Pesquisar sobre postagens antigas do Blog

Siga o Blog, nas redes sociais

segunda-feira, 22 de abril de 2013

- TEMPO -



"Arranja tempo pra ti.
Cata minutos, inventa.
O que não se faz aqui,
não fará mais, aguenta.

O relógio nos acorrenta.
O trabalho nos sufoca.
Só não consegue, quem não tenta,
não se expõe, não sai da toca.

O tempo de ser feliz é agora.
O trem da felicidade apita e alerta:
Toma jeito! Tá na hora!

Só quem sabe o que é o AMOR, desperta.
Corre, se apressa e não demora.
Aí, sorri e diz: Uhuuu, fiz a coisa certa."

Gelu

domingo, 21 de abril de 2013

Pintura




Meche com a arte
O amor meche com a paixão
Não sei o que significa
Mas tem vários significados
Desde do poema á arquitetura,
Mas e a pintura, não sei dizer,
Mas sou um poeta .....
A Pintura meche com a paixão
Com a natureza da beleza
A muitos significados
Mas uma coisa é certa não á
Um significado exato, mas existe
Em cada um de nós uma resposta
Que para cada sendo uma das várias
Coisas que podem ser .....

Escrito por Nan Ozorio Alex, o poeta da madrugada..... Mais conhecido como Alex Lopes Ozorio 

Minha melhor figurinha.


Hoje me lembrei com saudade do tempo em que minha maior diversão era colecionar figurinhas. Colecionava as mais diversas: de jogadores de futebol, animais exóticos, dinossauros, personagens de história em quadrinhos. Juntava cada centavo de troco que minha mãe me dava quando ia comprar alguma coisa na vendinha da esquina. Acho que ela nem entendia o porquê de tanta presteza. Se ele dizia que estava precisando de ovos pra o bolo ou cebola para o almoço, logo me habilitava, e claro, na volta, com carinha de pidão, entregava o troco como quem se despede de algo tão querido. Ela toda derretida, não resistia aos meus apelos sentimentais e me dava umas moedas. Corria para juntá-las às outras dentro de um pé de meia, pois sempre detestei os tais cofrinhos em forma de porquino, até porque era muito mais difícil de tirá-las lá de dentro. Quando contava meu pequeno tesouro e via que já era o suficiente para uns envelopes de figurinha, me desembestava eufórico para a banca de revistas do seu Zé e todo faceiro adquiria meus bens mais valiosos. Se os abria ali mesmo na rua? Evidente que não. O ritual só começaria depois que chegasse em casa e me trancasse em meu quarto. Espalhava meus álbuns e figurinhas repetidas em cima da cama e numa expectativa sem explicação abria um a um os envelopes, como se fossem bilhetes premiados de loteria. A ansiedade era inexplicável: Será que preencheria mais algum espaço vazio dos meus álbuns? Será que me frustraria com as famigeradas figuras repetidas? Ou o melhor: Será que ao abrir, bem devagarinho, se revelaria aquela figurinha raríssima que nenhum dos meus amigos tinha? Quanta saudade: Eu e minhas figurinhas éramos inseparáveis. Dentro da mochila de escola, havia uma centena delas, repetidas, prontas para serem trocadas com os colegas. Ah! Tinha também o jogo de bafo, rodas e rodas de meninos apostando suas preciosas figurinhas. Em dias bons, dava pra voltar pra casa com um montão delas. Nunca apostávamos as mais raras, as minhas estavam guardadas em uma caixa de sapato que ficava em cima do guarda-roupa. Nos finais de semana, minha casa mais parecia uma feira, era um entra e sai de amiguinhos querendo trocar suas figurinhas. Tudo era cercado de muita seriedade, regras que regiam o ritual das permutas. Figurinha repetida sem muito valor era na base de uma por uma. As mais difíceis ou aquelas que faltavam para preencher o álbum do colega variava na base de duas ou três por uma. Mas as raríssimas chegavam a valer umas vinte ou até rolava dinheiro na parada. O negócio era sério mesmo. O mais interessante era a convivência democrática entre colegas, era filho de advogado, com filho de pedreiro, carpinteiro, engenheiro... não tinha essa não: todo mundo tinha que respeitar a ética dos colecionadores mirins. Uma convivência cheia de harmonia que faria inveja a qualquer reunião diplomática da ONU. Num desse dias de muita sorte, um vizinho meu, bem pobrezinho, meu grande amigo Juca, tirou a sorte grande e abriu um envelope abençoado com uma daquelas figurinhas raríssimas que ninguém nas redondezas nem sonhava possuir. Foi um alvoroço, os mais riquinhos logo ofereceram de tudo pelo tesouro do Juca. Vinha menino de todo lado pra tentar levar a tal figurinha tão falada. Mas o Juca manteve-se firme e não trocou por nada. Na verdade ele estava curtindo a fama que conquistou na vizinhança pela sorte alcançada. Ele foi bajulado, assediado e dava pra ver na carinha dele tirando a maior onda com os mais bacanas. Confesso que até tentei usar da minha influência de melhor amigo, oferecendo uma porção de coisas, mas logo desisti. Eu também me sentia feliz pelos dias de fama que ele havia conquistado. Os dias se passaram e foi chegando o período de férias. Oba! Praia, mar, bicicleta, sorvete e novas namoradinhas de verão. Comentei com o Juca que iria viajar para o litoral durante as férias. Ele todo tristinho, perguntou se voltaria logo e ficaria uns dias no bairro para brincarmos juntos. Aquilo me cortou o coração. Sua família era extremamente pobre e ele não teria a mínima condição de passar férias como as que eu passava. Corri pro meu pai e pedi se poderia levar o Juca conosco para praia. No início ele não gostou muito da ideia, mas depois de certa insistência, cedeu. Fui eufórico dar a notícia pra meu grande amigo. Deu mais um trabalhinho pra convencer sua mãe a aceitar, mas no final tudo deu certo. Viajamos, eu, meus irmãos e o Juca. Praia: aí vamos nós! Só não sabia de um detalhe, ele nunca havia conhecido o mar. Quando chegamos, descemos do carro e fomos em direção ao mar. A cena que se seguiu é difícil de ser descrita. A cara extasiada do Juca diante do mar, seu desiquilíbrio e surpresa a cada onda que batia em seus pés era de emocionar qualquer um. Todos nós paramos e inertes só observamos este verdadeiro espetáculo de vida. O Juca se virou pra mim, enfiou a mão no bolso e tirou, toda amassadinha a figurinha que ele tanto presava e me deu. Não tive coragem de pegá-la. Mas aquela cena se transformou na minha figurinha mais valiosa. Essa eu não guardei dentro de minha caixa de sapatos, guardei no coração e não troco, não vendo e não dou pra ninguém. É só minha.

Mais que uma casa.




Resolvi morar onde talvez ninguém morasse. Decidi construir uma casa onde as paredes são desnecessárias, porque limitam meus sentidos mais preciosos. No alicerce escolhi sedimentar pedras sólidas de sentimentos puros, nobres e sinceros. Este lar teria o tamanho dos meus sonhos, dos meus desejos e por isso não caberia em terreno que se possa medir. De frente ele teria a medida do infinito, de fundo ele se estenderia pela eternidade. A vista que se teria deste lugar, olho nenhum seria capaz desfrutá-lo, sem que uma lágrima de êxtase rolasse em direção ao chão. Este meu canto em que me esconderia, deixou der ser meu quando encontrei alguém que construía uma casa exatamente como a minha. Quando pensei que, como louco, era o único que ousava tamanha proeza, me convenci de que este sonho só teria sentido se fosse compartilhado com alguém, que como eu, escolhi a felicidade como digna moradia. Mal sabia que nossos terrenos imensuráveis eram vizinhos e que se uniam sem cercas e nem muros que nos separassem. Tudo ficou mais fácil, quando descobrimos que os materiais, que até então havíamos escolhido para edificar tal construção, eram exatamente os mesmo: cimento à base de muito amor, tijolos feitos de carinho e respeito, areia repleta de admiração e uma liga raríssima de desejo incontrolável que sedimentaria toda nossa casa e a transformaria no melhor lugar pra se viver. No nosso quintal decidimos plantar um jardim de flores simples, mas completamente necessárias para embelezar o que já era muito belo. Lírios de olhares silenciosos, rosas de paixão incondicional, flores do campo repletas de alegria e sorrisos e no meio destas flores frugais plantamos uma de rara beleza e extrema delicadeza: uma orquídea branca de tranquilidade e paz, que não acha em canto algum. Em nossa horta, decidimos plantar só o que nutrisse nossa alma e nosso espírito e que nos enchesse sempre de esperança de expectativas de dias sempre melhores. Esta casa já começou a ser construída e como tem a nossa cara, o nosso jeito, o nosso olhar, nunca permitiremos que mais alguém ajude nesta obra. Ela é só nossa e por mais trabalho que dê, ela será erguida com as nossas mãos, com o nosso suor com muito trabalho, mas com a certeza plena de que depois de concluída, se é que algum dia ela será concluída, sentaremos juntos num banquinho de frente para a nossa obra prima e talvez cansados, mas muito realizados olharemos um para o outro e diremos bem baixinho: Valeu a pena meu amor!

Um anjo em minha vida






De suas asas sinto o vento a me acariciar,

Sua presença a zelar pelos meus sonhos,

Uma voz macia acalenta minhas aflições,

Transforma lágrimas em pingos risonhos.



Sua luz clareia as estradas que percorro,

Seu sorriso preenche os vazios da alma,

Palavras doces em ouvidos antes amargos,

Carinho que sobra, amor que me acalma.



Uma paz assustadora toma conta de mim,

Por perto estás, posso senti-la bem aqui,

Sua força livra-me dos que o mal me desejam,

Fique sempre por perto, preciso muito de ti.



Quero cuidar de você, sei que cuidas de mim,

Em meu colo deitar todos os seus lamentos,

Certeza de que no aconchego dos meus abraços,

Transbordará alívio para os seus sofrimentos.



Minha vida à sua se mistura, somos quase um,

Quero que meus desejos aos seus se somem,

Sinto agora a proteção de suas asas, anjo meu,

Entre e seja muito bem-vinda à vida deste homem.

Um dia inspirado.

Hoje o dia se enfeitou de alegria,

Um sol, um céu, vontade de vida,

Um vento trouxe seu cheiro doce,

Sinto o perfume da flor colorida.



Vestido que se molha pela grama,

Pés que correm na direção da paz,

Inspiração que me eleva chão acima,

Sei que posso como sei que sou capaz.



O impossível já é, o infinito é logo ali,

Passos firmes no sentido da certeza,

Já vejo o horizonte riscando ao meio,

Acima um azulado, abaixo: pura beleza.



Aqui me acho sem nunca me perder,

Aqui me perco na certeza de te achar,

Às vezes parado esperando por você,

Nas voltas que o mundo insiste em dar.



O amor me acordou batendo à janela

És bem-vindo, sente-se, fique a vontade,

Entre e invada esta casa sem cerimônia,

Por aqui se instale e que seja de verdade.

Obra de arte.




A tinta escorria por entre os meus pensamentos, colorindo meu universo monocromático. Um fino pano branco se esticava pelos quatro cantos daquele quadrado sem vida: Madeira morta pregada com ferro frio, a espera das nuances que dariam vida ao objeto inanimado. Um cenário se desenhava enquanto minhas dúvidas se amontoavam do lado de fora da tela. Nela, nua, crua e delicada, somente traços certeiros, nada da sujeira dos rascunhos riscados a carvão e lápis. Formas que se definiam em profundidade e perspectiva, se misturavam à trama do tecido maculado pelo pincel que deslizava suave pelos seus poros simétricos. Cores que se amalgamavam numa miscelânea infinita e surpreendente. Aquele quadro tinha vida própria e gritava, quebrando o silêncio, pedindo que fosse pintado com cuidado e dedicação especiais. A obra se aproximava de seu ápice apoteótico, quando de repente, uma explosão ensurdecedora interrompe o ato criativo: Uma paz toma conta de tudo e somente o som de tinta secando invade de forma melódica todo o ambiente. Era o fim. Nada mais poderia ser feito, qualquer pincelada a mais, qualquer minúsculo pingo de tinta, poderia estragar a perfeição do momento. Nascia naquele instante um filho único e original, dotado de detalhes exclusivos que o diferenciavam de todos os outros. Tinha sua identidade, uma marca única que o distinguia e o elevava ao patamar de obra de arte.

Doce encontro, doce Lírio.

Meus olhos resolveram desejar aquele lírio, aquela flor.
Salpicada de delicadezas, simplesmente me encantou.
Em meio ao verde, sua brancura salta e reluz.
Seu cheiro raro me entontece, já nem sei aonde vou.

O destino nos coloca de frente com coisas simples.
De repente numa manhã como outra qualquer.
Você me aparece do nada, me inspira e me faz criar.
Uma poesia para uma flor em forma de mulher.

Lírios, lírios: nos campos, espalham um mar de beleza.
Carregam em si toda força da simplicidade.
Deitam e se levantam ao doce sabor do vento.
Tens o cheiro do amor e a fragrância da felicidade.

Um raro encontro se dá assim, quando menos se espera.
Uma flor que quando se abre, explode em sensações.
Afasta todo mal a sua volta, com um sorriso iluminado.
Une almas que nunca se viram, numa sintonia de paixões.

Meu presente é você.

Feridas abertas, mal curadas, quanta dor.
Sufocado, desacreditado do ar que respirava.
Mãos que tateavam o medo e o impalpável.
Cambaleante, sem força ou destino, andava.


Contaminado pelos rancores, cheio de dissabores.
Mirando o nada pela frente, apenas esperava.
Esperança que só amargava um coração vazio.
Fitando um final incerto, uma luz incomodava.


Olhos cansados, que ao escuro se acostumaram.
Noite infinita que em pesadelo se transformava.
Depois de cair cansado, sentindo o gosto do chão.
Levantei em busca daquela luz que me chamava.


Abrindo os olhos lentamente, logo pude desvendar.
Era você com seu com seu brilho que me esperava.
Sem entender, apenas senti o que meu coração dizia.
Um silêncio cheio de verdades que em mim brotava.


Aquele nevoeiro foi se dissipando e um clarão surgia.
Tomando fôlego, respirando fundo o ar que me faltava.
Renasciam em teus abraços todos os sonhos enterrados.
Uma alegria que ressurgia, enchendo-me de vida estava.


As vendas d´alma foram caindo, as amarras se desatando.
Fui logo percebendo o sentido que minha vida tomava.
Era o destino sorrateiro me levando em sua direção.
Mostrando que você era um presente que eu ganhava.

Saibam como organizar seus Livros



Os apaixonados por livros sabem bem que manter seu acervo organizado de forma eficiente não é tarefa das mais simples. Conheça algumas dicas para manter esse tesouro a salvo da bagunça do dia-a-dia.

O primeiro passo é separá-los de acordo com a frequência de leitura. Este é um bom momento para separar aqueles que já não são lidos há muito tempo, não apresentam mais interesse ou estão desatualizados.

Dependendo de qual situação se encaixam, podem ser vendidos para sebos, doados ou até mesmo reciclados.

Feito isso, a sugestão é que os livros sejam agrupados pelo gênero (romance, drama, biografia, etc.) e posteriormente por ordem alfabética (primeiramente por título e posteriormente por autor).

Uma outra forma, mais simples e também bem interessante, é organizá-los por tema (culinária, viagens, arte, fotografia, etc.). Se você possui muitos livros que se encaixam nesse perfil, arrume-os em ordem alfabética (novamente por título e posteriormente por autor) e coloque-os em uma prateleira a parte.

Para os que gostam de adotar na decoração um estímulo mais visual, uma boa opção é organizar o acervo pela cor das lombadas. Neste caso, esqueça tudo que mencionei acima e apenas separe-os pela cor, dispondo-os nas prateleiras de forma divertida.

Livros infantis devem sempre ser mantidos nas prateleiras mais baixas, facilitando o acesso das crianças e incentivando a leitura. Neste caso, basta guardá-los do maior para o menor.

Para decorar e ao mesmo tempo organizar, separe alguns livros bem interessantes e disponha-os em cima de uma mesa de centro, dentro de cestos de vime pela casa ou em aparadores.

Onde guardá-los? Essa de fato é uma boa pergunta. O local escolhido para colocá-los influencia diretamente na conservação e na durabilidade das obras.

O essencial é que o local escolhido seja muito bem ventilado, preferencialmente, em estantes com fundo protetor ou a uma distância razoável de paredes úmida, evitando assim qualquer contato da superfície úmida com o papel.