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terça-feira, 11 de junho de 2013
A pior dor...
É sentir a indiferença
de quem você gosta
É ser invisível
aos olhos do Amor
- Rita Pinho -
Vou Caminhando
Geraldo Vandré
Vou caminhando
Sorrindo, cantando
Meu canto e meu riso
Não são pra enganar
Quem vem comigo
Bem sabe o que digo
Que há muito motivo
Pra gente chorar
Mas se lastimar
De nada vai valer
Já vi mãe chorar
Criança não crescer
Um menino que morreu
Um pai que em vão padeceu
Pela vida vou lembrando
Que lembrando espero eu
E vou caminhando
Sorrindo, cantando
Até que um dia.
Rascunho original da música "Águas de Março"
Rascunho original da música "Águas de Março" - música foi eleita a melhor canção brasileira de todos os tempos em uma pesquisa conduzida pelo jornal Folha de São Paulo.
Poucos sabem, mas o maestro Tom Jobim compôs "Águas de Março" em sua casa, na pequena cidade de São José do Vale do Rio Preto, região serrana. Em seu tradicional refúgio, descansava após o médico afirmar que ele "ia morrer de cirrose", o que o deixou "muito na fossa", o que o fez beber muito naquele final de semana chuvoso de Março: " É um resto de toco, é um pouco sozinho". Não morreu, mas compôs essa beleza.
Texto Rafael Gota
Administração Imagens Históricas
Foto: Espaço Tom Jobim - Cultura e Meio Ambiente
Alegria, Alegria
Caetano Veloso
Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...
O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não...
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Escola embaixo da ponte na Índia alfabetiza mais de 100 crianças:
Sob a ponte do metrô de Nova Déli, e bem perto do poluído rio Yamuna, um comerciante local instalou uma escola na qual ensina a quase 100 crianças carentes. Rajesh Kumar, de 42 anos começou a dar aulas em 2008, quando ao passear pela rua, viu um menino no horário escolar jogando bola.
O professor perguntou aos pais da criança se o menino não era matriculado em alguma escola. Os pais responderam que se Kumar se importava tanto, porque não ensinava ele mesmo a criança. O indiano aceitou o desafio e começou a dar aulas todas as manhãs antes de ir trabalhar. No começo eram 4 crianças, mas o número foi aumentando e chegou a 140 alunos. Como era muito difícil comandar tanta gente, ele matriculou 70 em um colégio público. Em 2010, a luta pela alfabetização na Índia recebeu um forte impulso com a entrada em vigor de uma lei de educação que garante o ensino obrigatório para a população entre 6 e 14 anos. Desde então sete milhões de crianças foram escolarizados.
Para Kumar, o motivo que leva aos pais a não escolarizar a seus filhos está claro: seu próprio analfabetismo. De acordo com dados oficiais, na Índia há uma carência de 700 mil professores para cobrir os postos vagos nas escolas e muitos dos que estão contratados não possuem a formação necessária
http://br.noticias.yahoo.com/video/escola-embaixo-da-ponte-na-214350057.html
Cálice
Chico Buarque
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)
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