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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Mãe e a educação

A presença e participação das famílias , e mais especificamente das mães, na educação dos filhos é uma necessidade e um diferencial. A compreensão do valor da educação e do que todos os anos que se passa numa escola representam para a formação de uma pessoa é um dos ensinamentos e reforços que vem de casa, a partir da fala da mãe e do pai. Quando este ensejo positivo ocorre, a criança tende a entender melhor e mais rapidamente o que significa a escola e, com isso, a acomodar-se mais facilmente neste ambiente, tendo maior aceitação e disposição para realizar e trabalhar por ali. O papel das mães, na formação dos filhos é, portanto, decisivo para sua formação e desenvolvimento, na relação que travam com o mundo e para a compreensão que tem de si mesmos, para a elevação de sua autoestima e confiança, repercutindo certamente em seu futuro.

DIGA NÃO AO CYBER BULLYING

O “cyberbullying” consiste no ato de, intencionalmente, uma criança ou adolescente, fazendo uso das novas tecnologias da informação e comunicação, denegrir, ameaçar, humilhar ou executar outro qualquer ato mal intencionado dirigido a outra criança ou adolescente.
O cyberbullying tem sido definido como “quando a Internet, telefones celulares ou outros dispositivos são utilizados para enviar textos ou imagens com a intenção de ferir ou constranger outra pessoa.”.
Um “cyberbully” pode tornar-se, no momento seguinte, também ele uma vítima. É frequente os
jovens envolvidos neste fenômeno mudarem de papel, sendo os maltratantes numa altura e as
vítimas noutra.
O cyberbullying, via Web, pode ser considerado tão prejudicial quanto o bullying “tradicional”, podendo, inclusive, levar, em casos extremos, ao suicídio. DIGA NÃO AO CYBER BULLYING

Exemplo ser um ser humano bom

Hoje eu li uma história sobre um antropólogo, que propôs um jogo para as crianças em uma tribo Africana. Ele colocou uma cesta cheia de frutas perto de uma árvore e disse às crianças quem chegasse lá primeiro ganharia os frutos doces. Quando ele disse-lhes para correr, todos eles pegaram as mãos uns dos outros e correram juntos; em seguida, sentaram-se juntos desfrutando de seus deleites. Quando ele perguntou por que eles tinham corrido daquele jeito, quando um poderia ter tido todos os frutos para si mesmo eles disseram: UBUNTU, como pode um de nós ficaria feliz se todos os outros estão tristes?

UBUNTU na cultura Xhosa quer dizer: "Eu sou porque nós somos"

Como comecei a escrever

Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana, aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau. 
Papai era assinante da "Gazeta de Notícias", e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.

Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram-se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a literatura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive a sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.

Então, começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café-sentado (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.

Carlos Drummond de Andrade

Meus oito anos

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida 

Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar - é lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

CASIMIRO DE ABREU

Um pais só crescer com Educação


Galera vamos estudar pois só assim um pais pode crescer

Solau Do Desamado


Donzela, deixa tua aia,
Tem pena do meu penar.
Já das assomadas raia
O clarão dilucular,
E o meu olhar se desmaia
Transido de te buscar.
Sai desse ninho de alfaia,
- Céu puro de teu sonhar,
Veste o quimão de cambraia,
Mostra-te ao fulgor lunar.
Dá que uma só vez descaia
Do ermo baleão do solar
Como uma ardente azagaia
O teu fuzilante olhar.

Donzela, deixa tua aia,
Tem pena do meu penar.

Sou mancelo de alta laia:
Não trabalho e sei justar.
Relincham em minha baia
Hacanéias de invejar.
Tenho lacaio e lacaia.
Como um boi ao meu jantar!
Castelã donosa e gaia,
Acode ao meu suspirar
Antes que a luz se esvaia...
Tem pena do meu penar.

Vou-me ao golfo de Biscaia
Como um bastardo afogar.
Minh'alma blasfema e guaia,
Minh'alma que vais danar,
Dona Olaia, Dona Olaia!

-Meu alaúde de faia,
Soluça mais devagar...

Cometário : Este poema Solado do Desamado é uma cara que gosta de uma mulher e que ela não dar a minima para ele e ele implora para que ela pelo menos da um sinal que senti alguma coisa por ele .

Á Beira D´ Água


D'água o fluido lençol, onde em áscuas cintila
O sol, que no cristal argênteo se refrata,
Crepitando na pedra, a cuja borda oscila,
Cai, gemendo e cantando, ao fundo da cascata.

Parece a grave queixa, atroando em torno a mata,
Contar não sei que mágoa inconsolada, e a ouvi-la
A alma se nos escapa e vai perder-se abstrata
Na avassalante paz da solidão tranqüila.

As vezes, a tremer na fraga faiscante,
Passa uma folha verde, e sobre a veia ondeante
Abandona-se toda, ansiosa pelo mar...

E vendo-a mergulhar na espuma que a sacode,
Não sei que íntimo e vago anseio ali me acode
De cair como a folha e deixar-me levar...

Teresópolis, 1906
Comentário: este poema retrata como é a vida em baixo d’ agua que desta os elementos da natureza e um sentimento profundo tendo um amor e uma decepção como dos elementos
principais de seu poema .

Desencanto




Eu faço versos como quem chora


De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

Comentário:- Manuel Bandeira , fala que ele escreve com um significado de diferente do que um poeta como ele , pois ele escreve versos parecendo quem chora sem espojar uma tristeza escreve falando como ele faz os versos terem versos de sentido de sangue uma angústia como a vida estivese correndo , ele estivesse observando  e compoe versos como alguém estivesse morrendo.  

Manuel Bandeira 

Epígrafe



Sou bem nascido. Menino,
Fui, como os demais, feliz.
Depois, veio o mau destino
E fez de mim o que quis.

Veio o mau gênio da vida,
Rompeu em meu coração,
Levou tudo de vencida,
Rugiu como um furacão,

Turbou, partiu, abateu,
Queimou sem razão nem dó -
Ah, que dor!
Magoado e só,
- Só! - meu coração ardeu.

Ardeu em gritos dementes
Na sua paixão sombria...
E dessas horas ardentes
Ficou esta cinza fria.

- Esta pouca cinza fria.

1917
Comentario :-  o poema Epígrafe ,fala que sua infancia foi uma das melhores só que depois de ficar mas velho o destino dele aconteceu coisas que ele numca imaginou e que fez ele ficar com o coração ardendo de tanta coisa ruim que ocorreu com ele .


 manuel Bandeira