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domingo, 12 de agosto de 2012

"A vida é como um romance. Você não tem idéia do que vai acontecer até que você vire a página"
(Sidney Sheldon)

E assim, do nada, tudo acontece e você encontra aquilo que procurava a vida inteira..

Conhecimento

"Se o conhecimento pode criar problemas, não será através da ignorância que os resolveremos. "
Isaac Asimov

Grafite: Callejero Escif

Amar as leituras

Foto: Adorei!!

*imagem enviada pela nossa amiga Pâmela Filipini.

Pai

Fábio Jr.

Pai
Pode ser que daqui algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais

Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez

Pai
Pode ser que dai você sinta
Qualquer coisa entre esses 20 ou 30
Longos anos em busca de paz

Pai
Pode crer eu vou bem eu tô indo
Tô tentando vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer

Pai
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você

Pai
Senta aqui que o jantar tá mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde vida só paga pra ver

Pai
Me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos seus braços você fez segredo
Nos seus passos você foi mais eu, eu, eu

Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
E pedir pra você ir lá em casa
E brincar com vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai
Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você, nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai
Paz

OBRIGADO PAI!

Obrigado pai,pela vida.
Pela descoberta que me aquece.
Pelo teto que me abriga.

Por tua presença amiga...


Obrigado,pai
Pelos doces
Pelos presentes
Pelos passeios.

Obrigado pai...
Pelo suor na fronte.
Pelos braços cansados no final da jornada para que nada me faltasse.

Obrigado pai...
Pelas noites em claro quando o dinheiro não deu,
E mesmo assim nunca me abandonaste.

Obrigado pai..
Porque me castigaste quando eu estava errado.
Por tentar me mostrar o caminho da verdade.

Obrigado pai...
Por tantas vezes que abdicaste teus sonhos para realizar os meus;
E abristes mão das tuas vontades para realizar os meus caprichos.

Obrigado pai...Porque tu és meu pai...
E porque todas as tardes volta para casa.

(autor desconhecido)

Dias dos pais

sábado, 11 de agosto de 2012

A descoberta




Seguimos nosso caminho por este mar de longo
Até a oitava da Páscoa
Topamos aves
E houvemos vista de terra
os selvagens
Mostraram-lhes uma galinha
Quase haviam medo dela
E não queriam por a mão
E depois a tomaram como espantados
primeiro chá
Depois de dançarem
Diogo Dias
Fez o salto real
as meninas da gare
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha.


(in Poesias Reunidas. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1971.)

 
Oswald de Andrade 

Canto de regresso à pátria



Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.


(in Poesias Reunidas. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1971.)
 Oswaldo de Andrade

Poeta





Sou barroco na dualidade
como sou também
do pau-brasil
de Oswald de Andrade.

Tenho as várias faces
de Gregório de Mattos,
porém, sou um Gonzaga,
mestre dos arcades.

Talvez até um
ultra-romântico azedo,
como um tal,
Álvares de Azevedo.

Ou quem sabe um realista,
ou vai saber,
um modernista.

(apostam alguns
em naturalista)

Assim como Adolfo Caminha,
eu também caminho
nos sons e sentidos
e que, como eu,
ninguém ousa
ser Augusto dos Anjos
ou Cruz e Sousa.

Detenho em mim
o Tropicalismo,
sendo um marginal
de marca maior
no meu contemporâneo
pós-modernismo.

Em verdade
na verdade
de verdade,
não sou Oswald
Drummond
ou Mário
de Andrade.

Sou poeta.
Do passado, presente, futuro,
simples profeta.

Lucian Rodrigues Cardoso

Aceitarás o amor como eu o encaro ?...






Aceitarás o amor como eu o encaro ?...
...Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.


Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.


Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.


Que grandeza... a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.

Oswald de Andrade