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domingo, 7 de abril de 2013

MARIO DE ANDRADE - PESQUISAS FOLCLORICAS


Missão de pesquisas folclóricas


Em 1935, durante uma era de instabilidade do governo Vargas, organizou, juntamente com o escritor e arqueólogo Paulo Duarte, um Departamento de Cultura para a unificação da cidade de São Paulo (Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura Municipal de São Paulo), onde Andrade se tornou diretor. Em 1938 Mário de Andrade reuniu uma equipe com o objetivo de catalogar músicas do Norte e Nordeste brasileiros.

Tinha como objetivo declarado, de acordo com a ata da sua fundação, "conquistar e divulgar para todo país a cultura brasileira". O âmbito de aplicação do recém-criado Departamento de Cultura foi bastante amplo: a investigação cultural e demográfica, como construção de parques e recriações, além de importantes publicações culturais.

Exerceu seu cargo com a ambição que o caracterizava: ampliar seu trabalho sobre música e folclore popular, ao mesmo tempo tempo organizar exposições e conferências. As missões resultaram um vasto acervo registrados em vídeo, áudio, imagens, anotações musicais, dos lugares percorridos pela Missão de Pesquisas Folclóricas, o que pode ser considerado como um dos primeiros projetos multimédia da cultura brasileira. O material foi dividido de acordo com o caráter funcional das manifestações: músicas de dançar, cantar, trabalhar e rezar. Trouxe sua coleção fonográfica cultura para o Departamento, formando uma Discoteca Municipal, que era possivelmente as melhores e maiores reunidas no hemisfério.
Mário em 12 de junho de 1927.

Em um marco do Departamento de Cultura, Claude Lévi-Strauss, então professor visitante da Universidade de São Paulo, realizou pesquisas. Outro grande evento foi a Missão de Pesquisas Folclóricas, que 1938, visitou mais de trinta localidades em seis estados brasileiros em busca de material etnográfico, especialmente na música. A missão foi interrompida, no entanto, quando, em 1938, pouco depois de instaurado o Estado Novo (do qual era contrário), por Getúlio Vargas, Mário demitiu-se do departamento.

Mário de Andrade também foi um dos mentores e fundadores do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, junto com o advogado Rodrigo de Melo Franco de Andrade. Limitações de ordem política e financeira impediram a realização desse projeto (que seria caracterizado por uma radical investida no inventário artístico e cultural de todo o país), restringindo as atribuições do instituto, fundado em 1937, à preservação de sítios e objetos históricos relacionados a fatos políticos históricos e ao legado religioso no país.

Mudou-se para o Rio de Janeiro para tomar posse de um novo posto na UFRJ, onde dirigiu o Congresso da Língua Nacional Cantada, um importante evento folclórico e musical. Em 1941 retornou para São Paulo e voltou ao antigo posto do Departamento de Cultura, apesar de não trabalhar com a mesma intensidade que antes.

Andrade morreu em sua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, quando tinha 52 anos. Dadas as suas divergências com o regime, não houve qualquer reação oficial significativa antes de sua morte. Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias completas, quando já havia falecido o ditador Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Em 1960 foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de São Paulo.

Por esse mundo de águas, junho, 27



Manu,
Estamos numa paradinha pra cortar canarana da margem pros bois de nossos jantares. Amanhã se chega em Manaus e não sei que mais coisas bonitas enxergarei por este mundo de águas. Porém me conquistar mesmo a ponto de ficar doendo no desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel de Belém. O direito de sentar naquela terrace em frente das mangueiras tapando o teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí. Você que conhece mundo, conhece coisa milhor do que isso, Manu (...) Belém eu desejo com dor, desejo como se deseja sexualmente, palavra. Não tenho medo de parecer anormal pra você, por isso que conto esta confissão esquisita mas verdadeira que faço de vida sexual e vida em Belém. Quero
Belém como se quer um amor. É inconcebível o amor que Belém despertou em mim...
Um abraço do Mário.

(Carta escrita a Manuel Bandeira durante a histórica viagem à Amazônia, em 1927)

Mario de Andrade

Moça Linda Bem Tratada



Moça linda bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor.

Grã-fino do despudor,
Esporte, ignorância e sexo,
Burro como uma porta:
Um coió.

Mulher gordaça, filó,
De ouro por todos os poros
Burra como uma porta:
Paciência...

Plutocrata sem consciência,
Nada porta, terremoto
Que a porta do pobre arromba:
Uma bomba.Mario de Andrade

Poemas da amiga VII



Gosto de estar a teu lado,
Sem brilho.
Tua presença é uma carne de peixe,
De resistência mansa e de um branco
Ecoando azuis profundos.

Eu tenho liberdade em ti.
Anoiteço feito um bairro,
Sem brilho algum.

Estamos no interior duma asa
Que fechou.

De Poemas da Amiga.

Mário de Andrade

Quando eu morrer quero ficar


Quando eu morrer quero ficar, 
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.

Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.

No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.

Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.

O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...

Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...

As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.

Mário de Andrade

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Eu perguntei



Sempre me perguntei

Por que gosto de literatura.

Até hoje não sei responder

É difícil ter uma resposta exata

É tanta resposta.

Como dizia Drummond:

"Gosto de animais, plantas, pessoas".

Realmente Carlos, esta correto.

Pois para gostar de literatura

Você tem que gostar das coisas

Com mais amor.

É assim que se transforma um poeta

E um ótimo leitor como você meu amigo.




Escritor Alex Lopes Ozorio

Como o tempo muda



Me lembro o meu tempo de

Criança, brincava todos os dias.

Ia para a escola, brincava,

Cantava, dançava e sorria.

Não parava nenhuma hora

Só para dormir, também

Ninguém é de ferro.

Agora é bem diferente

Tenho que trabalhar,

Estudar, não sobra

Tempo para nada

Só para dormir.

Como o tempo muda

Um dia você é criança

E depois acorda adulto.

A vida é uma caixinha de surpresa

Sempre mostrando que

Nós temos que aprender

A cada dia.




Escrito por Alex Lopes Ozorio

A minha Imaginação



A realidade de muitas

Pessoas é viver em sociedade.

Para mim é ao contrário

O meu mundo é viver imaginando

Criando, inventado por mim.

As pessoas falam que sou louco,

Só por que gosto de escrever

De madrugada.

Mas na realidade sou

Um poeta amador, escrevo

Por diversão e não por ser obrigado

Á escrevo.

Sou um simples blogueiro que

Posta matérias que gosta e não

Por se romântico.

Gosto de navegar no mundo

Das palavras como Vinicius de Moraes,

Que é um gênio do MPB e da poesia Brasileira.

As pessoas acham que

A vida é só ganhar, para mim a vida

É como a poesia

Flutuar entre as palavras

E viver num mundo

A onde a imaginação

É o motivo da vida.




Escrito por Alex Lopes Ozorio

Filosofia



Modo de reflexão

Através do pensamento.

Pensadores usam a

Filosofia para explicar

Algo que ocorre no mundo

Através do estudo que

Começa através de uma

Reflexão feita pelo pensamento.

Tendo esta reflexão o filosofo

Trás para o campo de estudo

E se transformando em Teoria.


Escrito por Alex Lopes Ozorio 

Diferentes Paixões



Por que estou assim

Desanimado em ver

Vários casais felizes e eu aqui

Escrevendo poema.

Vejo tantas pessoas amando,

Namorando, noivando e casando.

Eu aqui lendo um livro de Drummond

E escrevendo poemas, mas na

Realidade eu também sinto o amor.

O amor pelas letras, palavras e livros

Que apesar de ser um sentimento,

Também descreve uma paixão.

Escrito por Alex Lopes Ozorio