadual, onde continuei meus estudos, mudou-se para um local mais amplo e confortável!

A maravilhosa igreja do Senhor Bom Jesus, bem no centro da Praça Rio Branco está em reformas, tendo em vista, a festa do mês de agosto... 

Pena que não posso esperar!

Não chorei de emoção, porque soube conter minhas lágrimas, mas por dentro minha alma derramava...

Senti o calor das crianças, jovens e adultos que me sorriam sem parar, e, no meu interior, me senti uma criança, com um brinquedo, pela primeira vez a brincar...

Meus olhos reluziram de tanta felicidade... 

Meu coração parecia não caber dentro do meu peito... 
Cada cantinho da cidade levava-me ao passado... 
Sensação mais deliciosa que esta não tem jeito...

Minha Amada pequenina está mais bela que antes!
Seu jeito simples, mas imponente, encantou como nunca, meus olhos e minha alma.
A saudade que tanto me torturava foi-se embora de mansinho... 

E no seio da minha amada, senti-me um pássaro voltando ao seu ninho!