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terça-feira, 18 de junho de 2013
17 DE JUNHO DE 2013: O DIA EM QUE O BRASIL DESPERTOU...
O queniano Kimani Nga Maruge, de 84 anos, o mais velho aluno da escola primária no mundo, em 2004.

Kimani afirmou que o anúncio do governo sobre o ensino fundamental universal e gratuito, em 2003, o levou a se inscrever na escola. Um ano depois, ele foi eleito o melhor aluno de sua escola.
Em setembro de 2005, Maruge embarcou em um avião pela primeira vez em sua vida, dirigindo-se a Nova York para participar da Cúpula de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, dando seu testemunho sobre a importância da educação gratuita.
É preciso entender, e não desqualificar, disse FHC sobre protestos em SP

SÃO PAULO - Desqualificar os protestos dos jovens em São Paulo e outras capitais "como se fossem ação de baderneiros" constitui, na avaliação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, "um grave erro". Para ele, "dizer que (essas manifestações) são violentas é parcial e não resolve".
A avaliação do ex-presidente se contrapõe ao que havia feito, até o final da semana passada, o governo tucano de Geraldo Alckmin, em São Paulo. A partir desta segunda-feira, 17, o governador recuou, proibiu ações policiais violentas e admitiu dialogar com os manifestantes.
Na análise que fez para o Estado ontem de manhã - antes das manifestações da tarde -, FHC aconselhou: "Justificar a repressão é inútil: não encontra apoio no sentimento da sociedade. Por isso, "é melhor entendê-las", perceber que essas manifestações "decorrem da carestia, da má qualidade dos serviços públicos, das injustiças, da corrupção".
Ele recorreu a um dos mais respeitados estudiosos dos problemas contemporâneos, o espanhol Manuel Castells. "Reações em cadeia, utilizando as atuais tecnologias de comunicação, constituem marca registrada das sociedades contemporâneas, como meu velho amigo e colega Manuel Castells mostrou há tantos anos." Daí a sua conclusão de que desqualificar os protestos não funciona. A saída é entender, não reprimir.
"Quem tem responsabilidade política deve agir, entendendo o porquê desses acontecimentos." Esse entendimento pressupõe buscar a razão da insatisfação geral com os governos. As manifestações "decorrem de um sentimento difuso de descontentamento e do desejo de um tratamento digno para as pessoas", concluiu.
O Amor
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
(Fernando Pessoa)
domingo, 16 de junho de 2013
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