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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Hino da Independência

 

Se a arte imita a vida, podemos notar que a história do Hino da Independência foi tão marcada de improviso como a ocasião em que o príncipe regente oficializou o fim dos vínculos que ligavam Brasil a Portugal. No começo do século XIX, o artista, político e livreiro Evaristo da Veiga escreveu os versos de um poema que intitulou como “Hino Constitucional Brasiliense”. Em pouco tempo, os versos ganharam destaque na corte e foram musicados pelo maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830).

Aluno do maestro, Dom Pedro I já manifestava um grande entusiasmo pelo ramo da música e, após a proclamação da independência, decidiu compor uma nova melodia para a letra musicada por Marcos Antônio. Por meio dessa modificação, tínhamos a oficialização do Hino da Independência. O feito do governante acabou ganhando tanto destaque que, durante alguns anos, Dom Pedro I foi dado como autor exclusivo da letra e da música do hino.

Abdicando do governo imperial em 1831, observamos que o “Hino da Independência” acabou perdendo prestígio na condição de símbolo nacional. Afinal de contas, vale lembrar que o governo de Dom Pedro I havia sido marcado por diversos problemas que diminuíram o seu prestígio como imperador. De fato, o “Hino da Independência” ficou mais de um século parado no tempo, não sendo executado em solenidades oficiais ou qualquer outro tipo de acontecimento oficial.

No ano de 1922, data que marcava a comemoração do centenário da independência, o hino foi novamente executado com a melodia criada pelo maestro Marcos Antônio. Somente na década de 1930, graças à ação do ministro Gustavo Capanema, que o Hino da Independência foi finalmente regulamentado em sua forma e autoria. Contando com a ajuda do maestro Heitor Villa-Lobos, a melodia composta por D. Pedro I foi dada como a única a ser utilizada na execução do referido hino.


Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

O Modernismo no Brasil--- 1 fase

A Semana de Arte Moderna (1922) é considerada o marco inicial do Modernismo brasileiro.

A Semana ocorreu entre 13 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, com participação de artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. O evento contou com apresentação de conferências, leitura de poemas, dança e música. O Grupo dos Cinco, integrado pelas pintoras Tarsila do Amaral e Anita Malfatti e pelos escritores Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, liderou o movimento que contou com a participação de dezenas de intelectuais e artistas, como Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, Graça Aranha, Guilherme de Almeida, entre muitos outros.

Os modernistas ridicularizavam o parnasianismo, movimento artístico em voga na época que cultivava uma poesia formal. Propunham uma renovação radical na linguagem e nos formatos, marcando a ruptura definitiva com a arte tradicional. Cansados da mesmice na arte brasileira e empolgados com inovações que conheceram em suas viagens à Europa, os artistas romperam as regras preestabelecidas na cultura.

Na Semana de Arte Moderna foram apresentados quadros, obras literárias e recitais inspirados em técnicas da vanguarda europeia, como o dadaísmo, o futurismo, o expressionismo e o surrealismo, misturados a temas brasileiros.
Os participantes da Semana de 1922 causaram enorme polêmica na época. Sua influência sobre as artes atravessou todo o século XX e pode ser entendida até hoje.

A primeira fase do Modernismo

O movimento modernista no Brasil contou com duas fases: a primeira foi de 1922 a 1930 e a segunda de 1930 a 1945. a primeira fase caracterizou-se pelas tentativas de solidificação do movimento renovador e pela divulgação de obras e ideias modernistas.

Os escritores de maior destaque dessa fase defendiam estas propostas: reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais; promoção de uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminação definitiva do nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros. Portanto, todas elas estão relacionadas com a visão nacionalista, porém crítica, da realidade brasileira.

Várias obras, grupos, movimentos, revistas e manifestos ganharam o cenário intelectual brasileiro, numa investigação profunda e por vezes radical de novos conteúdos e de novas formas de expressão.
Entre os fatos mais importantes, destacam-se a publicação da revista Klaxon, lançada para dar continuidade ao processo de divulgação das ideias modernistas, e o lançamento de quatro movimentos culturais: o Pau-Brasil, o Verde-Amarelismo, a Antropofagia e a Anta.

Esses movimentos representavam duas tendências ideológicas distintas, duas formas diferentes de expressar o nacionalismo.

O movimento Pau-Brasil defendia a criação de uma poesia primitivista, construída com base na revisão crítica de nosso passado histórico e cultural e na aceitação e valorização das riquezas e contrastes da realidade e da cultura brasileiras.

A Antropofagia, a exemplo dos rituais antropofágicos dos índios brasileiros, nos quais eles devoram seus inimigos para lhes extrair força, Oswald propõe a devoração simbólica da cultura do colonizador europeu, sem com isso perder nossa identidade cultural.

Em oposição a essas tendências, os movimentos Verde-Amarelismo e Anta, defendiam um nacionalismo ufanista, com evidente inclinação para o nazifascismo.
Dentre os muitos escritores que fizeram parte da primeira geração do Modernismo destacamos Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Alcântara Machado, Menotti del Picchia, Raul Bopp, Ronald de Carvalho e Guilherme de Almeida.

Um pouco sobre o Grupo Santa Helena


O modernismo paulista dos anos 1930


Por volta de 1935, um grupo de artistas - quase todos descendentes de imigrantes italianos, não pertencentes à aristocracia paulistana, como era o caso de boa parte dos primeiros modernistas - se reuniam em ateliês de um edifício na Praça da Sé, em São Paulo, chamado "Palacete Santa Helena". Ali também existiam numerosos escritórios de profissionais liberais e a sede de uma entidade que representava o sindicato dos operários. Esse prédio foi demolido em 1971, para a construção da estação de metrô da Sé.


Mario Zanini, Igreja de São Vicente, c.1940, óleo s/ tela, 33,3 x 45,8 cm, MAC.


Os artistas do Santa Helena tinham origem humilde e para sobreviver exerciam atividades artesanais e até trabalhos braçais. Eram pintores de parede, açougueiros, ourives, professores e operários.

Autodidatas ou ex-alunos do Liceu de Artes e Ofícios, nos fins de semana ou momentos de folga se dedicavam à pintura. Essas são algumas das particularidades que os diferenciavam da primeira geração de modernistas.

Ateliês de arte
O ambiente criado nas salas de trabalho era de troca. Os artistas compartilhavam conhecimentos técnicos de pintura e faziam sessões de modelo vivo, decidindo sobre a remessa de obras aos salões e organizando as famosas excursões de fim-de-semana aos subúrbios da cidade para fazer pintura ao ar livre.

Nessa mesma época, algumas associações de pintores foram constituídas em São Paulo, como a "Sociedade Pró-Arte Moderna" (Spam) e o "Clube dos Artistas Modernos" (CAM), englobando os participantes da Semana de Arte Moderna de 22.

Esses grupos eram formados por intelectuais e membros da elite paulista, distante do Santa Helena e de outros núcleos proletários, sobre os quais tinham pouco ou nenhum conhecimento.

A união do grupo Santa Helena pode ser explicada como reação ao preconceito contra os imigrantes pobres. Esse preconceito ficou evidente em inúmeras críticas que surgiram ao trabalho do grupo, principalmente quando eles começaram a despertar a atenção e a ameaçar posições já definidas.

A perseverança do grupo, que continuava na luta pela sobrevivência, despertava o interesse e atraía novos amigos e parceiros. Com o tempo, o palacete Santa Helena passou a ser o ponto de encontro de muitos outros artistas.

Em 1937, participaram de uma exposição realizada pela "Família Artística Paulista" - FAP, agremiação co-fundada e dirigida por Paulo Rossi Osir, responsável por elaboração de salões - onde ganharam visibilidade pública e passaram a ser conhecidos pela crítica especializada como Grupo Santa Helena.

Reconhecimento
A partir daí, o Grupo tornou-se conhecido e despertou o interesse de Mário de Andrade, que neles identificou uma "escola paulista", caracterizada por seu modernismo moderado, no limite entre as experimentações formais da vanguarda dos anos 1920 e a arte acadêmica ainda vigente no meio paulistano. Como elemento de unificação entre os expositores, enfatizava a preocupação com o apuro técnico e o interesse pela representação da realidade concreta.

O contato dos santahelenistas com a produção artística européia, ou seja, com as vanguardas, era limitado. Dava-se pela leitura de livros e revistas ou alguma exposição vinda do exterior, com algumas exceções daqueles poucos que haviam estudado na Europa.

Por outro lado, a representação da realidade leva-os a pintar principalmente paisagens, cujos focos são as vistas dos subúrbios e arredores da cidade, as praias visitadas aos fins de semana e a paisagem urbana. Percebe-se a preferência por locais anônimos no limite entre o campo e a cidade.


Valéria Peixoto de Alencar* é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp.

A amizade é um amor que nunca morre.


A amizade é uma virtude que muitos sabem que existe,

alguns descobrem, mas poucos reconhecem.

A amizade quando é sincera o esquecimento é impossível

A confiança, tal como a arte, não deriva de termos resposta para tudo, mas,

de estarmos abertos a todas as perguntas.

A dor alimenta a coragem. Você não pode ser corajoso se só aconteceram

coisas maravilhosas com você.

A esperança é um empréstimo pedido à felicidade.

A felicidade não é um prêmio, e sim uma conseqüência,

a solidão não é um castigo, e sim um resultado.

A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que

percorremos para encontrá-la.

A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga.

A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delicia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.

A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.

A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.

A maior fraqueza de uma pessoa é trocar aquilo que ela mais deseja na vida, por aquilo que ele deseja no momento.

A persistência é o caminho do êxito.

A pior solidão é aquela que se sente na companhia de outros.

A SOLIDÃO É UMA GOTA NO OCEANO QUE SÓ OLHA PARA SI MESMA... UMA GOTA QUE NÃO SABE QUE É OCEANO...

Amigos são a outra parte do oceano que a gota procura...

A tua única obrigação durante toda a tua existência

é seres verdadeiro para contigo próprio.

A verdadeira amizade deixa marcas positivas que o tempo jamais poderá apagar.

A verdadeira amizade é aquela que não pede nada em troca, a não ser a própria amiga.

A verdadeira generosidade é fazer alguma coisa de bom por alguém

que nunca vai descobrir.

A verdadeira liberdade é poder tudo sobre si.

Algumas pessoas acham-se cultas porque comparam sua ignorância com as dos outros.

Amigo de verdade é aquele que transforma um pequeno momento em um grande instante.

Amigo é a luz que não deixa a vida escurecer.

Amigo é aquele que conhece todos os seus segredos e mesmo assim gosta de você!

Amigo é aquele que nos faz sentir melhor e sobre tudo nos faz sentir amados...

Amigo é aquele que, a cada vez, nos faz entrever

a meta e que percorre conosco um trecho do caminho

Amigos são como flores cada um tem o seu encanto por isso cultive-os.

Amizade é como música: duas cordas afinadas no mesmo tom, vibram juntas...

Amizade, palavra que designa vários sentimentos, que não pode ser trocada por meras coisas materiais... Deve ser guardada e conservada no coração!!!

As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.

Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas,

dando-lhes sempre algum significado.

Diante de um obstáculo não cruzes os braços, pois o maior

homem do mundo morreu de braços abertos.

Elogie os amigos em público, critique em particular.

Errar é humano, perdoar é divino.

Evitar a felicidade com medo que ela acabe; é o melhor meio de ser infeliz.

Faça amizade com a bondade das pessoas, nunca com seus bens!

Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.

Érico Veríssimo

11 Fecine da escola Nena Giannsi Buck, em Monte azul Paulista

Galera entre o dia 5 e 6 de setembro ocorrerá a fera de ciências , na escola Nena Giannasi Buck , em Monte Azul Paulista , e o tema será Itália ... vai ser muito bom visite galera você não irá se arrepender .

 

Joaquim Barbosa desabafa: ‘Políticos me odeiam’

Galera de fato não gosto de postar coisas de noticias , mas esta matéria me chamou atenção e como sou um cara que se preocupa com o povo brasileiro queria falar que Joaquim Barbosa , os políticos podem te odiar , mas como cidadão brasileiro quero te falar que você é um herói, pois está representado o povo brasileiro e não liga para que os políticos falam , pois você é esta fazendo seu dever e isto para todos os brasileiros é um orgulho de ter um homem que honra seus compromisso com o povo brasileiro e isto para mim é o que vale .... Joaquim Barbosa , saiba que o povo brasileiro te ama e não ligue para que eles digam , mas sim pelo que você esta fazendo ao povo brasileiro . Muito obrigado Joaquim Barbosa ....

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BRASÍLIA - De tênis, jeans e camisa social azul, o ministro relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, foi o centro das atenções numa festa mais modesta que o casamento da filha do revisor, Ricardo Lewandowski. Sábado, ele compareceu ao aniversário de 50 anos da amiga Kátia Turra, jornalista e companheira de trabalho nos anos de estudos em Brasília. Os convidados queriam saber sobre o julgamento do mensalão. A respeito do sucesso que tem feito nas ruas e nas redes sociais, Barbosa minimizou a possibilidade de optar por um cargo político:


— Eu não me empolgo com essa notoriedade. Os políticos me odeiam por isso.

Alguém disse que, com a condenação de poderosos, ele havia resgatado o sentido de cidadania e democracia:

— O grande fato a se comemorar é julgamento dessa natureza estar acontecendo na mais alta Corte do país.


Fonte O Globo 

sábado, 1 de setembro de 2012

Chega de Saudade





Vai, minha tristeza, e diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas, se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim.

Vinícius de Moraes

Tomara




Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Vinícius de Moraes

Soneto de Fidelidade





De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Moraes

Eu não existo sem você





Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você.

Vinícius de Moraes