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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Manuel Bandeira

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em Recife, no dia 19 de abril de 1886. Foi poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.
Mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro. Em 1903, transferiu-se para São Paulo, onde iniciou o curso de engenharia na Escola Politécnica. No ano seguinte, abandonou os estudos por causa da tuberculose e retornou para o Rio, onde escreveu poesia e prosa, fez crítica literária e deu aulas na Faculdade Nacional de Filosofia. Por causa da doença, passou longos períodos em estações climáticas no Brasil e na Europa. Entre 1916 e 1920, perdeu a mãe, a irmã e o pai.
Em 1917, publicou A Cinza das Horas, de nítida influência parnasiana e simbolista. Dois anos depois, lançou Carnaval, fazendo uso do verso livre. Já se mostrava um dos precursores da linha modernista, e Mário de Andrade o chamaria de "São João Batista do modernismo brasileiro". Apesar disso, em 1922, por não concordar com a intensidade dos ataques feitos aos parnasianos e simbolistas, não participou diretamente da Semana de Arte Moderna (nem sequer viajou para São Paulo).
No entanto, seu poema "Os Sapos", lido por Ronald de Carvalho na segunda noite do acontecimento, provocou muitas reações. Nele, Bandeira se vale mais uma vez do verso livre, principal característica de sua obra:
"Enfunando os papos,/ Saem da penumbra,/ Aos pulos, os sapos./ A luz os deslumbra./ Em ronco que aterra,/ Berra o sapo-boi:/ 'Meu pai foi à guerra!'/ 'Não foi!' - 'Foi!' - 'Não foi!'"
Com O Ritmo Dissoluto (1924) e Libertinagem (1930), temos um poeta totalmente integrado no espírito modernista. Libertinagem apresenta alguns poemas fundamentais para entender a poesia de Bandeira: "Vou-me embora pra Pasárgada", "Poética", "Evocação do Recife" e outros. Aparecem ali seus grandes temas: a família, a morte, a infância no Recife, os indivíduos que compõem as camadas mais baixas da sociedade.
Apesar dos amigos e das reuniões na Academia Brasileira de Letras (para a qual foi eleito em 1940), Bandeira viveu solitariamente. Apesar de ser um apaixonado pelas mulheres, nunca casou: dizia que "perdeu a vez".
Morreu no dia 13 de outubro de 1968, aos 82 anos, de parada cardíaca – e não de tuberculose, a doença que o acompanhara durante parte tão grande de sua vida.
Referências: Wikipédia e UOL Educação.
"Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada."
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Por que 18 de abril é o Dia Nacional do Livro Infantil?

A data foi escolhida em homenagem ao escritor brasileiro Monteiro Lobato, que nasceu em 18 de abril de 1882 e foi o criador da literatura infantil no Brasil. Autor de inesquecíveis histórias infantis, entre elas O Sítio do Pica-pau Amarelo, seus personagens marcaram a história da literatura infantil.
Portas escritas
Minhas calças curtas
De travessuras, de caçadas
E aventuras, Monteiro Lobato
Minha filosofia Suassuna
E meus olhos cegos, Saramago
Nas minhas borboletas mortas, Baudelaire
Na minha angustia, Florbela Espanca
Uma rosa sem perfume
E em sua dor, Augusto dos anjos
Beija sem ciúmes
Um beijo tépido no silêncio
Mortes, chagas, visões, infernos de Dante
Minhas mãos Machadianas escrevem versos de Quintana
Em uma ensolarada tarde, e as horas passam, voam
Ninguém vê Virginia Woolf
E Drummond com cara de bom, olhando o céu ao lado de Bandeira
De bobeira, soltando pipas no ar, sentados na areia
Na Villa dos lobos, um Tom toca Vinícius
Eça de Queiroz iça seus anzóis com palavras de ternura
Usando toques de Neruda
Eu ando pela Baker street mas não encontro Conan Doyle
Nem Jô Soares, e na corrida do ouro, Allan Poe corre
Apressado com os corvos enquanto Mary Shelley tranca seu monstro no armário
No corredor, Crowley vê Levi, e Bram Stoker carrega um bebê vampiro nos braços
Fernando pessoa visita o salão filosófico de Platão
Enquanto meus olhos de Byron naufragam num mar revolto...............
Sandro Kretus
Só depende de você
Me deixe buscar em seus sonhos
algo que nem mesmo você sabe que
existe.
Me deixe ser sua bússola; te conduzindo
para um novo mundo.
Me deixe faze-lo sonhar com os olhos abertos,
em algum momento te farei ver coisas inacreditáveis.
Me deixe ser seu ancoradouro;
pois em algum momento deste mar de sonhos,
você terá que parar para concretizar seus desejos.
Me deixe ser seu sol; iluminando
o seu caminho...
Me deixe ser sua lua;
te dando sempre um motivo para olhar para cima
e te guiando em noites de solidão.
Me deixe ser seu céu;
sendo o único lugar onde você pode ser livre
para voar.
Me deixe ser sua terra;
te dando firmeza em seus passos e te mostrando
novos caminhos.
O amor nunca morre;
quem nunca sonhou...
Nunca amou!
Anne Caroline Monteiro Moreira
Faça acontecer
Preciso de mais firmeza de sua parte.
Me dê a certeza de que sou a garota
certa pra você.
Você é o garoto certo pra mim?
Me faça acreditar que sonhos acontecem...
Sonho com você.
Me leve a um lugar secreto,
deixe as coisas acontecerem...
Não posso mais esconder o que sinto,
meus atos me deninciam,
entregam o que sinto por você...
O que sinto por você?
Me faça descobrir.
Meu coração aberto está,
mas não me faça esperar.
O meu coração é aventureiro...
Em algum momento ele vai ser livre.
Livre para voar...!
Anne Caroline Monteiro Moreira
Noite estranha
A solidão é a minha companhia esta noite.
Ela é tão vazia e triste...
Ela bateu em minha porta e eu abri, ela se
convidou e entrou.
Eu te esperei, mas você não apareceu, a solidão
estava por perto e então esta foi a oportunidade
perfeita para ela entrar em meu coração e fazer
parte da minha noite.
A solidão me faz lembrar dos nossos momentos juntos,
me lembro do seu carinho para comigo, de suas belas
palavras... E lembrando disso tudo acabo acordando a
saudade... Esta estava adormecida, pois, ao seu lado
eu esqueço de tudo, eu vivo somente para você, mas
você não estando ao meu lado despertou a saudade, esta
me faz companhia juntamente com a solidão.
É tudo tão estranho sem você. Você passou fazer parte
de mim, sem você eu não me sinto por inteira...
Cadê você que não esta ao meu lado esta noite?
Cadê você?
Nesta noite calma e triste eu desejo uma coisa:
- Nunca me deixe por muito tempo sozinha, não sei se
consigo permanecer em pé. Se algum dia eu vier te maguar,
que você possa me mostrar meu erro para que assim eu possa me arrepender e pedir perdão...
Que eu possa aprender a te amar, pois, por enquanto;
somente gosto de você... Gosto de verdade...
Anne Caroline Monteiro M.
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